Novidades

04 ABR

Quase três meses após fim de contrato, trechos de 15 rodovias federais do RS seguem sem radares

Quase três meses após o fim do contrato de implantação e manutenção de radares em rodovias federais do Rio Grande do Sul, trechos de 15 rodovias federais seguem sem fiscalização de velocidade no estado. A situação permanecerá assim até que uma avaliação sobre a necessidade dos equipamentos seja realizada.

Nesta segunda-feira (1), o Ministério da Infraestrutura informou que suspendeu a instalação de radares em rodovias federais não-concedidas à iniciativa privada. O motivo foi a ordem do presidente Jair Bolsonaro, que divulgou por meio do Twitter no final do mês passado.

O estado tem 344 faixas que deveriam estar monitoradas pelos equipamentos, nas rodovias BR-101, BR-116, BR-153, BR-158, BR-285, BR-287, BR-290, BR-293, BR-386, BR-392, BR-448, BR-468, BR-470, BR-471 e BR-472.

O vínculo do governo federal com a empresa responsável pela implantação e manutenção de pardais e lombadas eletrônicas nestes trechos terminou no dia 14 de janeiro, e não foi renovado. Em fevereiro, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) havia informado que realiza um novo processo de contratação e troca de equipamentos.

Nesta quinta-feira (4), no entanto, a assessoria de imprensa do órgão federal disse que a instalação não vai acontecer antes que seja realizada uma "análise rigorosa" no plano de radares instalados nas rodovias, conforme determinação do Ministério da Infraestrutura.

Na BR-158 em Cruz Alta, no Noroeste do estado, e na BR-285, em Passo Fundo, novos radares chegaram a ser instalados, mas estão desativados. A situação é a mesma em Santa Maria, na Região Central, onde o trânsito de caminhões é intenso na BR-392 e na BR-158. Em Pelotas, no Sul do estado, as lombadas eletrônicas da BR-293 também foram retiradas.

Na BR 290, o trânsito é intenso todos os dias, em uma estrada de pista simples, perigosa e com capacidade de tráfego esgotada. O comerciante Felipe Gracioli afirma que, sem a fiscalização, motoristas cometem infrações.

"Inclusive retornando agora de Porto Alegre, com carro de trabalho, em vários trechos de faixa continua tinha vários carros me ultrapassando onde não podia. E se viesse um veículo no sentido contrário, podia acontecer algum acidente", relatou.

Ao longo da BR-290, no trecho entre Porto Alegre e Arroio dos Ratos, placas indicam que o controle de velocidade é feito de forma eletrônica, mas não há controladores, e motoristas desrespeitam a sinalização de que é proibido ultrapassar.

"Nos lugares em que é para andar a 60 km/h, é muito difícil que alguém vá respeitar", diz o motorista Luis Carlos Martins.

'Conversa de infrator'

O doutor em sistemas de transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) João Fortini Albano avalia que o controle de velocidade feito por pardais e lombadas eletrônicas é a maneira mais moderna de coibir os excessos. Ele considera um retrocesso a retirada dos equipamentos.

"Essa história de retirar os pardais é conversa de infrator", diz o especialista. "Se essa determinação fosse num sentido de examinar um posicionamento, que não fosse algum equipamento escondido atrás de uma árvore, de uma curva, que pegasse o motorista de surpresa, até seria compreensível, porque em todos os mecanismos existe alguma falha", pondera.

Fonte: G1

Mais Novidades

13 DEZ
Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Épocas distintas, mesma cor: Actros Série Especial (esq.) foi inspirado no L-1111 (Giovana Rampini/Quatro Rodas) O L-1111 é mais do que um simples caminhão. Lançado no Brasil em 1964, ele ajudou a construir a imagem da Mercedes-Benz por aqui – a empresa havia se estabelecido no país em 1956. Em seis anos de produção, a marca vendeu 39 mil unidades. Sua importância é tamanha que a Mercedes lançou até uma série especial do... Leia mais
13 DEZ
Há problema em abastecer um carro a diesel moderno com S-500?

Há problema em abastecer um carro a diesel moderno com S-500?

Motor 2.0 turbodiesel tem 170 cv e 35,7 mkgf de torque máximo (Christian Castanho/Quatro Rodas) O que acontece se eu abastecer um veículo a diesel moderno com S-500? E se colocar um S-10 num motor antigo? – Bruno Caputo, Londrina (PR) Colocar o diesel S-10 (sigla que indica 10 partes de enxofre por milhão) em um motor antigo não tem problemas – e nem vantagens. “Um propulsor de concepção mais velha não consegue aproveitar as... Leia mais
13 DEZ
Preparadora Oettinger traz modelos Audi para o Brasil

Preparadora Oettinger traz modelos Audi para o Brasil

Custo da preparação mecânica na RS6 Avant é de R$ 59.900 (Strasse/Divulgação) Depois de três anos no mercado brasileiro, a Oettinger passa a oferecer veículos Audi no país. Assim como ocorre com a Volkswagen, as operações ficarão a cargo da Strasse, importadora especializada na representação de preparadoras europeias. Dos seis modelos disponíveis inicialmente para encomenda, quatro são da linha RS. Após passar pelas mãos da... Leia mais
12 DEZ
Clássicos: Porsche 911 Carrera RS, técnica e criatividade

Clássicos: Porsche 911 Carrera RS, técnica e criatividade

O RS era um 911 melhorado em peso, motor e aerodinâmica (Christian Castanho/Quatro Rodas) A primeira metade dos anos 70 foi turbulenta para a Porsche. O 917 estava com os dias contados após a FIA declarar que ele estaria fora do regulamento do Grupo 5 a partir de 1973. A situação se agravou após a Volks anunciar que seus futuros modelos teriam tração dianteira e refrigeração líquida da Audi, fragilizando a relação entre os dois... Leia mais
12 DEZ
Câmara aprova faixa exclusiva para motos

Câmara aprova faixa exclusiva para motos

De acordo com o projeto, o fluxo entre os veículos só poderá acontecer se cumprir certas regras (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Já é rotina o congestionamento para quem vive em grandes cidades. Mais rotineiro ainda são as filas de motocicletas que se formam entre os automóveis. Hoje o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) considera infração grave, punida com multa, ultrapassar outros veículos que estejam parados em... Leia mais
12 DEZ
À espera do Cronos, relembre a história dos sedãs da Fiat

À espera do Cronos, relembre a história dos sedãs da Fiat

O Tempra foi um dos sedãs de maior sucesso da história da Fiat (Arquivo/Quatro Rodas) A Fiat construiu sua imagem no Brasil apostando em carros populares. Só que a empresa não investiu apenas em compactos. Em mais de quatro décadas, a marca também se aventurou no segmento de sedãs. Alguns foram bem sucedidos, como o Tempra. Outros, nem tanto – o Linea é um bom exemplo. Tanto é que o três-volumes sumiu misteriosamente do... Leia mais