Novidades

11 MAR

Como as leis mais rígidas de segurança estão afetando o visual dos carros

 (Denis Freitas/Quatro Rodas)

Sabe aquela sensação de que os carros estão cada vez mais parecidos? Ela é real, e um dos principais motivos para isso é que os automóveis agora são pensados para não matar quem está ao seu redor. Mas nem todo mundo gostou disso.

“Queria ter trabalhado nos anos 60 e 70. Havia muito mais liberdade no design”, diz José Carlos Pavone, chefe de estilo da Volkswagen do Brasil.

“Toda a dianteira do carro agora conta com estruturas projetadas para mitigar o impacto de atropelamentos e colisões, e o projetista precisa encontrar um desenho que cubra tudo.”

Isso limita até o uso de adornos na dianteira, mas o impacto da legislação vai além do exterior.

“É preciso pensar no espaço que as bolsas do airbag vão ocupar no painel, e as portas são mais grossas para receber barras de proteção”, observa Peter Fassbender, diretor do centro de design da FCA América Latina.

E o futuro apresenta mais desafios. “O melhor local para colocar as baterias dos elétricos é no assoalho, mas isso faz toda a carroceria ficar mais alta”, diz Adrian Von Hooydonk, chefe de design da BMW.

Porém, haverá vantagens. “O trem de força menor abre a possibilidade para otimizarmos ao máximo o espaço interno”, destaca Hooydonk.

E, quem sabe, os carros fiquem até mais diferentes. “O visual dos elétricos atuais é muito similar entre eles, bem racional. Mas não precisamos associar uma silhueta a um tipo de propulsão”, encerra Pavone.

Ornamento no capô

 (Divulgação/Rolls-Royce)

O “gato saltitante” da Jaguar pode ser fatal em um atropelamento, por isso foi aposentado. Já a estrela da Mercedes se deforma em caso de acidente e o Espírito do Êxtase da Rolls-Royce é recolhido eletricamente para não ferir o pedestre.

Faróis e lanternas

 (Reprodução/Internet)

Nos Estados Unidos, o indicador dianteiro deve ser âmbar, enquanto em alguns mercados luzes sequenciais são proibidas. Mas esse problema foi contornado pela eletrônica e pelo uso de leds, que podem ser reprogramados.

Grade do radiador

 (Reprodução/Internet)

Ela ainda é a identidade de muitos carros, mas provoca muita resistência aerodinâmica e atrapalha na eficiência energética. A solução é torná-la falsa ou usar persianas móveis.

Para-choque frontal

 (Divulgação/Volkswagen)

A peça deve impedir que as pernas do pedestre vão para baixo da carroceria. Chanfros laterais permitem que a pessoa seja jogada para os lados do carro.

Já a parte superior pode avançar para além da grade, criando o chamado soft-nose e aumentando a superfície de absorção do choque.

Saias e spoilers

 (Reprodução/Internet)

A busca pela economia do combustível popularizou os elementos aerodinâmicos na parte inferior do carro. O problema é que isso reduz o ângulo de entrada, algo que é amenizado com o uso de peças de borracha (que estragam menos em nossas ruas).

Salto alto

 (Divulgação/BMW)

As baterias de carros elétricos poderiam ser espalhadas pela carroceria, mas quase todos os modelos as deixam no assoalho. Isso melhora o centro de gravidade, mas eleva toda a carroceria.

Para contornar o problema, a BMW empilhou as baterias do i8 no túnel central, que acabou ficando mais alto.

Coluna A

Projeto 551 JEEP (Divulgação/)

Deixá-la mais inclinada melhora a resistência em impactos frontais, mas atrapalha a visibilidade.

Aços formados a quente permitem que ela seja mais fina, porém modelos de projeto mais simples acabam compensando com mais material, tornando-a grossa, especialmente em sua base.

Teto

Deixá-lo mais baixo melhora a resistência aerodinâmica, mas não pode exagerar. O topo do para-brisa deve ser projetado para que o motorista sempre consiga ver um semáforo sem precisar mover a cabeça.

Painel

 (Divulgação/Mercedes-Benz)

O console não deve projetar nenhum elemento cortante contra a cabine. Mas o maior desafio é acomodar os diversos airbags que ficam espalhados pela carroceria.

Capô

 (Reprodução/Internet)

O capô mais alto serve para deixá-lo longe do motor e permitir que ele amasse a fim de absorver o impacto do pedestre. Se ele ficar próximo demais do trem de força, é necessário usar um airbag externo ou um sistema pirotécnico que levante a peça em um acidente.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

07 NOV
Grandes Brasileiros: Ford Belina Luxo Especial

Grandes Brasileiros: Ford Belina Luxo Especial

O requinte externo da Belina estava nos frisos e pneus faixa branca (Xico Buny/Quatro Rodas) O jacarandá-da-baía é considerado a mais valiosa das madeiras nacionais. A textura lisa e as listras pretas contrastando com o fundo marrom conferem uma estética própria a objetos de decoração, móveis de luxo e instrumentos musicais. Um material tão belo que foi escolhido pela Ford para a decoração externa da Belina Luxo... Leia mais
07 NOV
Paulista coleciona mais de 30 caminhões em um galpão de 3.000 m²

Paulista coleciona mais de 30 caminhões em um galpão de 3.000 m²

Uma parte da coleção grandiosa com direito a Peterbilt (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) O fascínio por caminhões era tanto que aos 7 anos ele pegou o do pai, um Chevrolet 1950, e foi dar uma voltinha. “Lembro de enxergar a estrada pela fresta do volante e acionar a embreagem na ponta dos pés. Os caminhoneiros que passavam ficavam assustados ao ver o caminhão andando ‘sozinho’, pois ninguém me enxergava”, relembra o dono de... Leia mais
07 NOV
Teste: Fiat Argo 1.3 GSR, o problema está no câmbio

Teste: Fiat Argo 1.3 GSR, o problema está no câmbio

Além do Argo, o câmbio GSR já é aplicado em Uno e Mobi (Fiat/Divulgação) O Argo Drive 1.3 é a versão mais atraente do hatchback da Fiat. Mais refinada do que o Argo Drive 1.0 e não tão cara quanto a configuração Precision 1.8, ele combina bom desempenho com baixo consumo de combustível. Diante desses fatos, eu estava otimista para dirigir o Argo Drive GSR – principalmente quando soube que a Fiat fez algumas melhorias no... Leia mais
07 NOV
Renault Kwid tem novo bloqueio de entregas por defeito nos freios

Renault Kwid tem novo bloqueio de entregas por defeito nos freios

Bloqueio começou em 25 de outubro (Divulgação/Renault) A Renault bloqueou, mais uma vez, as entregas de novas unidades do Kwid. Desta vez a interrupção foi feita para a substituição dos discos de freio dianteiros de todas as unidades. Alguns também podem ter os cubos das rodas trocados. Documento ao qual QUATRO RODAS teve acesso informa sobre a necessidade de troca dos discos antes da entrega dos carros aos clientes. Caso sejam... Leia mais
07 NOV
Por que os motores não aspiram água durante a chuva?

Por que os motores não aspiram água durante a chuva?

Defletores impedem que a água entre no sistema de admissão de ar (Acervo/Quatro Rodas) Por que os motores não aspiram água durante a chuva? – Sérgio Henrique, Parnaíba (PI) O sistema de admissão de ar para o motor de um veículo é projetado para ter sua tomada em um local no qual a ingestão de água seja minimizada. De acordo com Clayton Zabeu, membro da Comissão Técnica de Motores Ciclo Otto da SAE Brasil, essa tomada fica... Leia mais
07 NOV
Como é “não dirigir” um carro autônomo?

Como é “não dirigir” um carro autônomo?

É possível ver alguns sensores no para-choque do C4 Picasso (Divulgação/Citroën) O sonho de ter carros capazes de andar sozinhos é antigo. E já há estudos sobre carros autônomos desde 1970. Mas só recentemente esse tipo de tecnologia se tornou realidade com data para chegar ao mercado. Na classificação da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE), automóveis com um ou mais sistemas de assistência, como piloto automático,... Leia mais