Novidades

01 FEV

Impressões: Ford EcoSport sem estepe oficializa gambiarra de clientes

A placa subiu para compensar a ausência do estepe (Divulgação/Ford)

Não faltam críticas ao estepe pendurado no porta-malas. Ele facilita o roubo da roda, deixa o composto exposto à intempéries (e vandalismo), gera maior ruído e transforma uma pequena encosta de baliza em um capô amassado ou grade de radiador quebrada.

Muitos consumidores do Ford EcoSport concordavam com isso ou queriam abrir mão do pneu exposto por conta do estilo. Isso fez com que muitos removessem o estepe por conta própria, e até mesmo concessionários faziam a adaptação.

Fora a traseira, o EcoSport sem estepe tem o mesmo visual das outras versões 1.5 (Divulgação/Ford)

Mesmo assim, levou quase 16 anos para que a Ford finalmente aposentasse o pneu pendurado na traseira. E, mesmo assim, foi só em uma versão.

O EcoSport Titanium 1.5 não ganhou nenhum nome específico que identifique as novidades pneumáticas.

O modelo entra no lugar do antigo 2.0 Titanium e adota as mesmas diferenças visuais dos EcoSport europeu e norte-americano, que já haviam aberto mão do estepe pendurado.

A maçaneta do porta-malas continua embutida na lanterna direita (Divulgação/Ford)

Seu preço, de R$ 103.890, só não supera o do Storm 2.0 com tração integral.

A mudança fez com que a placa subisse do para-choque traseiro para a tampa do porta-malas, o que exigiu uma estamparia completamente diferente para a peça.

Apesar disso, a estrutura básica do conjunto foi mantida, incluindo a abertura lateral. Isso exige que o carro precise de pelo menos um metro de folga na traseira para que o porta-malas possa ser acessado.

A abertura lateral da tampa exige espaço extra para acessar o porta-malas (Divulgação/Ford)

A legislação brasileira exige que, para abrir mão do estepe, um carro deva ter pneus capazes de rodarem murchos ou um kit de reparação.

A Ford resolveu fazer as duas coisas e colocou, junto aos quatro Michelin Primacy HP ZP, um conjunto de reparação composto por um compressor elétrico e um fluido selante que é injetado dentro do pneu.

O kit de reparo inclui um compressor elétrico e um fluido selante que é injetado no pneu furado (Divulgação/Ford)

Além disso a marca colocou um sistema ativo de monitoramento da pressão em cada uma das rodas. Essa solução é mais cara, porém mais eficiente do que a variação passiva usada em outros modelos, como o Polo TSI.

O recurso é obrigatório para carros com run flat em regiões como Europa e Estados Unidos.

Isso porque a mudança no comportamento do carro quando o pneu fura é bem diferente do que em um carro convencional — e QUATRO RODAS pôde comprovar isso de perto.

Modelo é o único com trocas manuais no volante (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Na ocasião do lançamento do EcoSport sem estepe a Ford permitiu que os jornalistas dirigissem os veículos em duas condições distintas: com um dos pneus com baixa pressão e com um dos pneus furado, sempre no eixo traseiro.

Em ambas as situações o computador de bordo alertou para a baixa pressão em um dos compostos, mas um motorista mais desligado talvez não percebesse isso mesmo a olho nu.

Como as laterais dos pneus são reforçadas, a roda não encosta no chão quando não há ar para sustentá-la. Quem faz o apoio passa a ser a própria estrutura interna da borracha, que se deforma mais conforme a roda gira.

As rodas de 17? são projetadas para manter o pneu preso ao aro mesmo quando murcho (Divulgação/Ford)

Essa deformação gera calor, e é esse aumento de temperatura que limita a rodagem do pneu a 80 km/h, por até 80 km.

Em diferentes velocidades a maior diferença é o aumento do ruído, mais perceptível com os vidros abertos.

Curvas de raio longo são feitas com nenhuma dificuldade, e o carro anda praticamente em linha reta, como se não houvesse nada de errado.

Versão sem estepe faz parte da linha 2020 do EcoSport (Divulgação/Ford)

A situação onde o comportamento é mais distinto, porém, é a mais perigosa. Em mudanças bruscas de direção o carro sai violentamente de traseira, e a manutenção do controle só é possível por conta da intervenção do controle de estabilidade.

Felizmente o ESC é de série no EcoSport, mas isso não altera a prudência do motorista, que deve ser redobrada ao conduzir o carro com pneu furado.

Com os quatro pneus cheios a versão run flat é como qualquer outra. Ainda que tenham havido, as mudanças de suspensão e direção para compensar a troca dos compostos e a distribuição de peso são discretas e quase imperceptíveis.

Segundo a Ford, a retirada do suporte do estepe, roda e pneu deixou o EcoSport 13 kg mais leve, mesmo considerando que os pneus run flat são mais pesados.

No entanto, o modelo atualmente é oferecido somente na versão Titanium, que é uma das mais equipadas da linha. Isso impossibilita a comparação com seu antecessor, que tinha motor 2.0.

Com isso a única comparação viável é a Freestyle 1.5 Automática, que acaba sendo 13 kg mais leve que a versão sem estepe.

Mas as probabilidades do EcoSport “perder o pneuzinho” em outras versões no futuro são grandes. A Ford não confirma a possibilidade, mas também não nega….

Demorou para o Eco perder o estepe, mas agora o que antes era adaptação pode virar regra em breve.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

19 JUL

'Festa' de 50 anos do Opala reúne 700 exemplares do modelo em São Paulo

Um dos clássicos nacionais mais celebrados, o Chevrolet Opala completa 50 anos em 2018. O aniversário de lançamento é só em novembro, mas a “festa” aconteceu na noite desta terça-feira (17), no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, e reuniu cerca de 6 mil pessoas, segundo a organização. Além dos milhares de “convidados”, o anfitrião compareceu em peso. Foram cerca de 700 unidades do Opala, de todos os anos, motorizações e carrocerias. Democrático, o evento... Leia mais
18 JUL

Os carros com projeto mais antigo do mercado brasileiro

Mas sejamos honestos: alguns deles nem fazem questão de disfarçar a idade (Montagem/Divulgação/Christian Castanho/Marco de Bari/Quatro Rodas)Na última década o brasileiro presenciou a chegada de modelos nacionais com tecnologia de ponta e desempenho máximo em testes de impacto – um dos principais sinais de um projeto moderno.Apesar disso, ainda dá para encontrar nas concessionárias veículos desenvolvidos na década de 90.Há inúmeros motivos para algumas marcas ainda produzirem... Leia mais
18 JUL

Carros elétricos terão postos de recarga ligando São Paulo e Rio a partir da próxima semana

Um corredor com postos de recarga elétrica vai ser inaugurado na próxima segunda-feira (23), na Rodovia Presidente Dutra, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. O objetivo é fornecer energia para que veículos elétricos e híbridos possam fazer o deslocamento entre as duas cidades. Os equipamentos de carregamento rápido estão instalados em 6 postos ao longo de 430 quilômetros, com uma distância máxima de 122 km entre cada um, ligando as duas capitais. O projeto foi... Leia mais
18 JUL

Foi aprovada lei que proíbe rebocar veículos em blitz? Não é verdade!

Circula em grupos de WhatsApp uma mensagem que diz que diz que uma nova legislação proíbe rebocar veículos a partir de agora. Não é verdade. A mensagem é acompanhada por um áudiode entrevista em que um homem defende esse ponto de vista. O Ministério das Cidades, a quem o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) é subordinado, informou por meio de sua assessoria que a informação é falsa e a legislação citada na legenda que acompanha o áudio não existe. O Detran... Leia mais
18 JUL

Volkswagen divulga preços de Polo e Virtus 1.6 com câmbio automático

A Volkswagen divulgou nesta quarta-feira (18) os preços do Polo e do Virtus com motor 1.6 e câmbio automático de seis marchas: R$ 62.690 para o hatch e R$ 66.525 para o sedã. As novas versões são as mais "baratas" com esse tipo de transmissão para os 2 modelos. As mais caras contam com motor 1.0 turbo. As primeiras unidades já estavam sendo faturadas em concessionárias de São Paulo e Rio de Janeiro ouvidas pelo G1 na última segunda (16). O pacote de equipamentos é o... Leia mais
18 JUL

Aston Martin do 007 feito de Lego tem até assento ejetor

A Lego acaba de criar um modelo baseado no Aston Martin DB5 do filme "007 - Contra Goldfinger", de 1964. Até aí seria apenas mais uma de tantas réplicas de brinquedo criadas pela empresa, mas a miniatura também possui assento ejetor e armas de mentira escondidas, como o carro que Sean Connery utilizou nas filmagens. O modelo conta com 1.290 peças e forma uma réplica em escala de 1:8 comparado com o carro original. Ele tem: 34 cm de comprimento, 10 cm de altura e 12 cm de largura. ... Leia mais