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25 MAR

Depois de 23 anos, Fiat terá que indenizar donos de Tipo que pegaram fogo

Depois de 23 anos, proprietários de Fiat Tipo que pegaram fogo finalmente poderão receber a indenização da fabricante italiana.

Isso porque a Fiat não poderá mais recorrer em uma ação civil pública movida ainda em 1996 pela Associação de Consumidores de Automóveis e Vítimas de incêndio do Tipo, a Avitipo.

A ação foi iniciada pouco tempo depois de várias unidades do modelo pegarem fogo de forma espontânea nos anos 1990. Na época, o hatch médio era um dos modelos mais vendidos do país.

Em abril de 1996, a Fiat finalmente chamou um recall de 155 mil unidades do Tipo por risco de incêndio. A causa era a proximidade da mangueira de fluido da direção com partes quentes do motor. Conforme a mangueira derretia, o líquido entrava em contato com estas peças, iniciando o fogo.

Dificuldades

Clientes que tiveram o carro incendiado na época poderão entrar com o pedido de indenização, além de eventuais danos morais. Quem explica é o advogado David Nigri, que representa a Avitipo.

“Como é uma ação civil pública, todos têm direito de se habilitar e pedir a indenização”, diz. Na época, o processo da Avitipo reuniu cerca de 70 proprietários.

Um agravante é que o processo teve início há 23 anos. De lá pra cá, parte dos proprietários mudaram de endereço e telefone, dificultando sua localização e a comunicação da execução da ação.

"Alguns donos mudaram de telefone e endereço. Outros morreram. Por isso, não podem ser localizados", afirma o advogado.

Outra questão é que os donos de carros incendiados devem ter provas do ocorrido para pedir a indenização. “Vale apresentar boletim de ocorrência, matéria de jornal da época, documento do carro, comprovante do Renavam”, completa Nigri.

O advogado ainda ressalta que a fabricante poderá contestar as informações, o que deve prolongar ainda mais o recebimento da indenização.

Procurada pelo G1, a Fiat afirmou que irá cumprir a decisão judicial. A marca ainda diz que registrou dois pedidos de habilitação, que estão em trâmite judicial.

Fonte: G1

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