Novidades

10 JAN

Como os carros são transportados em navios de exportação?

O procedimento de embarque ocorre por uma entrada e envolve dezenas de funcionários (Divulgação/Volkswagen)

A resposta curta é: com muito cuidado e doses enormes de logística.

Boa parte do transporte de automóveis (e de quase toda mercadoria) por longas distâncias é feito por um navio. A diferença, no caso dos veículos, é que boa parte deles é levado de um país para outro em barcos que são, basicamente, estacionamentos gigantes.

O desembarque, porém, pode usar duas saídas para ser mais ágil (Divulgação/Ford)

Nesses navios especiais a carga entre e sai rodando da embarcação — em inglês, “Roll in, Roll Out“, o que deu origem ao apelido desses barcos, RoRo.

Acidentes com RoRo não são tão raros. Recentemente um barco que levava 3.500 modelos da Nissan pegou fogo e ficou à deriva no oceano Pacífico.

Os carros são estacionados próximos para aproveitar o máximo de espaço na embarcação (Reprodução/Internet)

Outro acidente envolveu o barco Hoegh Osaka, que tombou próximo da Europa com 1.400 carros da Jaguar, Land Rover, Mini e Rolls-Royce. Neste último acidente, porém, boa parte dos veículos transportados se mantiveram intactos.

Isso aconteceu principalmente por conta do severo processo de fixação dos veículos. Eles são presos ao navio com diversas cintas de náilon capazes de suportar até 5 toneladas.

O Hoegh Osaka tombou em 2015 após o capitão propositalmente encalhá-lo, evitando que o navio afundasse (Arte/Quatro Rodas)

Como os carros são estacionados próximos (com folga de 30 cm nas laterais e 10 cm na traseira e dianteira), esse cuidado evita que as carrocerias se encostem mesmo quando o navio está em mares agitados.

Cada cinta de náilon usada para fixar os veículos pode aguentar de uma a cinco toneladas (K Line/Divulgação)

As fábricas também tomam uma série de cuidados com os modelos antes que eles encarem sua viagem, muitas vezes tão longas que podem durar mais de 40 dias.

A pintura recebe uma cera grossa, feita para aguentar dias a fio com o carro exposto no pátio e também para reduzir chances de riscos. Em alguns casos adesivos também são colados para proteger o veículo.

Calotas e a palheta do lado do passageiro são removidas e rodas, bancos e volante recebem capaz de proteção.

Os navios RoRo são peça essencial na logística de transporte de veículos em massa (Wallenius Wilhelmsen/Divulgação)

A área dos RoRo é ajustável para permitir o transporte de carros pequenos até tratores, máquinas agrícolas e trens. Isso é possível por causa dos pisos ajustáveis, que podem variar de altura.

Algumas empresas também já aproveitaram o tempo do carro no mar para fazer ajustes específicos para o mercado onde o veículo será vendido.

A operação pode incluir troca de emblemas, lanternas e reconfiguração do motor. Os procedimentos, porém, dependem de águas calmas, pois os funcionários não podem circular em meio à carga durante tempestades ou mares agitados.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

02 JAN
Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Célia: passageiros perguntam sobre o cheiro estranho (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Quem tem ar-condicionado pode se dar ao luxo de deixar o mau cheiro do lado de fora do carro. Pena que a regra não esteja valendo para alguns donos de Jeep Compass, que enfrentam o constante odor de mofo mesmo em veículos novos. Proprietário de um Longitude 2016, o advogado Eduardo Donato, de Campina Grande (PB), percebia que algo não estava bem já... Leia mais
02 JAN
Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

– (Paulo Bitu/Quatro Rodas) Esta época do ano é propícia para viajar. E, para quem tem animal de estimação, fica a dúvida de como transportá-lo. Já pensou nas cadeirinhas dobráveis? Práticas e leves, elas quase não ocupam espaço quando estão fora de uso. No nosso teste, comparamos três marcas para cães de pequeno e médio portes. “Para a segurança de todos e até evitar multas, é recomendável levar o pet em cadeiras... Leia mais
02 JAN
Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Futuro Creta terá elementos do Intrado, carro-conceito de 2014 (Divulgação/Hyundai) As vendas do Creta seguem a pleno vapor e, para que continuem assim, a Hyundai já trabalha na segunda geração do SUV compacto. Mas já? Pensando bem, nem é tão cedo assim. É bom lembrar que o Creta – vendido em outros mercados como ix25 – foi lançado na Índia em 2014. Isso explica por que a Hyundai do Brasil, antes do lançamento aqui, negava... Leia mais
02 JAN
Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Fiat Weekend: após 20 anos de mercado deixará de ser produzida (Divulgação/Fiat) Arara-azul, onça-pintada e mico-leão-dourado são exemplos de animais em extinção no Brasil. Já na fauna automotiva, algumas espécies também correm o risco de sumir (ou até já sumiram) do mapa. E não estamos falando apenas de números de vendas, mas de modelos à disposição do consumidor. Dizimadas pelos SUVs, é cada vez mais raro avistar peruas... Leia mais
29 DEZ
Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Reparo de caixa automática: só com mão de obra especializada (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Até os anos 90, câmbio automático era mais rotulado que uísque comprado no Paraguai. “É caro de manter” e “Dá muito problema” eram as frases que faziam as pessoas abrirem mão desse conforto. Mas ainda bem que o tempo passou. Hoje já tem carro compacto com mix de vendas equilibrado entre a versão automática e a manual. Você... Leia mais
29 DEZ
Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

– (Marco de Bari/Quatro Rodas) Era o auge da euforia da abertura do mercado aos importados quando surgiu o Kadett GSi, no fim de 1991, acrescentando uma importante vogal ao nome da versão GS, lançada em 1989. O fim da era do carburador, que abriu espaço para a injeção eletrônica no país, ofereceu um presente a mais para o consumidor brasileiro, o GSi conversível. O carro nasceu com um único concorrente nacional na mesma versão, o... Leia mais