Novidades

10 JAN

Menor Custo de Uso: os carros campeões de custo/benefício no Brasil

Divididos em seis categorias: os campeões do baixo custo de vida (Christian Castanho/Quatro Rodas)

festa por conta da compra de um carro novo pode se transformar num pesadelo antes mesmo de você girar a chave no contato. Uma cotação de seguro alta demais ou o valor do IPVA muito além daquele com o qual você já estava acostumado podem quebrar o encanto. E o seu orçamento.

Para ajudar quem pretende adquirir um automóvel zero-quilômetro a não cair em armadilhas, preparamos este verdadeiro guia de custos após a aquisição.

Primeiramente, separamos os modelos mais vendidos no primeiro semestre em seis categorias: hatches compactos, sedãs (compactos, médios e de luxo), picapes médias e SUVs. Em seguida levantamos as versões mais vendidas de cada um com informações da consultoria Jato.

Com os modelos elencados, fizemos uma apuração completa dos principais custos, tomando por base o primeiro ano de uso do carro, período em que o motorista brasileiro roda, em média, 15.000 km.

Vale ressaltar que, diferentemente dos comparativos tradicionais, este tem foco apenas nos gastos após a compra. 

1º – Kwid Zen 1.0

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Só em um ponto o Renault Kwid não foi superior aos cinco concorrentes aqui analisados: custo de revisão. A primeira parada, aos 10.000 km, custa R$ 371. A do Kwid Life, sem ar-condicionado e direção assistida, sai por R$ 326 – ainda que fosse esta versão a eleita para brigar por aqui, só sairia mais em conta que a do Ka, de R$ 336.

O valor oficial de tabela mais baixo (R$ 37.990) deu uma força para o Kwid no item impostos, uma vez que o IPVA é calculado sobre o valor de nota fiscal do carro novo.

Mas vale ressaltar que preço baixo não é tudo, como mostra o Mobi. Apesar de custar apenas R$ 1.000 a mais que o Kwid, ele ficou em penúltimo lugar – perdendo para o outro Fiat do comparativo, o Argo.

No Mobi, o problema foi o elevado consumo do velho motor de quatro cilindros. No Argo, por sua vez, o consumo do três-cilindros é baixo – perde apenas para o Kwid –, mas o seguro é caríssimo – disparado, o mais oneroso da turma.

Se o modelo da Renault levou a melhor com facilidade no cálculo do custo mensal, a briga pelo segundo lugar foi a mais acirrada dentre as três edições de Menor Custo de Uso, com Onix Joy e HB20 Comfort Plus, ambos 1.0, terminando rigorosamente empatados, com média de R$ 779.

Atrás dessa dupla, ficou o Ka. Mediano no preço (e, consequentemente, no quesito impostos) e no gasto anual com combustível, o hatch da Ford recém-remodelado acabou ficando para trás por ter o preço de revisão e da apólice de seguro demasiadamente altos: respectivamente, R$ 336 e R$ 2.187.

Ranking

1º – Prisma Joy 1.0

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Entre os sedãs compactos mais vendidos do mercado, o Prisma Joy é dono de um dos projetos mais antigos da categoria. Lançado na versão Joy em 2016, mantendo o visual do modelo apresentado três anos antes, o Prisma só é mais novo que o Voyage, que é de 2008 e foi reestilizado na linha 2013. 

Pensando no custo/benefício, porém, o Prisma é disparado o mais atraente. Além de custar menos que os rivais – sai por R$ 49.590, enquanto o Voyage, o segundo mais em conta, custa R$ 56.820 –, o Prisma tem seguro baixo (R$ 1.771) e é comedido no consumo.

Em nossa pista fez 11,7 km/l na cidade e 18,6 km/l na estrada, o que resultou em um gasto anual de R$ 5.052, considerando uso 70% urbano e 30% rodoviário e R$ 4,432 o preço do litro de gasolina. 

O mais econômico foi o Cronos, com as médias de 13,6 km/l (cidade) e 15,6 km/l (estrada) e um gasto de R$ 4.702. O Fiat conseguiu o segundo lugar entre os sedãs compactos, seguido de perto pelo HB20S, que, por sua vez, apresentou a revisão mais barata do segmento.

Falando ainda do Prisma, ele não é tão bem equipado como os rivais mais modernos e caros, como o Virtus (R$ 74.680), mas traz os recursos básicos. Além de duplo airbag e ABS obrigatórios, o GM vem com ar-condicionado, direção elétrica, Isofix, vidros (dianteiros) e travas elétricos e até sensor de pneus.

Além dos sedãs compactos apresentados aqui, a lista de mais vendidos incluía também o Ka SE 1.5 e o Grand Siena 1.4 Attractive, que não entraram na avaliação porque as fábricas não disponibilizaram os carros em tempo hábil para o nosso teste.

Ranking

1º – Cruze 1.4 LTZ

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

análise das informações pôs por terra algumas certezas que havia antes do início do levantamento em relação aos sedãs. 

O Nissan Sentra, por exemplo, que no ano passado faturou o título de Menor Custo de Uso do segmento, este ano ficou no quarto lugar porque, apesar de gastar menos com documentação (R$ 4.264), foi o que gerou mais despesas com combustível.

Com a pior média de consumo urbano (10,4 km/l) e uma das piores no rodoviário (14,5 km/l), o Sentra somou R$ 5.853 de gastos com gasolina no primeiro ano, enquanto o Jetta, que foi o mais econômico (respectivamente 12,7 e 17 km/l), gastou R$ 4.840, quase R$ 1.000 a menos. 

O VW, porém, foi o protagonista de outra surpresa. Apesar de ser o mais econômico da turma, ele ainda tem as três primeiras revisões grátis. Mas também não chegou lá. O Jetta ficou em terceiro lugar porque cobra um seguro mais caro do que os concorrentes: R$ 4.211.

O modelo que se sagrou dono de menor custo mensal foi o Cruze. O Chevrolet conquistou o posto justamente pelo menor preço cobrado pelo seguro: R$ 3.270. Nas demais despesas, o Cruze ficou em patamares intermediários, com exceção da documentação.

Um dos mais caros do segmento, ele gasta R$ 4.921 com os impostos. O Cruze custa R$ 109.790, enquanto o Sentra sai por R$ 93.350. Em compensação, o GM traz um dos pacotes de equipamentos mais completos da categoria.

A lista dos sedãs médios mais vendidos incluía também o Focus 2.0 SE automático. Mas nós deixamos o Ford de fora porque ele será descontinuado no final do ano.

Ranking

1º – Audi A3 1.4 Attraction

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Entre os seis sedãs premium mais vendidos do Brasil, o Audi A3 Sedan é o segundo modelo mais antigo, perdendo só para o BMW Série 3 – que irá mudar no ano que vem. Não que ele careça de grandes mudanças. O facelift de 2017 trouxe uma atualização discreta e bem-vinda, ainda que o motor 1.4 flex tenha se mantido inalterado.

Seu ótimo consumo foi um dos fatores que reduziram o custo mensal. Em nossos testes, ele só não gastou menos gasolina que o Mercedes CLA 180. O preço menor também contou pontos a favor, reduzindo os gastos com IPVA. Curiosamente sua revisão é uma das mais caras, perdendo apenas para o irmão maior A4 Ambiente.

Por outro lado, o seguro mais em conta consolidou o bicampeonato do A3 Sedan, que também venceu na categoria em 2017. Não que uma apólice de R$ 5.088 seja barata, mas é a segunda menos cara do grupo.

O Passat não carrega o mesmo status dos rivais, mas isso se transformou em vantagem com o seguro mais barato de todos. Porém, o que garantiu a segunda posição ao Volkswagen foi o preço imbatível da primeira revisão, de módicos R$ 340,83.

O custo é de carro popular, apesar de o Passat ser o mais potente (220 cv) e equipado da turma. Só que toda essa força vem acompanhada de um consumo elevado, sobretudo no uso urbano.

O C 180, recém-reestilizado, o CLA e o A4 não entregam o mesmo conteúdo e custam mais para manter ao longo de um ano. Aos olhos de alguns, eles podem até carregar mais status, mas isso pesará no bolso do dono. Especialmente se o carro estiver defasado, caso da geração atual do 320i.

Ranking

1º – Kicks S 1.6 16V CVT

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Não faltam opções para quem está namorando um SUV. Por isso mesmo, QUATRO RODAS reuniu as versões mais vendidas dos seis modelos mais bem-sucedidos da categoria – e colocamos os números no papel.

Quem levou a melhor? O Nissan Kicks S 1.6 16V CVT, que teve o menor custo mensal para o primeiro ano de uso: R$ 1.039. Nos quesitos avaliados, o modelo fabricado em Porto Real (RJ) liderou no preço inicial – e, consequentemente, nos custos de documentação –, além das médias de consumo de combustível.

Nem mesmo a revisão mais cara quando comparada aos concorrentes Hyundai Creta Prestige 2.0 16V AT e Honda HR-V 1.8 EX CVT (a diferença de valores é de R$ 124 em relação à manutenção mais barata) afetaram o bom desempenho do vencedor.

Só não dá para dizer que a versão é igual à do carro na foto acima, já que o fabricante não tinha unidades disponíveis no dia da foto – por isso, utilizamos como exemplo a configuração S com câmbio manual, cujo visual é o mesmo, com exceção das calotas no lugar do conjunto de rodas de liga leve aro 16 com acabamento diamantado no modelo automático.

No fim das contas, o líder conquistou uma vantagem de apenas R$ 70 em relação ao vice-colocado, Jeep Renegade, que se destacou pelo menor seguro entre todas as cotações.

Mas é melhor ficar atento, pois o SUV feito em Goiana (PE) só está à venda com bons descontos porque receberá mudanças significativas em novembro, quando a nova linha 2019 – que já foi apresentada e estará no Salão do Automóvel de São Paulo – chegará às concessionárias brasileiras.

Ranking

1º – Ranger XLS 2.2 4×4 AT

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Quando falamos das picapes médias mais vendidas no primeiro semestre de 2018, as motorizações a diesel foram unanimidade. Entre as seis líderes do segmento, são justamente as configurações movidas com esse tipo de combustível que fazem mais sucesso com o público.

E há opções para todos os gostos: desde a Nissan Frontier, que aposta pelo 2.3 biturbo de 190 cv, até a VW Amarok, que lidera entre as concorrentes (ao menos em relação à potência) com o poderoso V6 3.0 turbo TDI com 225 cv. 

Mas você é daquele tipo de cliente que coloca todos os gastos na ponta do lápis antes de fechar negócio? Ah, meu amigo… Então não haverá compra melhor que a Ranger XLS 2.2 4×4 AT, que tem custo mensal de R$ 1.493 no primeiro ano de uso – uma bela vantagem de R$ 342 quando comparado ao segundo colocado, a Frontier, com R$ 1.835.

Não bastasse isso, o modelo da Ford também é a opção mais econômica na hora da compra, nos gastos com documentação e até no seguro (quase três vezes mais barato que na Hilux SRX).

Só não pense que a grande campeã desta categoria se consagrou de maneira invicta – apesar de ter se saído muito bem em quase todos os quesitos avaliados pela reportagem. Nos gastos com combustível, a Ford perdeu apenas para o utilitário da Toyota, que é R$ 73 mais barato para abastecer ao longo do primeiro ano.

Em relação às revisões, a Ranger XLS 2.2 4×4 AT também ficou “somente” com a vice-liderança, já que a Chevrolet S10 LTZ 2.8 diesel 4×4 AT cobra R$ 52 menos que a rival pela primeira manutenção obrigatória.

 

Ranking

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

10 SET
Mercedes projeta futuro com sedã elétrico na Europa e com SUVs no Brasil

Mercedes projeta futuro com sedã elétrico na Europa e com SUVs no Brasil

Mercedes-Benz Vision EQS Concept (Divulgação/Mercedes-Benz)Se depender da Mercedes, os carros de luxo do futuro serão como o Vision EQS.O conceito, apresentado no Salão de Frankfurt 2019, antecipa o futuro sedã topo de linha da família de carros 100% elétricos da marca, que já bem representada pelo SUV EQC e pelo furgão EQV.Sedã elétrico tem traços futuristas que chegam a confundir espectador: o que é vidro e o que é carroceria? (Divulgação/Mercedes-Benz)A despeito do design... Leia mais
10 SET
Mercedes-Benz confirma GLB para o Brasil e divulga planos de eletrificação

Mercedes-Benz confirma GLB para o Brasil e divulga planos de eletrificação

A Mercedes-Benz confirmou nesta terça-feira (10), durante o Salão de Frankfurt, a chegada do GLB ao Brasil para o segundo semestre de 2020. Inicialmente, a versão escolhida foi a GLB 35, trazendo motor de 310 cv. O SUV é o primeiro modelo assinado pela AMG que pode levar até 7 passageiros. A marca também mostrou uma versão "convencional", a GLB 200, ainda sem confirmação para o Brasil. A configuração que será vendida por aqui é equipada com um motor 2.0 turbo de 4... Leia mais
10 SET
Longa Duração: infiltração faz porta-malas do VW Virtus virar uma piscina

Longa Duração: infiltração faz porta-malas do VW Virtus virar uma piscina

Certo dia, o pneu furou. E esta foi a cena encontrada quando fomos pegar o estepe. Não dá pra dizer que não cabem muitos litros no porta-malas do Virtus (Fernando Pires/Quatro Rodas)Pouco antes da revisão dos 50.000 km, alguns motoristas relataram ter encontrado água escorrendo no interior do porta-malas. Outro incômodo, consequência natural da infiltração, foi o mau cheiro típico de carpete molhado. Pedimos uma solução à concessionária Original, de Guarulhos (SP), onde fizemos a... Leia mais
10 SET
Autodefesa: Hyundai Creta 1.6 e o estranho barulho das válvulas do motor

Autodefesa: Hyundai Creta 1.6 e o estranho barulho das válvulas do motor

Motor que parece máquina de costura? Reclamação comum para o Creta (Acervo/Quatro Rodas)Barulho de motor batendo válvula é coisa de carro com alta quilometragem, correto? Errado.Não é só automóvel velho que apresenta o som típico de máquina de costura. O problema é tão conhecido entre donos do Hyundai Creta 1.6 que conseguimos reunir pelo menos 16 casos.Um deles é o representante comercial Kleber Ribeiro, de Osasco (SP), dono de um Creta Attitude 1.6 2018.“Depois de 4.000 km, o... Leia mais
09 SET
Toyota Camry TRD é um coroa acelerado com motor V6 de 300 cv

Toyota Camry TRD é um coroa acelerado com motor V6 de 300 cv

Tiozão Camry TRD tem ajustes em grade, freios, rodas, freios e suspensões (Divulgação/Toyota)A Toyota já havia anunciado a chegada do Camry TRD em novembro do ano passado, mas somente agora todos os seus atributos foram revelados.TRD, caso você ainda não conheça, é a sigla de Toyota Racing Development, departamento de preparação para competições automobilísticas da fabricante nos Estados Unidos.Traseira traz aerofólio, saída dupla de escape e difusor (Divulgação/Toyota)A... Leia mais
09 SET
Os incríveis veículos da Toyota para levar atletas nas Olimpíadas de 2020

Os incríveis veículos da Toyota para levar atletas nas Olimpíadas de 2020

Toyota disponibilizará cerca de 3.700 veículos para equipes de atletas e público em geral (Divulgação/Toyota)Como patrocinadora dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020, a Toyota ficará responsável pela mobilidade das pessoas durante o evento.Para isso, a empresa vai disponibilizar cerca de 3.700 veículos (incluindo aí não só automóveis, mas também diferentes dispositivos de transporte) para atletas, técnicos, médicos e público em geral.Desse total de veículos,... Leia mais