Novidades

28 DEZ

Falha em carregador de veículos elétricos controlado por aplicativo pode prejudicar rede elétrica, alerta pesquisa

Especialistas da fabricante de antivírus Kaspersky Lab estudaram o funcionamento de um carregador de veículos elétricos e descobriram que a interface de controle remoto do dispositivo, que permite controlar a velocidade da carga por aplicativo, tinha vulnerabilidades que permitiam a um hacker assumir o controle do dispositivo e enviar comandos que poderiam até desestabilizar a rede elétrica da vítima.

O estudo conduzido por Dmitry Sklyar se concentrou no ChargePoint Home, um carregador fabricado pela ChargePoint, que já corrigiu as vulnerabilidades encontradas. Porém, com a possibilidade de que outros dispositivos "inteligentes" tenham problemas semelhantes, a Kaspersky Lab levantou a questão: será que vale a pena correr riscos apenas para controlar remotamente um carregador?

Para Sklyar, a Kaspersky Lab teve "sorte" de encontrar um fabricante que reagiu rápido e bem aos resultados da pesquisa. Para ele, no entanto, é preciso que fabricantes desses dispositivos lancem "bug bounties" (programas de recompensas) que incentivem pesquisadores independentes a buscar falhas em seus produtos.

'Minicomputador' com três conexões

O ChargePoint Home possui uma placa com processador e armazenamento, onde é executada uma versão reduzida do sistema operacional Linux. Esse sistema é responsável pela comunicação e recepção dos comandos dados pelo usuário.

A comunicação do usuário com o ChargePoint Home ocorre de três maneiras: Wi-Fi, Bluetooth e luz. Esta última é utilizada no processo que restaura as configurações de fábrica do dispositivo caso ele não esteja mais conseguindo conectar à rede Wi-Fi, por exemplo. Quando acionado, o aplicativo no celular acende a luz do flash da câmera do celular em uma certa sequência para transmitir o comando à unidade, que vem equipada com um fotodiodo. Esse recurso já é suficiente para que qualquer pessoa próxima ao dispositivo consiga reconfigurá-lo com facilidade.

Porém, o maior problema estava em um servidor web presente no dispositivo, que podia receber determinados comandos. A autenticação era falha, permitindo que qualquer pessoa conectada à mesma rede de Wi-Fi do aparelho pudesse enviar comandos e até de enviar programas específicos para serem executados pela unidade.

De acordo com a pesquisa, seria possível controlar a corrente usada na carga. Isso poderia sobrecarregar a rede elétrica, desarmando o disjuntor, queimando um fusível ou até danificando a instalação por superaquecimento dos fios caso as proteções de sobrecarga não estejam presentes ou não entrem em ação.

Um atacante também poderia optar por simplesmente interromper a carregamento, o que deixaria o carro sem bateria na próxima utilização.

De acordo com os pesquisadores da Kaspersky Lab, a comunicação Bluetooth também não estava livre de falhas. Porém, elas eram de menor gravidade.

Risco em ataques direcionados

Com a falha corrigida, o ChargePoint Home agora não expõe mais a porta por onde era possível executar esses comandos pelo Wi-Fi e só um usuário previamente cadastrado no sistema do carregador — o que ocorre na configuração da unidade — poderá enviar os comandos disponíveis pelo aplicativo.

Embora a exploração da falha fosse limitada a pessoas que estão na mesma rede Wi-Fi, a brecha descoberta pela Kaspersky Lab ilustra mais um tipo de ataque possível em dispositivos da "internet das coisas". Como redes Wi-Fi costumam ser compartilhadas com amigos e às vezes até carecem de autenticação ou senha adequada, não é uma boa prática adotar um esquema de segurança que dependa exclusivamente do sigilo da rede.

Para Sklyar, o pesquisador da Kaspersky Lab, também é preciso considerar que em cenários de ataques direcionados — quando um hacker busca atacar uma vítima em específico —, dispositivos menos visados ou ignorados (como é o caso de um carregador inteligente) são os alvos mais interessantes. "É por isso que é muito importante procurar por vulnerabilidades, não apenas em inovações técnicas não pesquisadas, mas também em seus acessórios", explica o especialista.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para [email protected]

Fonte: G1

Mais Novidades

28 DEZ
Quais as vantagens da dobradiça pantográfica no porta-malas?

Quais as vantagens da dobradiça pantográfica no porta-malas?

Mitsubishi Lancer é um dos poucos carros equipados com dobradiças pantográficas (Marco de Bari/Quatro Rodas) Qual a vantagem da dobradiça pantográfica no porta-malas? – Vanderson Spinelli, Cotia (SP) Sua principal virtude é não ocupar o compartimento de bagagens quando o porta-malas está fechado, ao contrário da tradicional estrutura “pescoço de ganso”. Essa não é sua única vantagem. Uma série de partes articuladas... Leia mais
27 DEZ
Comparativo: Ford Fiesta x VW Polo, choque de gerações

Comparativo: Ford Fiesta x VW Polo, choque de gerações

O Polo é um carro todo novo. Já o Fiesta, nem tanto (Christian Castanho/Quatro Rodas) Pode procurar com calma. É difícil identificar onde estão as mudanças do novo Ford Fiesta. Se você ainda não achou, fica a dica: olhe a frente. Faróis, grade e para-choque são diferentes do modelo fabricado no Brasil desde 2013. Curiosamente, o fim da sintonia com o europeu ocorre apenas alguns meses após a estreia do novo Polo, lançado quase... Leia mais
27 DEZ
À venda, só que não: esses são os carros mais difíceis de vender

À venda, só que não: esses são os carros mais difíceis de vender

O anúncio desse Chevrolet Astrovan é o mais antigo (e na ativa) do Webmotors: 3010 dias (Reprodução/Internet) Oito anos atrás, essa Astrovan americana 1993 teve sua foto divulgada na internet. À época, a van tinha 16 anos – nem havia terminado o Ensino Médio. O dono, Luiz Carlos Diegues, aos 62 anos (em 2017), decidiu passar adiante o Chevrolet e ainda não achou um novo dono, mas permanece firme à espera por esse momento mágico.... Leia mais
26 DEZ
Evite a empurroterapia e não seja enrolado na revisão

Evite a empurroterapia e não seja enrolado na revisão

É possível se livrar de despesas a mais na hora da revisão (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) O receio de ser enrolado por profissionais nem tão profissionais paira sob todos os donos de carros – inclusive mecânicos. Receber orçamentos com serviços “extras” e uma conta salgada na visita à concessionária chega a dar calafrios. Mas dá para evitar alguns sustos. Procuramos os consultores Amos Lee Harris Junior, da Universidade... Leia mais
26 DEZ
Impressões: Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil em 2018

Impressões: Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil em 2018

Goste ou não do visual, é preciso reconhecer: haja personalidade! (Divulgação/Mitsubishi) Ninguém duvida do poder dos SUVs. De acordo com a Mitsubishi, em 2016, na Europa, eles responderam por 77% das vendas. E metade desse gigantesco bolo era de versões 4×4. É com foco nessa realidade que a Mitsubishi está reformulando sua gama no mercado europeu. Na prática, essa história começa com o SUV deste post, o Eclipse Cross, e seguirá... Leia mais
26 DEZ
Os pneus de SUVs são mais resistentes do que os dos sedãs?

Os pneus de SUVs são mais resistentes do que os dos sedãs?

Não há necessidade de reforços adicionais para os pneus utilizados em SUVs (Marco de Bari/Quatro Rodas) Os pneus de SUVs são mais resistentes do que os dos sedãs? Há outras diferenças? – Coutinho, Goiânia (GO) Na média, a estrutura dos pneus usados pelos SUVs não exigem reforços adicionais em comparação com os utilizados em sedãs de porte equivalente. Entretanto, a borracha usada neles tem uma leve tendência a escorregar... Leia mais