Novidades

21 NOV
Teste: era câmbio automático o que faltava ao Volkswagen Virtus 1.6 MSI

Teste: era câmbio automático o que faltava ao Volkswagen Virtus 1.6 MSI

Visual do Virtus 1.6 é bastante próximo do das versões mais caras  (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Visual do Virtus 1.6 é bastante próximo do das versões mais caras (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Lançado em janeiro de 2018, o Virtus chegou tendo como destaque a oferta de espaço, tanto na cabine como no porta-malas, com  volume de 521 litros. O problema era o catálogo de versões.

A Highline, top de linha, custava R$ 10.800 a mais do que o Polo na mesma versão – hoje, o degrau ainda é alto, de R$ 6.740. E há outra boa notícia: na versão de entrada, 1.6, com câmbio automático, a diferença de preço entre Polo e Virtus é de justos R$ 3.835. É dela que vamos falar aqui.

Novo câmbio custa R$ 5.135 a mais que a versão manual (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Em julho, a Volkswagen apresentou a linha 2019 tanto do hatch quanto do sedã e o destaque foi justamente a inclusão do câmbio automático na versão 1.6. Era o que faltava.

Diferentemente de Gol, Voyage, Fox e Up!, a dupla Polo e Virtus se livrou de usar o polêmico sistema SQ (100 e 200), com monoembreagem automatizada, letárgica e dona de incômodos trancos durante as trocas de marcha. Em vez delas, a Volks optou pela caixa automática convencional, AQ 160-6F, com conversor de torque e seis marchas.

Câmbio automático AQ 160-6F, com conversor de torque e seis marchas , tem opção de troca sequencial apenas pela alavanca (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Com mudanças suaves e rápidas, a nova caixa é fornecida pela japonesa Aisin e tem relações de marcha e de diferencial específicas para aplicação na dupla da Volkswagen.

As rodas de liga leve (aro 15) são opcionais (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A calibração, aliás, tem nítida preocupação com a economia de combustível, tanto que o Virtus 1.6 obteve números de consumo de gasolina (12,4 km/l na cidade e 17,8 km/l na estrada) tão bons quanto os do eficiente Highline 1.0 TSI (12,7 km/l e 17,6 km/l).

As provas de aceleração (0 a 100 km/h em 13,9 segundos e 0 a 1.000 metros em 34,9 segundos) evidenciam ainda mais a priorização do consumo em detrimento da performance. O Fiat Cronos Precision 1.8 automático, de R$ 69.990, registrou consumo de 12 km/l e 14,2 km/l e acelerou em 11,2 s  e 32,7 s.

Ele vai de 0 a 100 km/h em 13,9 segundos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Ao volante, a tradução do que se viu na pista. No dia a dia da cidade, a falta de fôlego é pouco percebida nas retomadas de velocidade, mas nas acelerações os 16,5/15,8 mkgf de torque do motor 1.6 16V se mostram insuficientes para o corpanzil do Virtus, com seus 4,48 metros de comprimento – para efeito de comparação, um Audi A3 mede 4,46 metros.

Vendido por R$ 66.525 (o manual sai por R$ 61.390), o Virtus 1.6 automático tem apenas dois pacotes de opcionais. O Safety sai por R$ 1.352 e inclui controles eletrônicos de estabilidade e tração e auxílio de partida em rampa, que mantém o carro parado em ladeiras, facilitando a saída.

Nada de borboletas no volante (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Por outros R$ 3.355, leva-se o pacote Interatividade, com retrovisores eletrônicos, rodas de liga leve aro 15, sensor de estacionamento na traseira e multimídia com tela sensível ao toque – de série, vem com retrovisores externos com ajuste manual, rodas de aço com calotas aro 15 e rádio simples (com Bluetooth e entradas USB e para cartão de memória).

Ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos nas quatro portas com sistema um-toque e travas elétricas completam a lista de itens de série.

Bem equipado, mas espartano, o Virtus 1.6 tem pontos fracos no acabamento: o console central tem plástico áspero e os porta-copos (rasos e pequenos) são pouco práticos. Incomodam, mas não o suficiente para ofuscar as virtudes do Virtus.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

17 OUT
Qual é o consumo de combustível real de um Bugatti Chiron?

Qual é o consumo de combustível real de um Bugatti Chiron?

Superesportivo teve o consumo aferido pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (Dominique Fraser/Quatro Rodas) O Bugatti Chiron é daqueles carros extremos que só aparecem de vez em quando. Consegue combinar o luxo de um enorme sedã com o desempenho de um superesportivo. A culpa é do enorme W16 8.0 com quatro turbocompressores e 10 radiadores, que gera 1.500 cv e ?163,2 mkgf de torque. Cavalo que anda é cavalo que bebe. E os 1.500... Leia mais
17 OUT
Ford Ka ganha nova versão intermediária com ESP de série

Ford Ka ganha nova versão intermediária com ESP de série

Nova versão Tecno vem com controles de estabilidade e de tração (Ford/Divulgação) Os Ford Ka e Ka+ ganharam três novas versões na linha 2018. O Ka agora tem duas novas configurações (S e Tecno, ambas com o motor 1.0 TiVCT), enquanto o Ka+ traz a configuração Advanced, disponível somente na motorização Sigma 1.5. O Ka S assume o papel de porta de entrada do hatchback. Por R$ 44.030, a versão sai de fábrica com ar-condicionado,... Leia mais
17 OUT
Polestar declara independência da Volvo com cupê de 608 cv

Polestar declara independência da Volvo com cupê de 608 cv

Parece um Volvo? A Polestar diz que 50% das peças do 1 são inéditas (Polestar/Divulgação) A Polestar pode não ser tão badalada quanto a Mercedes-AMG e a Audi Sport,  mas já é conhecida no mundo da preparação. Famosa por lançar versões esportivas dos modelos Volvo, a empresa resolveu se emancipar e lançou seu primeiro automóvel de passeio desta nova fase. O Polestar 1 é um belo cupê 2+2 (ou seja, com espaço para dois adultos... Leia mais
16 OUT
Guia de usados: Volkswagen Amarok

Guia de usados: Volkswagen Amarok

Todas as versões da Amarok têm motor a diesel (Marco de Bari/Quatro Rodas) A Volkswagen sempre foi conhecida pela dirigibilidade de seus modelos: direção precisa, freios comunicativos e respostas imediatas dos comandos sempre estiveram entre suas virtudes. E não foi diferente com a Amarok. Esqueça o rodar saltitante e barulhento dos utilitários: o conforto e a dirigibilidade da picape feita na Argentina são compatíveis com um bom... Leia mais
16 OUT
Carros com start-stop exigem cuidado redobrado com velas

Carros com start-stop exigem cuidado redobrado com velas

O Uno foi o primeiro modelo nacional a contar com a tecnologia start-stop (divulgação/Fiat) Está cada vez maior o número de carros equipados com sistema start-stop no mercado brasileiro. A tecnologia, que desliga o motor do veículo toda vez que o carro está parado reduz o consumo de combustível e o nível de emissões de poluentes. Entretanto, o start-stop pode gerar desgaste prematuro de algumas peças. Tudo porque o número médio... Leia mais
16 OUT
Caminhão elétrico é uma das poucas novidades da Fenatran

Caminhão elétrico é uma das poucas novidades da Fenatran

Caminhão elétrico tem autonomia de até 200 km (Volkswagen/Divulgação) Quem visitar a 21ª edição da Fenatran esperando ver muitas novidades pode se frustrar. As oito fabricantes que participam do evento no São Paulo Expo entre os dias 16 e 20 de outubro apostam nas séries especiais de modelos conhecidos em vez de investir em produtos totalmente novos. MAN e Volkswagen: A falta de novidades faz da nova linha Delivery a grande... Leia mais