Novidades

31 DEZ

Estamos vivendo um período de apostas

Estamos em meio a um furacão de mudanças, 2019 será um ano de indicadores para as montadoras, todas estão em volta da mesa de apostas, ninguém sabe muito bem se os carros serão híbridos, com ou sem hidrogênio, ou puramente elétricos. Algumas tecnologias estão se desenvolvendo, como a retirada de hidrogênio do etanol, sempre buscando eficiência, operacionalidade e sustentabilidade, todas dizem ser a solução, porem a maioria das grandes marcas estão diversificando seus investimentos para não ficarem fora do páreo.

Não existe uma única solução. Nosso país possui várias alternativas energéticas, temos álcool, temos sol abundante para painéis elétricos, temos energia eólica no Nordeste, hidroelétricas e não precisamos necessariamente adotar soluções de outros países. Além da diversificação energética, existem necessidades distintas em um país de grandes dimensões como o nosso, com densidades populacionais heterogêneas, por exemplo, as grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre necessitam de projetos de mobilidade, com prioridade para o transporte público junto com aplicativos de mobilidade já presentes em países desenvolvidos. Nestes grandes centros a presença do estado é fundamental para viabilizar a estrutura para novas tecnologias.

Os elétricos já estão entre nós. O salão do automóvel de 2018 mostrou diversos modelos elétricos, alguns já estão à venda, outros chegarão em 2019, mas infelizmente você só poderá ajudar o planeta se tiver uma boa soma no bolso, eles são caros, estão com valores bem próximos aos veículos Premium, e infelizmente ainda não entregam todo o conforto e tecnologia de seus concorrentes. Segundo as montadoras, neste primeiro momento a pequena demanda acaba por elevar os preços. Para driblar esta situação, alguns fabricantes enaltecem a “vida após a morte da bateria”, pois é, segundo eles, a bateria de lítio, após sua vida útil (de 8 a 10 anos) ainda terá 80% da sua capacidade de recarga, não servindo mais para o carro em função da autonomia, mas perfeitamente utilizável em sistemas residenciais, possibilitando o acúmulo energia fora dos picos de demanda e até mesmo substituindo o motor diesel em áreas remotas do país através da utilização de painéis solares para recarga.

Os veículos híbridos estão um degrau a frente. Em 2019 teremos nas ruas, mais veículos com propulsores elétricos junto com motor a combustão (inclusive com motores flex) do que os puramente elétricos. Por enquanto parece que o formato hibrido tem mais atendido ao cenário brasileiro, aproveitamento das grandes áreas de cana bem como a utilização de todo parque industrial instalado para produzir motores a combustão. Nos encontros da SAE foram apresentados “kits de hibridização”, prontos para ser instalados nos atuais veículos flex, apesar de achar pessoalmente que esse sistema é um grande “trambolhão”, cheio de fios e módulos gerenciadores, é ele que está conseguindo “pôr o pé no mercado”.

Ônibus e caminhões devem ser os primeiros a mudar. É sabido que 65% da poluição nos grandes centros saem de escapamentos de ônibus e caminhões, algumas universidades já estão debruçadas em projetos de eletrificação de ônibus, porém ainda dependem de estudos. Diferentemente dos carros elétricos, ainda existem alguns desafios tecnológicos com relação às baterias e a estrutura de recarga, para se ter uma ideia a recarga rápida de uma bateria de lítio para um ônibus pode derrubar a rede elétrica de um bairro. Neste caso serão necessários investimentos do governo e de companhias privadas para implementação.

O salão deixou claro que existe um otimismo no ar, a grande maioria de montadoras falou em bons investimentos nos próximos quatro anos, tudo indica que soltaremos o freio de mão em 2019, vamos acompanhar.

Fonte: G1

Mais Novidades

02 JAN
Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Célia: passageiros perguntam sobre o cheiro estranho (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Quem tem ar-condicionado pode se dar ao luxo de deixar o mau cheiro do lado de fora do carro. Pena que a regra não esteja valendo para alguns donos de Jeep Compass, que enfrentam o constante odor de mofo mesmo em veículos novos. Proprietário de um Longitude 2016, o advogado Eduardo Donato, de Campina Grande (PB), percebia que algo não estava bem já... Leia mais
02 JAN
Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

– (Paulo Bitu/Quatro Rodas) Esta época do ano é propícia para viajar. E, para quem tem animal de estimação, fica a dúvida de como transportá-lo. Já pensou nas cadeirinhas dobráveis? Práticas e leves, elas quase não ocupam espaço quando estão fora de uso. No nosso teste, comparamos três marcas para cães de pequeno e médio portes. “Para a segurança de todos e até evitar multas, é recomendável levar o pet em cadeiras... Leia mais
02 JAN
Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Futuro Creta terá elementos do Intrado, carro-conceito de 2014 (Divulgação/Hyundai) As vendas do Creta seguem a pleno vapor e, para que continuem assim, a Hyundai já trabalha na segunda geração do SUV compacto. Mas já? Pensando bem, nem é tão cedo assim. É bom lembrar que o Creta – vendido em outros mercados como ix25 – foi lançado na Índia em 2014. Isso explica por que a Hyundai do Brasil, antes do lançamento aqui, negava... Leia mais
02 JAN
Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Fiat Weekend: após 20 anos de mercado deixará de ser produzida (Divulgação/Fiat) Arara-azul, onça-pintada e mico-leão-dourado são exemplos de animais em extinção no Brasil. Já na fauna automotiva, algumas espécies também correm o risco de sumir (ou até já sumiram) do mapa. E não estamos falando apenas de números de vendas, mas de modelos à disposição do consumidor. Dizimadas pelos SUVs, é cada vez mais raro avistar peruas... Leia mais
29 DEZ
Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Reparo de caixa automática: só com mão de obra especializada (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Até os anos 90, câmbio automático era mais rotulado que uísque comprado no Paraguai. “É caro de manter” e “Dá muito problema” eram as frases que faziam as pessoas abrirem mão desse conforto. Mas ainda bem que o tempo passou. Hoje já tem carro compacto com mix de vendas equilibrado entre a versão automática e a manual. Você... Leia mais
29 DEZ
Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

– (Marco de Bari/Quatro Rodas) Era o auge da euforia da abertura do mercado aos importados quando surgiu o Kadett GSi, no fim de 1991, acrescentando uma importante vogal ao nome da versão GS, lançada em 1989. O fim da era do carburador, que abriu espaço para a injeção eletrônica no país, ofereceu um presente a mais para o consumidor brasileiro, o GSi conversível. O carro nasceu com um único concorrente nacional na mesma versão, o... Leia mais