Novidades

12 FEV

Longa Duração: os erros e acertos na revisão de 30.000 km do Renault Kwid

Kwid: pastilhas de freio trocadas após somente 20.000 km de uso (Silvio Gioia/Quatro Rodas)

Na edição anterior, relatamos uma série de problemas com o nosso popular Renault Kwid.

“Encontramos o reservatório de fluido de freio com sinais de vazamento junto à tampa. O nível, de fato, baixou, chegando a acender a luz de freio do painel”, conta Péricles Malheiros, editor de Longa Duração.

A lista de pedidos de verificação durante a revisão passou a incluir também a suspensão (foram feitos alguns relatos de perda de performance em curvas) e o sistema de escape (aparentemente mais ruidoso).

E assim foi feito. Aos 30.000 km, paramos nosso Kwid na concessionária Itavema. Deixamos o carro sem dar nenhuma identificação de QUATRO RODAS e, no dia seguinte, fizemos a retirada.

Escape e revisão: ambos estão furados (Silvio Gioia/Quatro Rodas)

“A luz de freio acendia porque é provável que a concessionária que fez a revisão dos 20.000 km tenha deixado a tampa do reservatório do fluido de freio mal fechada. A suspensão e o escape estão normais, mas as pastilhas de freio já precisam ser trocadas”, disse o técnico. Da Itavema, o Kwid seguiu para a vistoria do nosso consultor técnico, Fabio Fukuda.

“Faz sentido a alegação de que a concessionária anterior tenha deixado a tampa mal fechada. Mas erraram no diagnóstico da suspensão, pois o amortecedor dianteiro esquerdo tem sinal de vazamento e o abafador traseiro do escapamento está furado. As pastilhas, de fato, precisam ser trocadas”, disse Fukuda.

Mas Péricles destaca: “Por conta de um recall, discos e pastilhas foram trocados aos 10.000 km. Ou seja, as pastilhas foram condenadas com apenas 20.000 km de uso! O Mobi, por exemplo, atravessou os 60.000 km com as peças originais”.

Voltamos à Itavema, autorizamos a troca das pastilhas e pedimos uma nova verificação da suspensão e do escape.

Na retirada, ouvimos: “O escape está normal. Os amortecedores estão gastos, mas aguentam até a próxima revisão”. Seguiremos em busca de uma autorizada menos negligente.

CONSUMO

No mês: 15,2 km/l com 18,2% de
rodagem na cidade
Desde mar/18:
15,7 km/l com
29,1% de rodagem na cidade
Combustível:
flex (gasolina)

GASTOS NO MÊS

Combustível:
R$ 967
Revisão:
R$ 335
Alinhamento:
R$ 200
Pastilhas de freio:
R$ 172

FICHA TÉCNICA

Versão: 1.0 12V Intense
Motor: 3 cilindros, dianteiro, transversal, 999 cm3, 12V, 70/66 cv a 5.500 rpm, 9,8/9,4 mkgf a 4.250 rpm
Câmbio: manual, 5 marchas

SEGURO

R$ 1.827*

*Perfil Quatro Rodas

REVISÕES

Até 60.000 km
R$ 2.336

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

31 JUL

Nissan começa produção da Frontier em sua nova fábrica de picapes na Argentina

A Nissan começou a produção da Frontier em sua nova fábrica de Córdoba, na Argentina, em cerimônia realizada nesta segunda-feira (30). Com capacidade para fazer 70 mil veículos por ano, a fábrica em Córdoba também será responsável por produzir as futuras Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X. 50% das unidades feitas na Argentina serão destinadas à exportação. O Brasil será o primeiro país a receber a Frontier produzida por lá, o que está programado para... Leia mais
30 JUL

O carro elétrico será mais barato do que convencionais a combustão

O Toyota Mirai se beneficiaria muito com as novas tecnologias (Divulgação/Toyota)Se dependesse apenas dos custos de rodagem e manutenção, seria fácil convencer os consumidores a trocar seus carros a gasolina por modelos elétricos.Afinal, rodar com eletricidade é mais barato e a manutenção dos carros elétricos é bem mais simples e menos frequente.Um dos obstáculos à disseminação dos elétricos, porém, está no custo de compra dos carros, uma vez que, além de trazerem... Leia mais
30 JUL

Dez tecnologias que já foram motivo de prestígio para os carros

– (Reprodução/Quatro Rodas)Para atender a fase L2 do Proconve, o conversor catalítico – que reduz a toxicidade das emissões dos gases – foi introduzido no Brasil em 1992.VW e Ford aproveitaram a novidade para inserir em seus veículos o “selo de qualidade” na traseira junto ao nome dos carros.Se você até hoje ainda não sabe o que o catalisador faz, ou para quê serve, não se preocupe. Nos anos 90 ninguém sabia também.– (Reprodução/Quatro Rodas)A partir da linha 1957,... Leia mais
30 JUL

QUATRO RODAS de agosto: VW T-Cross + Melhor Compra 2018

Na edição de agosto de 2018 (Ed. 711), o VW T-Cross (Arte/Quatro Rodas)A edição de agosto de QUATRO RODAS já está nas bancas.Veja como será um dos três SUVs que a Volkswagen trará ao Brasil. Marca quer uma fatia do concorrido segmento dos utilitários compactos e enfrentar Honda HR-V, Jeep Renegade e Hyundai Creta.Fizemos um mega comparativo para colocar à prova o novato Toyota Yaris. O japonês recém-chegado enfrentou VW Polo, Fiat Argo, Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Citroen C3 e... Leia mais
30 JUL

Teste: Lexus LS 500h, o japonês mais luxuoso do Brasil

Grade dianteira é o ponto alto do design (Christian Castanho/Quatro Rodas)Um dos fatores que influenciam na avaliação de um carro é a expectativa gerada pela imagem das marcas. Uma peça de acabamento de qualidade mediana pode ser alvo de críticas em carro de marca premium ou de elogios em modelo popular. No caso dos Lexus, a régua sobe, por isso vou começar este texto reclamando: não gostei do LS 500h que chega agora ao Brasil.O estilo ousado abusa dos frisos cromados (Christian... Leia mais
30 JUL

Por que os pneus traseiros são mais estreitos no Audi RS 3 Sedan?

No inédito Audi RS 3 Sedan (e também no hatch) os pneus mais largos ficam no eixo da frente (Divulgação/Audi)Por que os pneus traseiros são mais estreitos no Audi RS 3 Sedan? Como isso melhora o comportamento em curvas? – Remulo Lemos, Belo Horizonte (MG)Pneus mais estreitos têm menor aderência e, com isso, maior probabilidade a escorregar lateralmente. “Se fossem usados quatro pneus nas mesmas medidas, o RS 3 teria tendência a sair de frente em saídas de curva durante... Leia mais