Novidades

17 JAN

Teste: Toyota Hilux SRV 2019 tem poucas mudanças, mas quer se manter líder

Grade e para-choque novos chamam a atenção (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O mercado de picapes está cada vez mais concorrido. Além de Toyota Hilux, Chevrolet S10, Ford Ranger, VW Amarok, Mitsubishi L200 e Nissan Frontier. E vêm aí Renault Alaskan, Mercedes-Benz Classe X, JAC (ainda sem nome) e uma nova RAM (que demora: é esperada somente para 2022).

A oferta cresce não apenas em número de modelos, mas também de versões. Para o consumidor, quanto mais opções, melhor. Para as fábricas: maior a concorrência.

Por isso, as marcas não param de apresentar melhorias e novidades. Atualmente o prazo de renovação das picapes segue o mesmo ritmo dos carros de passeio.

A linha 2019 da Hilux, que acaba de chegar às lojas, ilustra bem isso. A picape da Toyota ganhou mudanças no design e no conteúdo. Visualmente, as alterações não são numerosas. Na dianteira, mudou a grade e o para-choque.

Versão SRV ganhou novas rodas de liga leve aro 18 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Mas os resultados desses retoques foram grandes, como pudemos conferir pela quantidade de pescoços virados que a nova Hilux contabilizou por onde passamos.

A grade dianteira – até então formada por aletas cromadas e horizontais – ganhou design hexagonal com três barras horizontais em preto brilhante e moldura cromada. O friso que invade o capô agora também é preto.

O para-choque, por sua vez, recebeu um novo formato com a abertura maior e incorporou faróis de neblina, que passam a ser itens de série desde a versão de entrada, SR.

Um efeito menos evidente, mas igualmente importante dessas mudanças, foi o fato de o comprimento da picape ter diminuído 1,5 centímetro. Parece pouco, mas isso contribuiu para atenuar o aspecto bicudo da picape quando observada de perfil.

Por dentro, a versão SRX, topo de linha, foi mais agraciada com melhorias, recebendo interior preto e bancos revestidos de couro perfurado. Mas, desde a versão SR, a Hilux traz, por exemplo, maçanetas cromadas e volante e alavanca de câmbio de couro.

Volante multifuncional é revestido de couro (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O plástico do painel é duro ao toque, mas tem aparência de boa qualidade e solidez, como se espera em uma picape.

Entre os equipamentos, todas as versões contam com itens como ar-condicionado automático digital, computador de bordo, piloto automático, sensor de luz e luzes diurnas (DRL), entre outros itens.

A central multimídia, também de série, abriga GPS, TV digital e câmera de ré, mas não tem compatibilidade com sistemas operacionais de smartphones, seu uso é pouco intuitivo e a sensibilidade da tela imprecisa.

Durante nossa avaliação, por diversas vezes trocamos de FM1 para FM2 quando pretendíamos apenas mudar de estação de rádio.

Mecanicamente não houve alterações. A Hilux segue com os motores 2.7 16V flex e 2.8 16V diesel, com transmissão integral e câmbio manual ou automático sequencial sempre de seis marchas. Os engates dos modos de tração são feitos por meio de um seletor no painel.

Na pista de testes, a versão SRV diesel 2019 repetiu o desempenho da antecessora, com o tempo de 13,8 segundos nas provas de 0 a 100 km/h e as médias de 9,6 km/l, na cidade, e 11,8 km/l, na estrada.

Versão SRV tem sete airbags de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Ao volante, a Hilux continua com o mesmo comportamento dinâmico, que se traduz em um conjunto equilibrado, embora as rodas traseiras girem em falso com facilidade em algumas situações, como na terra, e a picape apresente um rodar que privilegia o conforto.

A Hilux 2019 é oferecida em 11 versões, resultado da combinação de motor, câmbio, carroceria (cabine simples e dupla) e padrões de acabamento, incluindo as versões comercializadas por venda direta para frotistas.

Os preços variam de R$ 111.990 a R$ 196.990. A versão intermediária, SRV, mostrada aqui custa R$ 179.990 (ficou 4,5% mais cara em relação à versão 2018).

Além da variedade de opções, a Toyota criou uma lista de acessórios com mais de 50 itens para, segundo a empresa, atender os mais diferentes gostos e necessidades dos clientes. Nada como uma boa concorrência como incentivo.

Valente e robusta, a líder do mercado ficou bonita, equipada e 4,5% mais cara.

Protetor de caçamba é item de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

07 MAI

Lamborghini Huracán Evo é monstro de coração forte e traseira inquieta

A potência subiu para 640 cv, 30 a mais do que na versão anterior (Lamborghini/Divulgação)Quando o Lamborghini Huracán substituiu o Gallardo, em 2014, representou melhorias em vários aspectos, como motor, câmbio (o atual de dupla embreagem e sete marchas é mais suave e rápido do que o automatizado anterior), suspensão, interior e eficiência em curva. Mas ainda estava devendo no uso em pista, situação comum para um dono de Lambo. A chegada da versão Performante, em 2016, mudou... Leia mais
07 MAI

Correio Técnico: o controle de tração afeta o desempenho do carro?

Derrapar é ótimo para fotos, mas péssimo para a segurança (Christian Castanho/Quatro Rodas)O controle de tração tira potência do motor ou influencia na aceleração e retomada do carro? – José Carvalho, Fortaleza (CE)Ele reduz a potência, mas só quando o carro estiver em local com baixa aderência.Essa é uma característica comum a qualquer modelo dotado de controle de tração, independentemente do modelo. Por outro lado, em algumas circunstâncias ele pode até tornar o... Leia mais
07 MAI
Capas para banco são opções para passear com o pet sem sujar o carro

Capas para banco são opções para passear com o pet sem sujar o carro

1- Líder da Matilha; 2- King of Pets; 3- PeteGo (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)1- Líder da Matilha; 2- King of Pets; 3- PeteGo (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)Quem ama cuida! Essa frase até pode soar clichê, mas é a pura verdade quando o assunto é o carro e o seu pet.Então, chegou a hora de conhecer três capas para bancos automotivos que protegem não só o assento traseiro como as laterais das portas e a parte de trás dos bancos dianteiros.No comparativo, a especialista... Leia mais
07 MAI

McLaren Senna: como é andar no supercarro de R$ 8 milhões que homenageia piloto brasileiro

Considerado o maior piloto brasileiro de todos os tempos, Ayrton Senna morreu no fatídico 1º de maio de 1994, quando sua Williams passou reto na curva Tamburello, durante o GP de Ímola, na Itália. Passados 25 anos, o paulistano tem inabalado o posto de herói nacional. Ou melhor, internacional. Senna é venerado mundo afora, inclusive pelo pentacampeão de Fórmula 1, Lewis Hamilton. O piloto brasileiro também recebeu uma justa homenagem da McLaren, equipe pela qual Ayrton ganhou... Leia mais
06 MAI

Volkswagen Gol e Voyage ficam mais caros na linha 2020

A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (6) os preços da linha 2020 do Gol e do Voyage. Sem novidades estéticas ou mecânicas, os preços subiram entre R$ 700 e R$ 970, de acordo com a versão. Veja todos os preços: Gol 1.0 – R$ 47.020 (era R$ 46.320)Gol 1.6 – R$ 53.550 (era R$ 52.760)Gol 1.6 automático – R$ 58.120 (era R$ 57.260)Voyage 1.0 – R$ 55.090 (era R$ 54.370)Voyage 1.6 – R$ 59.290 (era R$ 58.400)Voyage 1.6 automático – R$ 63.870 (era R$ 62.900) Os dois... Leia mais
06 MAI

Carro autônomo vai piorar o trânsito ao invés de melhorá-lo, prevê estudo

Autônomos têm a missão de por ordem no caos do trânsito (Divulgação/Volvo)O senso comum diz que os carros autônomos serão a solução para os diversos problemas da mobilidade como engarrafamentos, acidentes, gastos de energia e poluição.De acordo com um estudo da Universidade de Michigan, no entanto, pode não ser bem assim, uma vez que os benefícios dos carros autônomos devem induzir as pessoas a usar mais os veículos e assim ampliar os problemas decorrentes disso.As pessoas... Leia mais