Novidades

31 JAN

Teste: novo Honda Accord quer desbancar sedãs premium alemães

No Brasil, só haverá três cores: preta, prata e branca (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O novo Honda Accord já está à venda no Brasil, mas terá uma difícil missão: atrair a clientela de Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes Classe C – todos eles com versões abaixo dos R$ 198.500 pedidos pelo novato.

O preço assusta até quando confrontado com alguns rivais diretos. QUATRO RODAS comparou na edição 712, de setembro, os dois principais concorrentes, com uma vitória folgada do VW Passat (R$ 164.620) contra o Toyota Camry (R$ 199.000).

Nova geração ganhou 5,5 cm no entre-eixos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Retornando ao lançamento da Honda, essa geração do sedã topo de linha ganhou 5,5 cm no entre-eixos (com 2,83 m), apesar de 1,4 cm mais curto que antes. Além disso, o porta-malas aumentou 68 litros.

Lanternas bipartidas em led formam uma discreta “cauda” (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Por isso mesmo, há bom espaço para todos. Com o banco dianteiro ajustado para mim, de 1,78 m, pude sentar na segunda fileira e manter os joelhos a 25 cm do encosto.

Em versão única, o modelo traz faróis de led (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O motor também mudou: em vez do antigo V6 3.5 naturalmente aspirado, a Honda preferiu o 2.0 turbo com 256 cv de potência e 37,7 mkgf de torque. Ou seja, 24 cv a menos e 3,1 mkgf a mais que o antecessor.

Rodas de liga leve são aro 18 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O câmbio automático com dez marchas – quatro a mais que na última geração do modelo – tem trocas por borboletas atrás do volante e comandos por botões no console central (bem ao estilo Mobi Dualogic).

Para aumentar o conforto a bordo, há até anulação ativa de ruídos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Só não pense que o fôlego ficou comprometido. Ao contrário: na pista, o novato só levou 6,7 segundos para chegar aos 100 km/h no nosso teste. E o consumo, 9,7 km/l na cidade e 14,9 km/l na estrada, foi igualmente bom.

Porta-malas oferece 574 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Para fazer uma analogia mais próxima à realidade brasileira, o Accord está para o segmento como o Civic para os sedãs médios – uma das melhores opções para quem prefere direção afiada a conforto absoluto.

Interior é todo suave ao toque (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Apesar de a direção e a suspensão serem mais firmes do que o esperado para modelos executivos, há três modos de condução (Eco, Normal e Sport), que alteram o peso do volante, o recurso de vetorização de torque e o gerenciamento do motor.

Na configuração mais agressiva, o Accord incorpora a agilidade de carros menores, com retomadas vigorosas e domínio contra rolagens.

Já a opção mais mansa apela para o conforto. São 1.700 rpm a 120 km/h e há até anulação ativa de ruídos (o sistema emite um “antirruído” que anula os sons externos).

Tela digital configurável substitui o mostrador esquerdo (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A lista de itens de série é recheada, com ajustes elétricos e ventilação nos bancos dianteiros, além de teto solar. Porém, falta o ar-condicionado de três zonas (são só duas).

Quem viaja à frente tem à disposição a nova central multimídia com tela sensível ao toque de 8 polegadas compatível com Apple CarPlay e Android Auto.

Motor 2.0 turbo rende 256 cv (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Outra novidade desta geração é o pacote Honda Sensing, que inclui controle de velocidades adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência.

É uma boa mudança, considerando que esse será o primeiro modelo da marca com funções semiautônomas no Brasil. Só que boa parte da concorrência já saiu à frente nesse quesito.

Câmbio e freio de mão são acionados por botão (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Se o Accord ainda continua inacessível – exceto para os dez compradores previstos a cada mês –, a boa notícia é que essas tecnologias também deverão chegar a carros mais baratos futuramente.

Nova central multimídia tem tela de 8 polegadas sensível ao toque (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A proposta é oferecer um bom pacote sem revisões caras e rede de concessionárias limitadas das marcas premium no país. Considerando as melhorias, o sedã da Honda teve uma bela evolução.

O problema é que ele é ainda mais caro que os rivais (até aqueles mais refinados).      

Melhor de dirigir e muito mais seguro, o Accord evoluiu bem, mas continua caro demais para justificar o apelo racional do pós-venda com preços generalistas.

Aceleração

0 a 100 km/h: 6,7 s
0 a 1.000 m: 26,7 s – 200,4 km/h

Velocidade máxima
n/d

RETOMADA

D 40 a 80 km/h: 2,9 s
D 60 a 100 km/h: 3,6 s
D 80 a 120 km/h: 4,3 s

Frenagens

60/80/120 km/h – 0 m: 14,2/25,7/59,7 m

Consumo

Urbano: 9,7 km/l
Rodoviário: 14,9 km/l

Preço: R$ 198.500
Motor: gasolina, dianteiro, transversal, 4 cilindros, DOHC, turbo, injeção direta, 16V, 1.998 cm3; 86 x 85,9 mm, 9,8:1, 256 cv a 6.500 rpm, 37,7 mkgf a 1.500 rpm
Câmbio: automático, 10 marchas, tração dianteira
Suspensão: McPherson (dianteira) e multibraço (traseira)
Freios: disco ventilado (dianteira) e disco sólido (traseira)
Direção: elétrica; diâmetro de giro, 12 m
Rodas e pneus: liga leve, 235/45 R18
Dimensões: comprimento, 488,9 cm; largura, 186,2 cm; altura, 146,0 cm; entre-eixos, 283,0 cm; peso, 1.589 kg; tanque, 56 litros; porta-malas, 574 litros

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

28 DEZ
Quais as vantagens da dobradiça pantográfica no porta-malas?

Quais as vantagens da dobradiça pantográfica no porta-malas?

Mitsubishi Lancer é um dos poucos carros equipados com dobradiças pantográficas (Marco de Bari/Quatro Rodas) Qual a vantagem da dobradiça pantográfica no porta-malas? – Vanderson Spinelli, Cotia (SP) Sua principal virtude é não ocupar o compartimento de bagagens quando o porta-malas está fechado, ao contrário da tradicional estrutura “pescoço de ganso”. Essa não é sua única vantagem. Uma série de partes articuladas... Leia mais
27 DEZ
Comparativo: Ford Fiesta x VW Polo, choque de gerações

Comparativo: Ford Fiesta x VW Polo, choque de gerações

O Polo é um carro todo novo. Já o Fiesta, nem tanto (Christian Castanho/Quatro Rodas) Pode procurar com calma. É difícil identificar onde estão as mudanças do novo Ford Fiesta. Se você ainda não achou, fica a dica: olhe a frente. Faróis, grade e para-choque são diferentes do modelo fabricado no Brasil desde 2013. Curiosamente, o fim da sintonia com o europeu ocorre apenas alguns meses após a estreia do novo Polo, lançado quase... Leia mais
27 DEZ
À venda, só que não: esses são os carros mais difíceis de vender

À venda, só que não: esses são os carros mais difíceis de vender

O anúncio desse Chevrolet Astrovan é o mais antigo (e na ativa) do Webmotors: 3010 dias (Reprodução/Internet) Oito anos atrás, essa Astrovan americana 1993 teve sua foto divulgada na internet. À época, a van tinha 16 anos – nem havia terminado o Ensino Médio. O dono, Luiz Carlos Diegues, aos 62 anos (em 2017), decidiu passar adiante o Chevrolet e ainda não achou um novo dono, mas permanece firme à espera por esse momento mágico.... Leia mais
26 DEZ
Evite a empurroterapia e não seja enrolado na revisão

Evite a empurroterapia e não seja enrolado na revisão

É possível se livrar de despesas a mais na hora da revisão (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) O receio de ser enrolado por profissionais nem tão profissionais paira sob todos os donos de carros – inclusive mecânicos. Receber orçamentos com serviços “extras” e uma conta salgada na visita à concessionária chega a dar calafrios. Mas dá para evitar alguns sustos. Procuramos os consultores Amos Lee Harris Junior, da Universidade... Leia mais
26 DEZ
Impressões: Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil em 2018

Impressões: Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil em 2018

Goste ou não do visual, é preciso reconhecer: haja personalidade! (Divulgação/Mitsubishi) Ninguém duvida do poder dos SUVs. De acordo com a Mitsubishi, em 2016, na Europa, eles responderam por 77% das vendas. E metade desse gigantesco bolo era de versões 4×4. É com foco nessa realidade que a Mitsubishi está reformulando sua gama no mercado europeu. Na prática, essa história começa com o SUV deste post, o Eclipse Cross, e seguirá... Leia mais
26 DEZ
Os pneus de SUVs são mais resistentes do que os dos sedãs?

Os pneus de SUVs são mais resistentes do que os dos sedãs?

Não há necessidade de reforços adicionais para os pneus utilizados em SUVs (Marco de Bari/Quatro Rodas) Os pneus de SUVs são mais resistentes do que os dos sedãs? Há outras diferenças? – Coutinho, Goiânia (GO) Na média, a estrutura dos pneus usados pelos SUVs não exigem reforços adicionais em comparação com os utilizados em sedãs de porte equivalente. Entretanto, a borracha usada neles tem uma leve tendência a escorregar... Leia mais