Novidades

28 JAN

Audi Q5 Security: testamos o quanto blindagem de meia tonelada afeta o SUV

O SUV usa chapas de aço com 2 mm sob a carroceria e foi submetido a testes de colisão pela Audi (Divulgação/Quatro Rodas)

Sabia que o Brasil tem a maior frota de blindados no mundo? Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), foram 15.145 carros à prova de balas em 2017. Por isso, não é de estranhar que o Audi Q5 Security, opção blindada de fábrica, foi lançado aqui por R$ 370.990 – R$ 91.000 mais caro que o Q5 comum.

Baseada na intermediária Prestige Plus – antiga Ambiente –, a novidade tem suspensão a ar (indisponível nas demais versões) e freios maiores (350 mm), emprestados do esportivo SQ5. Vidros traseiros escurecidos, pneus runflat e porta-malas com acionamento elétrico vêm de série.

Suspensão passa a ser pneumática na versão (Divulgação/Audi)

É difícil notar as diferenças em relação aos modelos blindados por oficinas terceirizadas, ainda que os materiais sejam diferentes: em vez das mantas de aramida, o Q5 Security tem apenas aço com 2 mm. Na balança, o acréscimo é de 500 kg no modelo feito pela Audi contra até 190 kg das versões adaptadas.

Acabamentos não têm adaptações, como nas blindagens de oficinas (Divulgação/Audi)

“As mantas de aramida têm duas características: são leves, para evitar a perda de desempenho, e flexíveis, permitindo a instalação em partes curvas, como caixas de roda, portas e teto. Só que, por ser um tecido, não há resistência mecânica para suportar disparos a menos de 30 mm das bordas”, explica a Abrablin.

Freios foram emprestados da versão esportiva SQ5 (Divulgação/Audi)

Para contornar isso, blindadoras sobrepõem materiais e utilizam aço inox 304 L em colunas, fechaduras e lanternas, por exemplo. “Usamos aço por ser o melhor material disponível”, diz a Audi. Como resultado, o Q5 Security piorou 1,7 s no teste de 0 a 100 km/h em relação à opção convencional: ele precisou de 8 s.

Para aumentar a segurança, a terceira janela foi substituída por aço (Divulgação/Audi)

Nas frenagens, os discos maiores garantem melhores resultados – o blindado parou em 14,8 m a 60 km/h e 58 m a 120 km/h, contra 16,2 m e 60,2 m, respectivamente. Só não dá para contrariar a física: mais peso (equivalente a quatro passageiros de 125 kg) piora as respostas da direção e faz a carroceria rolar nas curvas.

Como o esperado, Q5 ficou 1,7 s mais lento com o peso extra da blindagem (Divulgação/Audi)

“Como a blindagem é mais leve, levantamos a suspensão traseira só 1,5 cm, para manter o parâmetro de fábrica”, diz Thelly Leandrini, dono da oficina que leva seu sobrenome. No caso da paulistana BSS, não há alterações de freios ou suspensão.

Original ou não, essas blindagens têm o mesmo nível III-A, proteção máxima permitida pelo Exército para veículos de uso civil. Ou seja: teoricamente suporta até tiros de submetralhadora 9 mm e revólver Magnum 44.

A Audi destaca que faz testes de colisão no seu SUV – o que não acontece nas blindadoras independentes. O problema é o preço: com itens semelhantes e sem perder garantia, há opções até R$ 21.000 mais baratas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

04 JUN

Longa Duração: qual carro de nossa frota gasta mais em viagens?

A nossa frota de Longa Duração pegou a estrada para um teste de consumo x velocidade (Christian Castanho/Quatro Rodas)Chegou o fim de semana, hora de pegar a estrada. Para economizar, você faz o básico: pneus calibrados, vidros fechados (com ar-condicionado ligado) e tanque cheio (para evitar paradas desnecessárias).Em vez de adotarmos os números de consumo obtidos em ambiente de pista, desta vez optamos por vias públicas e, na estrada, calculamos o apetite dos cinco carros de nossa... Leia mais
04 JUN

Greve de caminhoneiros no porto de Santos faz Chery adiar retomada da produção

A linha de produção da Caoa Chery, em Jacareí (SP), vai retomar a produção apenas nesta terça-feira (5) após uma semana de paralisação. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos que justifica que a montadora mantém paralisada as atividades por falta de peças, ainda por reflexo da greve dos caminhoneiros. Os itens, segundo a entidade, estão no porto de Santos, último ponto do país a ter a greve desmobilizada. O acesso ao porto ficou bloqueado por 11 dias, até a... Leia mais
04 JUN

BMW mistura esportiva e aventureira em novo conceito com motor de 2 cilindros

A BMW revelou um conceito de moto que reúne segmentos bem diferentes: esportivo e aventureiro. Chamado de 9cento, a motocicleta possui um visual que lembra a S 1000 XR, porém, com uma motorização completamente diferente. Enquanto a S 1000 XR utiliza motor de 4 cilindros derivado do da esportiva S 1000 RR, a 9cento é movida por um motor de 2 cilindros e 900 cc. Apesar de não divulgar as especificações técnicas do motor, a BMW deve utilizar nele a base do mesmo propulsor das F 750... Leia mais
04 JUN

Linha Triumph Tiger 800 chega ao Brasil renovada por a partir de R$ 43,2 mil

A Triumph lançou no Brasil a linha 2018 das aventureiras Tiger 800 e Tiger 1200. Renovadas, as motos já estão nas lojas da marca inglesa no país e ficaram em média 8% mais caras. Veja os preços: Tiger 800 XR - R$ 43.190XRx - R$ 48.890XRx Low Seat - R$ 48.890XCx - R$ 51.390XRt - R$ 54.890XCa - R$ 55.890 Tiger 1200 XR - R$ 60.090XCx - R$ 73.190XCa - R$ 83.490 O que mudou? Enquanto também é aguardada a chegada das novas BMW F 750 GS e 850 GS, concorrentes da Tiger... Leia mais
04 JUN

Primeira reestilização do Jeep Renegade está pronta e inclui motor turbo na Europa

A primeira reestilização do Jeep Renegade já está pronta e será mostrada nesta semana na Europa, durante o salão do automóvel de Turim. Fiat terá 3 novos SUVs no Brasil As mudanças no desenho devem ser pequenas. A única imagem disponível oficial até agora mostra alteração na lanterna traseira, que é um dos detalhes mais marcantes do modelo lançado em 2015. No entanto, pelo menos na Europa, o Renegade terá novidade também sob o capô, com três opções de motores... Leia mais
04 JUN

Fornecedora para carros elétricos quer desenvolver baterias sem cobalto

A Panasonic, fornecedora de baterias da montadora norte-americana de veículos elétricos Tesla, disse que tem o objetivo de desenvolver baterias automotivas sem o uso de cobalto em um futuro próximo, em meio aos preços crescentes do metal fundamental para a produção de baterias. Crise do Cobalto pode chegar em 2020 As principais fabricantes de baterias estão tentando reduzir o teor de cobalto em baterias de íons de lítio, já que os preços do mineral se multiplicaram nos... Leia mais