Novidades

07 FEV

Teste: Mercedes-Benz C 200 EQ Boost institucionaliza a banguela

Novos faróis full-led são itens de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Na apresentação da linha 2019 do Classe C, a Mercedes mostrou uma inovação inesperada.

Além das já conhecidas C180 Avantgarde e Exclusive e C 300 Sport, estreou a versão C 200 EQ Boost, que traz um conjunto híbrido leve, com um motor elétrico que auxilia o motor a combustão nas arrancadas e acelerações.

Por conta das novidades, as versões que já existiam ficaram cerca de 5% mais caras. A C 180 Avantgarde custa R$ 187.900; a C 180 Exclusive, R$ 188.900; a C 300 Sport, R$ 259.900.

Já a C 200 EQ Boost chega por R$ 228.900. Falta ainda a esportiva AMG, que também receberá mudanças e deverá ser lançada em breve.

Lanternas ganharam novo desenho interno (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Visualmente, o Classe C mudou pouco. Na dianteira, o para-choque foi redesenhado. Mas a principal novidade são os novos faróis full-led, de série em todas as versões.

Na traseira, as lanternas não mudaram no contorno mas internamente. Agora, quando estão acessas, as luzes têm forma de parênteses invertidos.

Por dentro, nas versões C 180, o painel de instrumentos segue o padrão: velocímetro e conta-giros analógicos e visor digital no centro.

Nas demais, há uma tela digital que exibe os instrumentos, é configurável e permite escolher um entre três estilos gráficos: Clássico, Esportivo e Progressivo.

As versões C 200 e C300 contam ainda com uma nova central multimídia com tela de 10,25 polegadas, controlada por toques (na tela, no touchpad do console ou nos botões touch no volante) e comandos de voz, compatível com smartphones Apple ou Android.

O volante é igual ao do sedã da Classe E (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A versão C 200 EQ Boost traz um alternador que pode funcionar como motor elétrico. Esse componente é ligado em paralelo ao motor a combustão por uma correia conectada ao virabrequim.

O C 200 é equipado com um motor 1.5 turbo de 183 cv de potência e 28,6 mkgf de torque que ganha até 14 cv e 16,3 mkgf com ajuda do motor elétrico. O câmbio é automático de nove marchas.

Para instalar o motor elétrico, a Mercedes dotou o Classe C de um novo sistema elétrico de 48 Volts, com uma bateria suplementar.

A bateria de 12V convencional continua existindo para suprir energia para os diferentes sistemas do carro, como o ar-condicionado, por exemplo.

No porta-malas cabem 435 litros de bagagem (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A 120 km/h SEM Motor

Além de ajudar nas acelerações, com a força extra e, segundo a Mercedes, eliminando o turbo lag do turbocompressor, o EQ Boost contribui para reduzir o consumo de combustível porque a energia acumulada pelo EQ Boost pode ser usada pelo sistema start-stop para dar a partida no motor e também para permitir o uso da função roda-livre, a popular “banguela”.

Nos momentos em que o motorista libera o pedal do acelerador, o EQ Boost pode desligar o motor a combustão enquanto o sistema de 48V mantém os diferentes sistemas do carro em funcionamento.

De acordo com a fábrica, o EQ Boost pode reduzir em até 10% o consumo de combustível.

Teto solar é item de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Nós testamos o C 200 EQ Boost e pudemos ver o sistema em funcionamento. Rodando a 120 km/h, na estrada, aliviamos o pé do acelerador em um declive e rodamos por algum tempo com o conta-giros indicando 0 rpm.

Na nossa pista de testes, o C 200 fez valer o torque instantâneo e a potência maior de seu motor 1.5 em comparação com o 1.6 da versão C180. O EQ Boost acelerou de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos, enquanto o C180 fez o tempo de 9,4 segundos.

E na medição de consumo, o C 200 se beneficiou da roda-livre: ficou com as médias de 11,1 km/l na cidade e 18,1 km/l na estrada, diante do C 180 com 11,2 km/l e 15,6 km/l. 

Revestimento imita couro (Christian Castanho/Quatro Rodas)

As mudanças introduzidas agora atualizaram o Classe C até a vinda da nova geração, prevista para daqui  três anos, diante do principal rival, o BMW Série 3, que está chegando a uma nova geração agora na Europa e deve desembarcar no Brasil no segundo semestre de 2019.

Sistema híbrido é simples, mas aumentou a eficiência e trouxe modernidade ao Classe C.

Motor: gasolina, dianteiro, longitudinal, 4 cilindros, 16V, turbo, híbrido leve 1.497 cm3; 183 + 14 cv entre 5.800 e 6.100 rpm, 28,6 + 16,3 mkgf entre 3.000 e 4.000 rpm

Câmbio: automático sequencial de 9 marchas, traseira

Suspensão: braços duplos (dianteiro)/ multilink (traseiro)

Freios: disco ventilado (dianteiro), disco sólido (traseiro)

Direção: elétrica

Rodas e pneus: liga leve, 225/50 R17

Dimensões: comprimento, 468,6 cm; largura, 181 cm; altura, 144,2 cm; entre-eixos, 284 cm; vão livre, 15,9 cm; peso, 1.505 kg; tanque, 66 l; porta-malas, 435

Preço: R$ 228.900

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

06 MAR

Especial Óleos Lubrificantes: vale um óleo para motor flex ou de alta km?

Com tanta variedade de óleo no mercado, um deles combina com seu motor (Christian Castanho/Quatro Rodas)Assim como algumas pessoas tomam leite sem lactose por ter intolerância à substância, também há uma série de óleos para diferentes tipos de motor. Mas será que um carro flex precisa de um lubrificante específico? E motores com alta quilometragem devem mesmo usar um óleo mais viscoso? Em teoria, o mesmo tipo de lubrificante deveria ser mantido ao longo de toda a vida útil do... Leia mais
06 MAR

Nova Ferrari F8 Tributo resgata componente da lendária F40

Tomada de ar no meio do capô é novidade (Divulgação/Ferrari)A Ferrari usou o Salão de Genebra, na Suíça, para revelar nesta semana a F8 Tributo. O novo superesportivo substitui a 488 GTB, lançada em 2015.Na prática, a Ferrari F8 Tributo está mais para uma atualização profunda da 488.Seu motor V8 3.9 twin-turbo, por exemplo, gera 720 cv a 8.000 rpm e 78,5 mkgf de torque a 3.250 rpm: são 50 cv e 1 mkgf a mais que a 488 GTB, mas praticamente os mesmos números da 488 Pista.Mecânica... Leia mais
06 MAR

Longa Duração: VW Virtus vira queridinho de jornalista vindo da Austrália

Nosso Virtus visita a região da Serra da Canastra (MG) (Marcelo Olliveira/Quatro Rodas)O colaborador de QUATRO RODAS Marcello Oliveira mora atualmente na Austrália. De férias no Brasil, o jornalista precisava de um carro para visitar a região da Serra da Canastra, em Minas Gerais. Foi com o Volkswagen Virtus de Longa Duração.Partindo da capital paulista, Marcello rodou quase 2.000 km. Na volta, contou empolgado o que achou de seu companheiro de viagem – até então, um ilustre... Leia mais
06 MAR

Carlos Ghosn deixa prisão

Carlos Ghosn, ex-presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, deixou a prisão em Tóquio nesta quarta-feira (6). O brasileiro estava preso desde 19 de novembro, acusado de fraude fiscal e uso de verbas do grupo para benefício próprio. Ghosn pagou fiança de 1 bilhão de ienes, o equivalente a R$ 33,8 milhões. Ele ficará em liberdade enquanto aguarda o julgamento que segue no Japão. O empresário brasileiro deixou a Casa de Detenção do bairro de Kozuge às 16h32... Leia mais
05 MAR

Alfa Romeo Tonale é o primeiro SUV compacto e híbrido da marca

Todo mundo sempre quer um espacinho a mais no famigerado segmento dos SUVs. Já com o médio Stelvio em linha, a Alfa Romeo mostrou no Salão de Genebra o conceito do compacto Tonale, que deve ter sua versão final apresentada em 2020. Mais do que o primeiro SUV compacto da marca, ele estreará a tecnologia híbrida plug-in na gama da italiana. Detalhes sobre a mecânica ainda não estão disponíveis, mas já se sabe que ele terá um motor a combustão na dianteira e outro na... Leia mais
05 MAR

Ghosn pode deixar prisão após Justiça japonesa negar apelação de promotores

A Justiça japonesa rejeitou nesta terça-feira (5) a tentativa de promotores de manter na prisão o ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn, ao determinar que o brasileiro pode ser liberado com o pagamento de uma fiança de 1 bilhão de ienes, valor equivalente a R$ 33,8 milhões. Carlos Ghosn preso: o que se sabe até agora Ele está preso em Tóquio desde 19 de novembro, acusado de fraude fiscal e uso de verbas da empresa para uso pessoal. O Tribunal Distrital de Tóquio, que... Leia mais