Novidades

19 NOV

Clássicos: Chevrolet Opala, 50 anos do orgulho nacional

O cupê hardtop foi a maior novidade do modelo 1972 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Baseado no alemão Opel Rekord, o Opala foi o primeiro Chevrolet brasileiro. Com motores de quatro e seis cilindros e duas versões de acabamento, ele conquistou a vice-liderança do mercado meses após sua apresentação, em 19 de novembro de 1968, há exatamente 50 anos.

Resistiu bem ao avanço da concorrência, até que a GM preparou a grande ofensiva na linha 1971: a versão Gran Luxo.

O mais requintado dos Opalas era uma resposta a modelos maiores e mais caros, leia-se Ford Galaxie e Dodge Dart. A ausência de itens como direção hidráulica, ar-condicionado e câmbio automático era suavizada pela nova grade com faróis emoldurados e por um padrão de acabamento externo e interno superior ao das versões Especial e De Luxo.

O teto revestido de vinil de série com emblemas nas colunas traseiras (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Arabesco identificava a versão Gran Luxo (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Gran Luxo se destacava pelo teto de vinil preto, emblemas de arabesco nas colunas traseiras e friso preto entre as lanternas. Os largos pneus de faixa branca 7,35-14 recebiam rodas com 5 polegadas de largura e as calotas de fundo preto eram específicas para freios dianteiros a tambor (de série) ou a disco (opcional).

Carpete de buclê de náilon e estofamento de jérsei com detalhes de vinil davam a distinção no acabamento: a parte central dos bancos ostentava um arabesco em baixo-relevo. Volante, tampa do porta-luvas e laterais de porta receberam apliques imitando jacarandá. O nível de ruído era atenuado pelo emprego de feltro fonoabsorvente.

Quatro marchas no assoalho (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A principal inovação técnica era o motor 4100. Oferecido como opcional, o seis cilindros de 4,1 litros e 140 cv da versão esportiva, SS. Com 2,5 litros e 80 cv, o quatro cilindros 2500 oferecia rendimento satisfatório, mas desagradava pelo nível de aspereza e vibrações em marcha lenta.

Rádio FM Philips é acessório de época (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A tração chegava à traseira por um câmbio de três marchas com alavanca na coluna de direção. Um dos opcionais era o câmbio de quatro marchas com alavanca no assoalho. A dirigibilidade era favorecida por engates secos e precisos e o banco inteiriço dava lugar a dois confortáveis assentos individuais.

Conta-giros no quadro de instrumentos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Rádio, relógio, desembaçador e luzes de cortesia no interior, porta-luvas, motor e porta-malas eram itens de série. Entre os opcionais, conta-giros, calhas nos vidros e filtro de ar para serviços pesados. Notório pelo conforto de rodagem, o Gran Luxo podia receber barra estabilizadora traseira e diferencial autoblocante para tocada esportiva.

Esportividade não faltou ao modelo 1972. O primeiro Gran Luxo a ter a bela carroceria hardtop de duas portas ganhou filete duplo pintado na lateral e novo tecido nos bancos. Ficou só o motor 4100, identificado nos para-lamas dianteiros. Havia três cores para o vinil do teto: branco, preto ou bege.

Seis cilindros no cofre do motor: luxo com velocidade (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Avaliado por QUATRO RODAS em setembro de 1971, o cupê Gran Luxo de três marchas acelerou de 0 a 100 km/h em 14,2 segundos e chegou aos 171,43 km/h. Um desempenho similar ao da versão SS sem comprometer o conforto: a tendência ao subesterço era facilmente corrigida pela tração traseira e pelo torque generoso.

Este modelo 1973, do colecionador Reinaldo Silveira, foi o primeiro a receber piscas dianteiros nas extremidades dos para-lamas e luzes de ré ao lado das lanternas. Calotas, volante e instrumentos foram redesenhados e a lista de opcionais incluiu vidros verdes, ar-condicionado, câmbio automático Turbo-Hydramatic 180 de três marchas e faróis de neblina.

A calota menor com soberano veio na linha 1973 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Rival de Dodge Gran Coupe e Ford Maverick Super Luxo, o Chevrolet Gran Luxo 1974 deixou de ser uma versão para se tornar modelo independente. Quase sem alterações, o carro mais exclusivo da GM passou o bastão ao Chevrolet Comodoro, apresentado em 1975 após uma reestilização mais extensa da família Opala.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

08 SET
Dossiê: tudo o que sabemos sobre o novo Volkswagen Polo

Dossiê: tudo o que sabemos sobre o novo Volkswagen Polo

Polo europeu tem luzes diurnas de leds integradas aos faróis (Divulgação/Volkswagen) Parece que o jogo virou. O Polo já foi mero coadjuvante na linha da Volkswagen, agora seu relançamento no Brasil é tratado como o início de uma nova fase da marca. A ideia é reverter as perdas acumuladas nos últimos anos. E substituir o Fox. Maior e mais sofisticado que nunca, o Polo que será vendido em novembro virou um mini-Golf. Começa pela... Leia mais
08 SET
Prefeitura usa spray para destruir pneu de quem faz burnout

Prefeitura usa spray para destruir pneu de quem faz burnout

Queimar pneus na Austrália pode se tornar perigoso – para o seu bolso (Divulgação/Dodge) A Austrália continua a ser um dos poucos redutos de carros acessíveis com tração traseira. O sonho de muito entusiasta, porém, é o pesadelo das autoridades, que precisam ficar de olho na turma que abusa dos burnouts e zerinhos. A fumaça de borracha queimada é tão comum na Austrália que o país sediou recentemente a quebra do recorde de... Leia mais
08 SET
Chevrolet Bolt, um elétrico com autonomia de quase 400 km

Chevrolet Bolt, um elétrico com autonomia de quase 400 km

O elétrico custaria o mesmo que um Camaro, cerca de R$ 310.000 (Divulgação/Chevrolet) O consumidor norte-americano é famoso pelo exagero na hora de comprar carro. Em geral, o pensamento é simples: quanto maior, melhor. Picapes, SUVs e sedãs grandalhões determinam a largura das faixas e das vagas de estacionamento, sempre gigantescas. Mas, aos poucos, eles vêm mudando essa relação de consumo. Estados como o da Califórnia contam com... Leia mais
08 SET
Curiosidades das placas de carros pelo mundo

Curiosidades das placas de carros pelo mundo

Os países da União Europeia seguem um padrão semelhante de placas (Audi/Divulgação) As placas de carros são quase tão antigas quanto o próprio automóvel. O primeiro registro de controle dos veículos é da França, em 1893. No entanto, até hoje não há uma padronização entre os países, que contam com diferentes legislações locais ou regionais. Isso provoca uma série de situações inusitadas, como motorista tomando multa por... Leia mais
07 SET
Quanto vendem os principais modelos turbo do mercado?

Quanto vendem os principais modelos turbo do mercado?

HB20 1.0 Turbo (Arquivo/Quatro Rodas) Foi-se a época em que turbo era sinônimo exclusivamente de alto desempenho. De alguns anos para cá, o sistema passou a ser reconhecido por sua maior qualidade: eficiência energética. Na prática, para seu bolso, economia de combustível aliada a boa performance. Por isso, as motorizações turboalimentadas atingem cada vez mais segmentos – incluindo os populares, como é o caso do Up!. Mas será... Leia mais
07 SET
Impressões ao Dirigir: Volkswagen Saveiro Pepper

Impressões ao Dirigir: Volkswagen Saveiro Pepper

Versão esportivada da Saveiro tem o mesmo motor 1.6 MSI das demais opções (Volkswagen/Divulgação) Scoville é o nome da escala criada para medir o grau de ardência dos tipos de pimenta. Esta classificação obviamente não foi pensada para avaliar o desempenho dos automóveis, mas se fossemos inserir a Saveiro Pepper nesta lista, a picape não se sairia tão bem assim. Isso porque a linha Pepper (ou Pimenta, em inglês) não é tão... Leia mais