Novidades

20 MAR

VW produzirá Polo reestilizado em Taubaté até 2021; como ficam Gol e Up!?

Volkswagen já trabalha no “Polo PA” atualização de meia vida do compacto (Divulgação/Volkswagen)

Um acordo junto ao Sindicato dos Metalurgicos de Taubaté (Sindimetau) garantiu a atualização da fábrica na cidade paulista para que, enfim, consiga produzir carros baseados na plataforma modular MQB – hoje usada desde o Polo até o Passat.

Esse investimento (de valor não divulgado) tornará a fábrica Taubaté capaz de produzir qualquer versão do Polo para dividir a produção do Polo com a fábrica de São Bernado, único lugar onde o hatch premium vem sendo fabricado desde seu lançamento em 2017.

Inclusive, de acordo com o Sindimetau, já está no planos da Volkswagen produzir em Taubaté um facelift do Polo, que deve ganhar o mercado apenas até 2021, quando ele completará quatro anos de mercado.

O Sindimetau identifica esse projeto como “Polo PA”, que significa “Product Atualization”. É o nome-código pelo qual a Volkswagen trata todos seus produtos que passam por atualização de meia-vida em uma geração, tal qual ocorreu com o Golf sofreu em meados de 2018.

Atualização está prevista para a linha 2021, quando o Polo completará quatro anos (Divulgação/Volkswagen)

Atualmente, a fábria de Taubaté é responsável pela produção de Up!, Gol e Voyage, modelos baseados nas antigas plataformas PQ12 (NSF) e PQ24. É, inclusive, a único complexo da marca na América do Sul que ainda não foi atualizado para receber a matriz MQB.

A fábrica de São José dos Pinhais (PR) produz modelos MQB desde 2015, quando iniciou a produção de Golf e Audi A3 Sedan. Já a fábrica de General Pacheco (Argentina) está em processo de atualização para produzir o Tarek.

“Esse novo acordo é um passo estratégico para o futuro da Volks em Taubaté. As plataformas atuais da fábrica, VW 23X e VW 120 (Gol e Up!) encerram a vida útil em 2021. Além disso, o acordo vigente com a montadora não garantia a vinda de novos produtos”, disse o sindicato por meio de nota.

Novos Gol e Voyage podem ser baseados na plataforma NSF, do Up! (Divulgação/Volkswagen)

O sindicato completa dizendo que a fábrica de Taubaté “terá prioridade na discussão caso haja outro modelo chamado Gol ou Voyage”.

Este pode ser o prenúncio do fim de Gol e Voyage, mas apenas da forma como conhecemos eles hoje. A Volkswagen trabalha no projeto A00, que não esconde tratar do sucessor (ou uma nova geração, caso o nome seja mantido) do Gol.

É grande a possibilidade de que ele seja baseado na plataforma NSF do Up!, que é contemporânea da MQB. A única barreira é que, da forma como ela é hoje, não tem espaço para um câmbio automático. Será preciso fazer adaptações.

O que está claro é que este novo carro não será mero sucessor do Gol. Ele também será responsável pelo fim definitivo de Up! e Fox, acabando de uma só vez com a sobreposição de compactos de entrada na gama da Volkswagen.

Em resumo, a marca passará a trabalhar com dois hatches compactos: um de entrada, A00, para o lugar de Gol, Up! e Fox, e provavelmente mantendo o nome do primeiro; o Polo, do segmento A0, ocupando uma faixa de preços superior.

O mesmo deve ocorrer com os sedãs: entra em cena o sucessor do Voyage (ou nova geração, caso o nome seja mantido), A00, e segue em jogo o Virtus, A0. Todos esses planos estarão desenrolados até 2021.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais