Novidades

25 MAR

Teve um Fiat Tipo que pegou fogo? Você enfim poderá ser indenizado

Unidade do Fiat Tipo pegando fogo em algum lugar do Brasil (Reprodução/Youtube)

Abril de 1996. A Fiat iniciava um recall gigantesco do Tipo, para troca da mangueira de alta pressão que conduzia o fluido da direção hidráulica. Esta, em contato com as partes quentes do motor, corria risco de estourar e derramar o líquido sobre o coletor de escape.

Detalhe: esse singelo problema levava o carro a pegar fogo, drama que já afetara a vida de dezenas de consumidores entre 1993 e 95, anos em que o hatch médio foi vendido como importado no Brasil – sendo um dos modelos mais emplacados do país no período.

Tal convocação envolvia mais de 155 mil unidades. A fabricante admitia ali um problema crônico que matou a reputação do modelo – cuja produção acabara de ser nacionalizada.

Para piorar, nem o recall parece ter resolvido a questão, pois não faltam registros de casos de Tipo incendiados mesmo após a troca da peça. Até hoje é possível encontrar vídeos recentes no YouTube de unidades do hatch pegando fogo por aí.

Tipo foi nacionalizado em 1996, justamente no auge do escândalo (Christian Castanho/)

O escândalo motivou na época até a criação de uma associação de vítimas do incêndio do Tipo: a Avitipo.

Foi ela que, após contabilizar cerca de 70 casos de incêndio, entrou com uma alção civil pública no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), de número 0052169-98.1996.8.19.0001, ainda no ano de 96.

O grupo buscava uma indenização pelos prejuízos causados, inclusive a terceiros, por causa do problema.

Mais de duas décadas depois, numa dessas demonstrações de incrível celeridade do Judiciário brasileiro, a Fiat finalmente terá que pagar o prejuízo aos clientes lesados. A informação é do jornal O Globo.

Por causa da má fama, produção em Betim (MG) durou menos de dois anos e hatch, então, saiu de linha (Christian Castanho/)

Isso porque o último recurso impetrado pela fabricante no Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi negado e o processo, com isso, finalmente atingiu o estágio de trânsito em julgado, ou seja: acabou.

Consumidores que entraram com a ação começaram a ser notificados pela Justiça. Só que aí surgiram outros dois entraves.

O primeiro: localizá-los. “Os endereços e telefones que temos estão desatualizados, e há consumidores que já morreram”, declarou David Nigri, atual advogado da Avitipo, ao Globo.

O segundo: reunir novamente as provas de que se foi mesmo o dono de um Tipo que pegou fogo. “Confesso que não tenho o contato dos advogados e não lembro onde estão os documentos”, afirmou ao jornal a empresária Simone Stockler, uma das vítimas.

Mas calma que, se você teve um Tipo que pegou fogo, é possível sim ser indenizado.

Para isso é preciso acessar o arquivo do Renavam para comprovar ter sido proprietário do veículo. Depois, é possível se habilitar à ação coletiva ou entrar com ação individual juntando a prova do trânsito em julgado do processo já finalizado.

Só que será preciso comprovar a ocorrência, através da apresentação de boletins de ocorrência, fotografias e/ou depoimentos de testemunhas.

QUATRO RODAS está em contato com as assessorias do advogado da Avitipo e também com a da Fiat para saber valores e prazos para pagamento das indenizações. A reportagem será atualizada tão logo as informações forem passadas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

11 MAR

Tribunal impede que Ghosn participe de reunião do conselho da Nissan

Um tribunal de Tóquio rejeitou pedido do ex-chefe da Nissan, Carlos Ghosn, para participar de uma reunião do conselho da empresa nesta semana. A negativa impede que Ghosn esteja à mesa para discussões apesar de a montadora estar prestes a fortalecer uma aliança que ele construiu ao longo de duas décadas. Ghosn deixa prisão após mais de 100 dias detidoVigilância de Ghosn terá telefonemas monitorados e câmeras de segurançaTudo sobre a prisão Procuradores entregaram um... Leia mais
11 MAR

Teve o carro atingido por uma enchente? Saiba o que fazer

No verão, uma das principais preocupações é com o grande volume de chuvas e suas consequentes enchentes que invadem ruas e garagens sem cerimônias. Se você não conseguiu fugir dessa situação, o G1 dá algumas dicas para amenizar os prejuízos. O carro morreu. E agora? Se o motor estava ligado e a altura da água atingiu a entrada de ar superior do veículo, ele desligará automaticamente por uma questão química: sem o ar externo não existe combustão. O principal... Leia mais
11 MAR
Conheça o NX 300h, SUV híbrido de luxo da Lexus

Conheça o NX 300h, SUV híbrido de luxo da Lexus

Sucesso total: o NX 300h representa a linha mais vendida da Lexus no país (Lexus/Divulgação)Para a Lexus, divisão de luxo da Toyota, o futuro é híbrido – e está cada vez mais próximo.Comprometida em se tornar a primeira montadora no Brasil a ter um catálogo 100% composto por modelos que combinam motores a combustão e elétricos, a Lexus deu um enorme passo em direção a esse objetivo no segundo semestre de 2018, ao trazer para o país seu primeiro SUV compacto híbrido, o NX... Leia mais
11 MAR

Longa Duração: Renault esquece amortecedor danificado em revisão do Kwid

Já era evidente a perda de performance em curvas (Christian Castanho/Quatro Rodas)A revisão dos 30.000 km do Renault Kwid foi decepcionante: pedimos que fosse dada uma atenção especial à suspensão, que parecia excessivamente solta em curvas. Na retirada do carro, o técnico da Itavema disse: “Fiz a verificação e está tudo normal”. Não estava. Na checagem dos serviços prestados, nosso consultor, Fabio Fukuda, descobriu que o amortecedor dianteiro esquerdo estava vazando. “Na... Leia mais
11 MAR

Correio Técnico: por que carga rápida de carro elétrico nunca atinge 100%?

A carga rápida está lentamente crescendo no Brasil (Reprodução/Internet)Por que a carga rápida de automóveis elétricos é veloz somente até atingir os 80%? – Bianca Casarini, Florianópolis (SC)É para proteger as baterias de íon-lítio. Para se ter uma ideia, é como tentar encher um copo com uma torneira de alta pressão sem derrubar nenhuma gota de água para fora.O funcionamento básico dos carregadores é o mesmo, independentemente se ele é convencional ou rápido, e isso... Leia mais
11 MAR

Como as leis mais rígidas de segurança estão afetando o visual dos carros

– (Denis Freitas/Quatro Rodas)Sabe aquela sensação de que os carros estão cada vez mais parecidos? Ela é real, e um dos principais motivos para isso é que os automóveis agora são pensados para não matar quem está ao seu redor. Mas nem todo mundo gostou disso. “Queria ter trabalhado nos anos 60 e 70. Havia muito mais liberdade no design”, diz José Carlos Pavone, chefe de estilo da Volkswagen do Brasil. “Toda a dianteira do carro agora conta com estruturas projetadas para... Leia mais