Novidades

20 NOV

Impressões: novo Audi Q3 adiciona espaço e tecnologia à receita de sucesso

O novo design tem a intenção de acentuar o caráter esportivo (Divulgação/Audi)

Audi mais popular do Brasil já não é mais o mesmo: aqui está o novo Q3. Lançado em 2011, o SUV passou por um facelift em 2014 e agora chega em nova geração com alterações até nos motores – as unidades a gasolina foram “purificadas” e contam com filtro de resíduos particulados, seguindo o mesmo princípio dos motores a diesel.

Os visuais interno e externo têm a clara intenção de acentuar o caráter esportivo. A grade octogonal honra o DNA da marca e segue como grande responsável por dar o tom ameaçador à dianteira.

A nova geração agora tem mais espaço na cabine e no porta-malas (Divulgação/Audi)

Os vincos na parte da frente, sobretudo no capô e para-choque, reforçam o tom dramático da nova geração. No perfil, a maior mudança está na porção traseira. A carroceria mais longa levou à adoção de uma coluna C larga, e essa percepção é acentuada por causa da janela-espia estreita.

A maior massa no pilar traseiro dificulta um pouco a visão do motorista, mas confere mais solidez ao desenho, assim como no VW Golf.

Montagem e materiais são de alto padrão (Divulgação/Audi)

Maior em 10 cm no comprimento e em 2 cm na largura (a altura é quase igual), o novo Q3 se apresenta com proporções bem distintas. A dianteira é menos projetada em relação à cabine, resultando num capô mais curto.

O volume da cabine está maior, por conta do crescimento de 7,7 cm no entre-eixos, o que explica o ganho significativo em espaço para pernas no banco traseiro – há mais espaço para a cabeça, pois a linha de queda do teto só começa atrás do encosto.

O maior ganho, no entanto, pode ser visto um pouco mais atrás. O porta-malas cresceu enormes 215 litros, saltando de 315 para 530. Esse volume pode ser ainda maior, já que as porções traseiras  externas do banco traseiro (tripartido na proporção 40/20/40) correm sobre trilhos e podem ser deslocadas à frente em 15 cm.

O console central voltado para o piloto facilita a consulta à tela e a operação dos comandos (Divulgação/Audi)

Com os três encostos rebatidos, cria-se uma área de 1.525 litros e assoalho totalmente plano. Dependendo da versão, o porta-malas pode oferecer altura variável do piso do porta-malas, rede de retenção de carga, iluminação com leds e abertura elétrica da tampa.

O único ponto negativo que afeta a vida de quem viaja atrás é o túnel no centro do piso, um problema crônico da maior parte dos modelos do Grupo VW.

O espaço atrás é generoso (Divulgação/Audi)

Todos os motores têm quatro cilindros e turbo. Começa com o 1.5 TFSI de 150 cv (no Q3 35 TFSI), com sistema de desativação de cilindros. Depois, vêm os 2.0 TFSI de 190 cv (Q3 40 TFSI) ou 230 cv (Q3 45 TFSI) e o diesel 2.0 de 150 cv (35 TDI).

O câmbio do nosso Q3 será sempre o mesmo: automatizado, com dupla embreagem e sete marchas, com trocas sequenciais. Para cá, a vinda dos Q3 a diesel está descartada.

Fontes ligadas à Audi do Brasil, aliás, dizem que a produção local do Q3 está prestes a ser cancelada e que a nova geração viria só importada, o que está previsto para o segundo semestre de 2019. Portanto, ainda é cedo para falar de preços do Q3, que hoje vai de R$ 154.000 a R$ 225.000.

Rodas são da S-Line, a linha de acessórios oficiais (Divulgação/Audi)

Baseado num conjunto de acoplamento multidisco e assistido eletronicamente, o sistema 4×4 reparte a força enviada às rodas dos eixos dianteiro e traseiro. Em condição de elevada aderência, como a rodagem em asfalto, a tração ocorre prioritariamente nas rodas dianteiras.

Se há um aspecto em que a Audi se tornou referência é a qualidade dos interiores. E o Q3 segue justificando a boa fama. Revestimento, junções, e acabamento de bom nível saltam aos olhos e ao tato. Outro destaque é o sistema multimídia, de série em todas as versões.

Grade ocupa boa parte da dianteira (Divulgação/Audi)

Opcionalmente, você pode levar uma tela de 12,3 polegadas, em vez da de 10,1 polegadas. A tela da central fica em uma moldura octogonal que remete à grade do carro e que cobre quase todo o painel. À esquerda do dele, ficam as novas teclas de luzes, em substituição aos botões giratórios utilizados durante anos.

A nova plataforma (MQB, no lugar da PQ35) melhorou alinhamento de volante, pedais e banco. O prazer à direção é reforçado pelo painel digital que nasceu no atual TT e hoje está em toda a gama. Não é só.

A zona central do console está ainda mais inclinada para o motorista, facilitando visualização da tela e acesso aos comandos. Navegação em tempo real, hotspot de internet, instruções vocais e sistema de conectividade fazem parte do novo Q3, assim como câmeras de visão de 360 graus e recurso ativo de baliza.

Posição de dirigir é destaque no Q3 (Divulgação/Audi)

No test-drive, dirigimos a versão 45 TFSI, com motor 2.0 de 230 cv. A resposta é imediata, com entrega total de força logo acima do regime de marcha lenta. Os 35,7 mkgf de torque estão plenos a apenas 1.500 rpm.

O baixo nível de vibrações e o bom isolamento da cabine reforçam a boa impressão ao volante. Segundo a Audi, esta versão vai de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos e atinge 233 km/h.

A direção progressiva, item de série nesta versão, convence pela resposta rápida e direta, ainda mais em estradas sinuosas, como as que cortam as montanhas do Tirol (Áustria). A desmultiplicação de 11,4:1 e as 2,2 voltas de batente a batente fazem com que até as curvas em gancho sejam contornadas sem mudar a posição das mãos no volante.

Assim, ainda que confirmada a notícia da perda da brasilidade, o Q3 mostra que tem atributos de sobra para se dar bem por aqui.

A evolução do SUV como um todo reflete os benefícios da aplicação de uma plataforma atual.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

17 OUT
Qual é o consumo de combustível real de um Bugatti Chiron?

Qual é o consumo de combustível real de um Bugatti Chiron?

Superesportivo teve o consumo aferido pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (Dominique Fraser/Quatro Rodas) O Bugatti Chiron é daqueles carros extremos que só aparecem de vez em quando. Consegue combinar o luxo de um enorme sedã com o desempenho de um superesportivo. A culpa é do enorme W16 8.0 com quatro turbocompressores e 10 radiadores, que gera 1.500 cv e ?163,2 mkgf de torque. Cavalo que anda é cavalo que bebe. E os 1.500... Leia mais
17 OUT
Ford Ka ganha nova versão intermediária com ESP de série

Ford Ka ganha nova versão intermediária com ESP de série

Nova versão Tecno vem com controles de estabilidade e de tração (Ford/Divulgação) Os Ford Ka e Ka+ ganharam três novas versões na linha 2018. O Ka agora tem duas novas configurações (S e Tecno, ambas com o motor 1.0 TiVCT), enquanto o Ka+ traz a configuração Advanced, disponível somente na motorização Sigma 1.5. O Ka S assume o papel de porta de entrada do hatchback. Por R$ 44.030, a versão sai de fábrica com ar-condicionado,... Leia mais
17 OUT
Polestar declara independência da Volvo com cupê de 608 cv

Polestar declara independência da Volvo com cupê de 608 cv

Parece um Volvo? A Polestar diz que 50% das peças do 1 são inéditas (Polestar/Divulgação) A Polestar pode não ser tão badalada quanto a Mercedes-AMG e a Audi Sport,  mas já é conhecida no mundo da preparação. Famosa por lançar versões esportivas dos modelos Volvo, a empresa resolveu se emancipar e lançou seu primeiro automóvel de passeio desta nova fase. O Polestar 1 é um belo cupê 2+2 (ou seja, com espaço para dois adultos... Leia mais
16 OUT
Guia de usados: Volkswagen Amarok

Guia de usados: Volkswagen Amarok

Todas as versões da Amarok têm motor a diesel (Marco de Bari/Quatro Rodas) A Volkswagen sempre foi conhecida pela dirigibilidade de seus modelos: direção precisa, freios comunicativos e respostas imediatas dos comandos sempre estiveram entre suas virtudes. E não foi diferente com a Amarok. Esqueça o rodar saltitante e barulhento dos utilitários: o conforto e a dirigibilidade da picape feita na Argentina são compatíveis com um bom... Leia mais
16 OUT
Carros com start-stop exigem cuidado redobrado com velas

Carros com start-stop exigem cuidado redobrado com velas

O Uno foi o primeiro modelo nacional a contar com a tecnologia start-stop (divulgação/Fiat) Está cada vez maior o número de carros equipados com sistema start-stop no mercado brasileiro. A tecnologia, que desliga o motor do veículo toda vez que o carro está parado reduz o consumo de combustível e o nível de emissões de poluentes. Entretanto, o start-stop pode gerar desgaste prematuro de algumas peças. Tudo porque o número médio... Leia mais
16 OUT
Caminhão elétrico é uma das poucas novidades da Fenatran

Caminhão elétrico é uma das poucas novidades da Fenatran

Caminhão elétrico tem autonomia de até 200 km (Volkswagen/Divulgação) Quem visitar a 21ª edição da Fenatran esperando ver muitas novidades pode se frustrar. As oito fabricantes que participam do evento no São Paulo Expo entre os dias 16 e 20 de outubro apostam nas séries especiais de modelos conhecidos em vez de investir em produtos totalmente novos. MAN e Volkswagen: A falta de novidades faz da nova linha Delivery a grande... Leia mais