Novidades

14 SET
Haddad assina decreto que isenta carros elétricos e híbridos do rodízio

Haddad assina decreto que isenta carros elétricos e híbridos do rodízio

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), assinou nesta segunda- feira (14) o decreto que isenta do rodízio municipal de veículos os carros elétricos e híbridos. A frota desses veículos tem 387 carros de passeio na capital e 723 no estado. "Infelizmente, a frota é muito pequena. Nós queremos que ela se expanda. Queremos que carros elétricos baratos sejam produzidos no Brasil. Estamos dando estímulo para que isso ocorra", afirmou Haddad.

Ele afirmou que o rodízio municipal de veículos perde eficiência ao longo dos anos porque as famílias adquirem segundo e terceiro carros para escapar da restrição. Segundo o prefeito, em geral, esse terceiro carro é mais velho, o que acaba gerando mais poluição, daí a importância de estimular os carros elétricos e híbridos.

Em 21 de agosto, Haddad assinou um decreto que dá desconto de 50% no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para esses veículos.

O IPVA é um imposto estadual pago anualmente pelo proprietário de todo e qualquer veículo automotor. A Prefeitura fica com metade do valor do imposto pago por veículos emplacados no município de São Paulo. Para estimular a utilização de carros não-poluentes, a administração devolverá ao contribuinte sua parte.

Essa devolução depende de requerimento do proprietário. De acordo com as regras do IPVA 2015 em São Paulo, a alíquota para carros elétricos é de 3% do valor venal. O incentivo será restrito aos 5 primeiros anos de tributação e a base de cálculo (valor venal) deverá ser igual ou inferior a R$ 150 mil.

Inspeção veicular
O prefeito evitou falar sobre a mudanca nos critérios da inspeção veicular na cidade de São Paulo e cobrou a aprovação de uma lei estadual que tramita na Assembleia Legislativa.

Haddad mostrou um gráfico que mostra que, desde o início da inspeção veicular, em 2009, a taxa de variação da frota de veículos em São Paulo cresceu a taxas menores que a  frota estadual e de outras cidades da região metropolitana. "Nós ficamos com a fumaca, mas perdemos o IPVA porque a cota parte só é recebida quando o carro é licenciado na cidade."

Ainda são poucos
Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o país conta com uma frota de cerca de 3 mil veículos elétricos e híbridos - a frota total do país, em julho, era de 89 milhões de veículos, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Segundo a associação, 7 estados dão isenção de IPVA a elétricos: Piauí, Maranhão, Ceará, Sergipe, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul também dão desconto de 50% no imposto para esses veículos.

Esse tipo de transporte tem como vantagens o gasto menor com energia (que funciona como o "combustível") e o fato de não soltarem gases poluentes no ar, por isso são chamados de "zero emissão".

Mas a tecnologia ainda é cara e os principais desafios, além do custo alto dos veículos, são a autonomia da bateria e a necessidade de uma rede de pontos de recarga rápida, que permita que um carro elétrico possa rodar por trajetos mais longos com a certeza de haver locais apropriados para repor a carga da bateria.

Atualmente, apenas 1 modelo de carro elétrico, o compacto BMW i3, é comercializado no país: ele foi lançado em 2014 por R$ 226 mil. Há 4 modelos de carros híbridos:o sedã Ford Fusion Hybrid (R$ 142.000), o hatch Toyota Prius (R$ 114.350), o Lexus CT200 (lançado em janeiro último, a partir de R$ 134.000) e o esportivo BMW i8 (lançado em 2014 por R$ 799.950).

“O custo de aquisição é um dos grandes impeditivos da disseminação desta tecnologia, que, por outro lado, é muito mais barata no abastecimento e manutenção”, explica Island Faria Costa, um dos diretores da associação. “Além de custar menos no uso, o veículo elétrico contribui com a saúde pública, pois não gera poluição sonora e do ar.”

Para Costa, “o crescimento da demanda é fundamental para gerar a escala necessária para termos produção local de carros elétricos”.

Fonte: G1

Mais Novidades

08 NOV
Fiat faz recall de 2.912 Toro por risco de incêndio

Fiat faz recall de 2.912 Toro por risco de incêndio

Fiat Toro tem chamado de recall (Divulgação/Fiat)A Fiat convocou, nesta sexta-feira (8), os proprietários de 2.912 unidades da Toro, alimentada a diesel e com ano/modelo 2019/2020, para recall.As picapes envolvidas na ação detém o número de chassi (não sequenciais) entre C80844 a C92056. De acordo com a empresa, o chamado é para instalação de uma capa protetora para o filtro de combustível.Segundo a Fiat, uma colisão frontal pode danificar o filtro de combustível e, com isso,... Leia mais
08 NOV
Fiat Toro tem recall por vazamento de combustível após colisão frontal

Fiat Toro tem recall por vazamento de combustível após colisão frontal

A Fiat anunciou nesta sexta-feira (8) um recall envolvendo 2.912 unidades da Toro de ano/modelo 2019 e 2020, todas equipadas com motor a diesel. Em casos de colisão frontal, há a possibilidade de vazamento de combustível, com consequente incêndio. De acordo com a fabricante, o filtro de combustível pode ser danificado em uma colisão frontal. Com isso, há a possibilidade de vazamento de combustível em áreas do motor com temperaturas elevadas. Em casos extremos, há risco de... Leia mais
08 NOV
Em 1989, VW Gol trocou cultuado motor AP pelo CHT; e mudou para pior

Em 1989, VW Gol trocou cultuado motor AP pelo CHT; e mudou para pior

Gol GL testado pela revista Quatro Rodas. 1989 (Acervo/Quatro Rodas)Publicado em novembro de 1989De repente o Gol passou a andar menos, gastar mais combustível na estrada e fazer outro tipo de barulho. O que mudou?Na visão da Volkswagen – e só dela -, o carro que mais vendeu no país nos entre 1987 e 1988 continuava sendo o mesmo, ainda que sob seu capô estivesse agora um motor 17 cavalos mais fraco, de concepção antiga e que até então equipava o Escort, a Belina e o Del Rey.Esse... Leia mais
08 NOV
A luta de JAC, Lifan e outras marcas pequenas para não morrer no Brasil

A luta de JAC, Lifan e outras marcas pequenas para não morrer no Brasil

Effa V25: furgão começa a ser fabricado em Manaus no final deste ano (Arte/Quatro Rodas)Vender carros no Brasil não é fácil nem para grandes fabricantes. Por isso algumas marcas menores estão repensando suas estratégias.A chinesa JAC, que estreou no Brasil em 2011 com carros de entrada e depois focou sua linha em SUVs, agora também quer explorar o mercado de elétricos. Três automóveis, uma picape e um caminhão, que chegam nos próximos meses às 36 concessionárias da marca,... Leia mais
07 NOV
Donos devolvem Onix Plus para recall e recebem velho Prisma como reserva

Donos devolvem Onix Plus para recall e recebem velho Prisma como reserva

Onix Plus: será difícil ver um nas ruas nos próximos dias (Divulgação/Chevrolet)O perigo de incêndio no Chevrolet Onix Plus continua afetando a vida dos compradores. Em redes sociais, donos do recém-lançado sedã relatam que estão sendo orientados a deixar seus carros retidos em concessionárias até a resolução do problema.“Levei [o carro] pra escanear o consumo e retiveram o carro. O gerente de pós-venda me falou sem dar esperança sobre atualização do software, mas disse que... Leia mais