Novidades

28 AGO
Governo autoriza 3 adesões ao Programa de Proteção ao Emprego

Governo autoriza 3 adesões ao Programa de Proteção ao Emprego

O Ministério do Trabalho anunciou nesta sexta-feira (28) que três empresas foram autorizadas a aderir ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) - mecanismo anunciado em julho pelo qual os trabalhadores terão jornada de trabalho reduzida e, também, receberão um salário proporcionalmente menor. O objetivo do programa é evitar a demissão dos empregados.

Foram assinados termos de adesão com a Grammer do Brasil, com a Rassine NHK Autopeças e com a Caterpillar, abrangendo um total de 2.500 trabalhadores. O período de duração dos programas autorizados varia de três a seis meses. A redução da jornada, e dos salários, será de 15% a 20%, dependendo de cada empresa.

“O programa vem atender neste momento importantes setores da economia e também vai fazer com que a gente ganhe um tempo nesse processo de recuperação da capacidade de investimento no país. Restabelecida essa capacidade, voltaremos a gerar novos empregos”, avaliou o ministro do Trabalho, Manoel Dias, durante a cerimônia de assinatura dos termos de adesão, em Brasília.

De acordo com cálculos divulgados pelo Ministério do Trabalho, haverá uma economia de mais de R$ 6 milhões, no pagamento do seguro-desemprego, ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Caso esses trabalhadores fossem demitidos, informou o governo, haveria um gasto de R$ 11,5 milhões com seguro-desemprego. Com a adesão ao Programa de Proteção ao Emprego, serão utilizados R$ 5,7 milhões.

"O programa vai proporcionar a manutenção dos empregos desses 2.500 trabalhadores, além de manter essas empresas em processo de produção”, avaliou o ministro do Trabalho. Segundo Manoel Dias, a modernização das relações de trabalho implica em agilidade e benefício para a nação.

O Ministério do Trabalho informou ainda que existem outras sete empresas que já manifestaram interesse em aderir formalmente ao Programa de Proteção ao Emprego. De acordo com o governo, seus processos estão na fase de acordos sindicais, que precisam ser previamente fechados com os trabalhadores.

Programa de Proteção ao Emprego
O PPE propõe diminuir em até 30% as horas de trabalho, com redução proporcional do salário pago pelo empregador, apenas em empresas que estejam em dificuldades financeiras em caráter temporário.

A medida é uma alternativa ao lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho por cinco meses), com a diferença de que, nela, o trabalhador não perde o vínculo de emprego

As empresas que aderirem ao PPE não poderão dispensar de forma arbitrária ou sem justa causa os empregados que tiveram a jornada de trabalho reduzida temporariamente enquanto vigorar a adesão. No final do período, o vínculo trabalhista será obrigatório por prazo equivalente a um terço do período de adesão.

O período de validade para a utilização do programa não poderá ultrapassar 12 meses. As empresas e os trabalhadores deverão fixar a adesão ao PPE por um acordo coletivo específico, em que a empresa deverá comprovar situação de dificuldade econômico-financeira.

O governo estima que o programa vai gerar um custo de R$ 112,5 milhões em 2015 e preservar o emprego de 50 mil trabalhadores com salário médio de R$ 2,2 mil. Segundo o governo, a medida estimula a produtividade com o aumento da duração do vínculo trabalhista e fomenta a negociação coletiva.

As empresas terão até o final do ano para aderir ao programa. Segundo o governo, o objetivo é manter os empregos e preservar o saldo do FGTS do trabalhador, garantindo todos os benefícios trabalhistas, inclusive o seguro-desemprego.

O programa vale para empresas de todos os setores em dificuldades financeiras. Para participar, as empresas terão que comprovar 'índice' de geração de empregos e precisarão esgotar primeiro a utilização do banco de horas e períodos de férias, inclusive coletivas.

As empresas terão que comprovar com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), estar dentro de um indicador chamado Indicador Líquido de Emprego.

Impacto da recessão no emprego preocupa, diz ministro
Manoel Dias, disse que o impacto da recessão no nível de emprego preocupa, mas acrescentou que o governo tem tomado ações para melhorar a economia.

Segundo ele, o país “não está saindo do zero”. “O Brasil hoje é a sétima potência industrial do mundo. Ainda é um dos países mais importantes dos investimentos estrangeiros, oferecendo segurança e capacidade de retorno", disse o ministro.

"Nos preocupa [a recessão e seu impacto sobre o emprego]. Mas o governo tem tomado ações e medidas no sentido de recuperar a posição anterior a essa dificuldade e somados a um discurso pessimista, que tenta negar que o Brasil é hoje um outro pais”, concluiu Dias.

 

Fonte: G1

Mais Novidades

19 JUN
Volkswagen convoca recall do Golf no Brasil

Volkswagen convoca recall do Golf no Brasil

A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira (19) um recall de 852 unidades do Golf 2014 no Brasil. Segundo comunicado, uma falha na bomba de combustível pode fazer o motor desligar repentinamente, com risco de acidentes graves.   RECALL Saiba como funciona para veículos entenda seus direitos chamados de 2015 ... Leia mais
18 JUN
Colecionador reúne 2 mil Fuscas entre miniaturas e carros em tamanho real

Colecionador reúne 2 mil Fuscas entre miniaturas e carros em tamanho real

Se esses Fuscas falassem, histórias não faltariam para contar. Sob os cuidados do colecionador Francisco Varca Júnior, de 62 anos, estão guardados carros em tamanho real e miniaturas, frutos de uma coleção de três décadas. São mais de dois mil Fuscas guardados com cuidado em uma casa de temporada em Campos do Jordão (SP). A coleção também inclui uma Kombi e outras 1,2 mil miniaturas do mesmo veículo. Na propriedade, no meio da Serra da Mantiqueira, os modelos estão guardados... Leia mais
17 JUN
Land Rover desenvolve carro que pode ser guiado pelo smartphone

Land Rover desenvolve carro que pode ser guiado pelo smartphone

Você já imaginou pilotar seu próprio carro da vida real com um controle remoto? Se ainda não, a Jaguar Land Rover espera que você faça isso nos próximos anos. A empresa mostrou na terça-feira (16) um protótipo que pode ser guiado por comandos no smartphone. Assista ao vídeo (em inglês). A tecnologia faz parte do desenvolvimento de carro autônomos, que move grande parte das montadoras atualmente, além de gigantes de outras áreas, como Google e Apple, o que deixa os... Leia mais
16 JUN

Guia Prático #117: Como evitar choques elétricos dentro do carro

Em fevereiro um motorista morreu eletrocutado em São Paulo, por causa de um fio que caiu sobre o carro. Se for surpreendido por uma forte chuva com raios enquanto estiver dirigindo, você sabe o que fazer? O Guia Prático desta terça-feira (16) traz dicas de como agir nestas situações. O Guia Prático é uma série de vídeos do G1 que reúne dicas de especialistas sobre mecânica, condução, segurança e tecnologia para carros e motos. A publicação é às terças e quintas.  ... Leia mais
15 JUN

Honda convoca mais 1,3 milhão de carros nos EUA por falha em airbag

A Honda chamou mais 1,3 milhão de carros, nesta segunda-feira (15), o recall do airbag defeituoso produzido pela Takata. Como a formecedora japonesa atende também a outras marcas, o problema já provocou a convocação de 36 milhões de automóveis no mundo inteiro, com modelos produzidos na década passada. O mega-recall já gerou chamados também no Brasil, pela Honda, Toyota e Nissan. A falha no equipamento pode fazer com que pedações de metal se soltem quando a bolsa abre, e... Leia mais