Novidades

25 JAN

Oficina de carro elétrico e híbrido tem tensão o tempo todo; veja como é

A área onde fica a bateria precisa ser isolada dentro da oficina (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)

foto acima pode até parecer um laboratório ou a cena de um filme de ficção, mas ela é o futuro das oficinas mecânicas que pretendem reparar carros híbridos e elétricos no Brasil.

A fita isolante e os avisos espalhados pela sala fazem parte da oficina-escola do Senai criada em parceria com a BMW a fim de ajudar no desenvolvimento de mão de obra treinada para atuar especificamente nessa nova categoria de veículos.

“A corrente elevada das baterias presentes em modelos híbridos e elétricos exige que os mecânicos tenham procedimentos e ferramentas exclusivos para essa atividade”, explica Emílio Paganoni, gerente de treinamento da BMW.

Luvas e ferramentas especiais são exigências regidas por normas técnicas (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)

Isso inclui isolar a bateria, usar luvas de borracha para 1.000 V e até ter um gancho na oficina feito para afastar uma pessoa que estiver sendo eletrocutada do objeto energizado.

O cuidado é tão elevado que, quando a bateria do carro está passando por manutenção em seu sistema elétrico de alta-tensão, somente profissionais certificados podem ficar próximos ao veículo — daí a necessidade da faixa isolando a área.

Avisos de perigo devido à alta-tensão estão por todas as partes (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)

Outra diferença é que, dependendo do conserto a ser feito, a única opção do reparador será trocar todo o componente. “A reposição de cada módulo da bateria de um elétrico é relativamente fácil, mas a manutenção interna deles só deve ser feita pelo seu fabricante ou por empresas especializadas”, detalha Andreas Nöst, responsável pela área de bateria e controle térmico do Audi e-tron.

A única parte menos complexa é a remoção do conjunto, que normalmente é fixado em uma só estrutura metálica. Mas ela ainda exige uma plataforma elevatória móvel para sustentar e transportar o peso das baterias, que no i3 chega a 253 kg.

Um gancho isolante é usado para afastar uma pessoa eletrocutada da bateria (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)

O custo de treinamento dos funcionários ficará por conta de cada oficina, que tende a repassar o valor para o cliente. No entanto, isso não será exatamente um problema no Brasil a curto prazo, por um motivo simples: quase não há mecânicas aptas a fazer reparos nos modelos híbridos e elétricos.

Para piorar, é possível que as fabricantes de automóveis dificultem a manutenção de seus modelos por oficinas independentes (veja mais ao lado). O único alívio que os proprietários podem ter é que quase toda a frota eletrificada do Brasil está, em teoria, coberta pela garantia de fábrica – que chega a oito anos para modelos como Prius e Fusion Hybrid.

Conectores e cabos laranja identificam por onde passa a eletricidade em alta-tensão e/ou corrente (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)

Quando chegar a hora do reparo, porém, há um problema ainda mais crítico: o descarte das baterias. Nem as fabricantes decidiram o que fazer, mas uma das soluções estudadas poderá beneficiar as próprias oficinas.

A Audi considera a possibilidade de seus concessionários usarem os acumuladores do e-tron como no-break, já que eles podem suprir a energia de uma residência por até dez dias. A reciclagem é outra opção, mais ecológica — e cara. De qualquer forma, o oficina do futuro será mais parecida com uma empresa de tecnologia do que com uma mecânica.

Somente após este equipamento fazer a leitura da bateria é possível reparar um BMW i3 (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)

Uma polêmica que vem crescendo em outros países tende a surgir no Brasil em breve: os direitos da fabricante e as restrições de manutenção de seus carros.

Para reparar o BMW i3, primeiro elétrico a chegar ao Brasil, é necessário um equipamento especial (foto acima), que gera um código de verificação após analisar a bateria.

Essa sequência deve ser colocada no carro para que seu sistema eletrônico consiga se comunicar com a bateria. Sem isso, nem a bateria e nem o carro funcionam. E a BMW não tem planos de vender ou disponibilizar esse equipamento para oficinas independentes.

Em geral, as empresas alegam o direito de propriedade intelectual, pois todos os equipamentos foram desenvolvidos por elas ou suas parceiras. Por outro lado, clientes defendem que têm direito de fazer o que bem entender (e com quem quiserem) com seus automóveis.

A tendência no futuro, porém, é que as montadoras abram o código de seus softwares para ampliar a oferta da rede de reparação em locais sem suas autorizadas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

04 NOV
Mercedes-Benz lança GL reestilizado e passa a chamar SUV de GLS

Mercedes-Benz lança GL reestilizado e passa a chamar SUV de GLS

A Mercedes-Benz anunciou nesta quarta-feira (4) o SUV GL reestilizado. O modelo, que é o maior utilitário da empresa, passa a se chamar GLS. As principais intervenções estéticas estão na dianteira, onde a grade e o para-choque foram redesenhados. Na traseira, os para-choques também ganharam novos contornos, enquanto as lanternas tiveram as luzes redispostas. Outro foco das mudanças foi o interior, Lá, o volante, antes de quatro raios, foi trocado por um, de três raios. Já a tela... Leia mais
04 NOV
Hyundai cria nova marca de luxo e promete 6 modelos até 2020

Hyundai cria nova marca de luxo e promete 6 modelos até 2020

A Hyundai lançou nesta quarta-feira (4) sua nova marca de luxo Genesis, exatamente o mesmo nome de seu sedã topo de linha, com objetivo de elevar os ganhos e avançar no mercado de veículos "premium". Os dois primeiros modelos serão sedãs, mas a fabricante sul-coreana promete mais 4 novidades, incluindo um cupê sportivo e um SUV de luxo, até 2020. Além de novo logotipo com asas no capô, os veículos da Genesis seguirão uma nomenclatura alfanumérica, combinando a letra G com um... Leia mais
04 NOV
Volks diz que descobriu 'incoerências' em mais 800 mil veículos

Volks diz que descobriu 'incoerências' em mais 800 mil veículos

A Volkswagen anunciou que uma investigação interna feita após as revelações sobre os motores a diesel adulterados apontou "incoerências" relacionadas com as emissões de carbono em mais 800 mil veículos, sem especificar marcas ou modelos. Verdadeiro colosso industrial que comercializa 12 marcas e tem um volume de negócios anual de 200 bilhões de euros, o grupo confessou ter equipado 11 milhões de carros no mundo todo com um programa capaz de falsificar os resultados dos testes... Leia mais
04 NOV

Curso grátis ensina a perder o medo de dirigir em São Paulo

Tremedeira, coração acelerado, palpitação. Tem gente que só de pensar em pegar um carro para dirigir trava. São Paulo tem uma frota de mais de 8 milhões de veículos e encarar tudo isso assusta mesmo. Mas um curso tem ajudado quem tem este bloqueio a superar, aos poucos, essas barreiras, mostrou o SPTV. O curso é da Associação Dirija a Sua Vida. São 4 aulas, com duração de 3 horas cada uma. É de graça e tem 4 mil pessoas na fila de espera. Os dois primeiros encontros são... Leia mais
04 NOV
Volks dispensa funcionários por falta de peças para produção em Taubaté

Volks dispensa funcionários por falta de peças para produção em Taubaté

A Volkswagen dispensou cerca de dois mil funcionários nesta quarta-feira (4) por falta de peças. A medida afeta os funcionários do 2° e 3° turno e paralisa a produção nesses períodos. A informação sobre a adoção do 'day off' (dia de folga) na unidade é do Sindicato dos Metalúrgicos. O 1º turno opera normalmente nesta quarta. Entre setembro e outubro, a Volkswagen adotou a parada na produção diversas vezes em decorrência da falta de peças. Desta vez, a parada na... Leia mais