Novidades

30 OUT

Sedãs automáticos por menos de R$ 60.000: Voyage x Ka x Prisma x Etios

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Câmbio automático deixou de ser artigo de luxo há alguns anos. Se tornou algo tão democrático que não é preciso recorrer às versões mais caras dos compactos para ter esse conforto cada vez mais requisitado.

Reunimos os sedãs compactos com câmbio automático mais baratos do Brasil: Volkswagen Voyage, Chevrolet Prisma, Ford Ka Sedan e Toyota Etios Sedã em suas versões mais básicas.

Não fosse pelo aumento de R$ 600 no preço do Prisma às vésperas do fechamento desta reportagem, todos eles custariam menos de R$ 60.000.

E foi justamente pelo preço que Hyundai HB20S Comfort Plus (R$ 64.650), Fiat Cronos GSR (R$ 63.990) e Nissan Versa SV CVT (R$ 62.490) ficaram de fora. Assim, restaram só carros com transmissão automática convencional.

O Volkswagen Voyage trocou o câmbio automatizado I-Motion pelo bom automático Tiptronic, que veio do antigo Golf 1.6. Para o Ka Sedan, porém, não ter pedal de embreagem é algo inédito.

Agora é hora de ver quais desses sedãs de entrada levam a melhor em itens como desempenho, espaço interno, conforto e, principalmente, segurança. Afinal, são carros para você e sua família.

Prisma tem a menor distância do solo (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Não há Prisma automático mais em conta que o Advantage. Por R$ 60.590, tem apenas o essencial: rádio com Bluetooth, direção elétrica, ar-condicionado, travas, retrovisores e vidros elétricos dianteiros.

O porta-malas com abertura elétrica no painel e pela chave foi mantido, bem como o monitor de pressão dos pneus – uma luz acende no quadro de instrumentos quando a pressão está baixa.

Em relação ao Prisma LT 1.4 automático das fotos (a Chevrolet não tinha o Advantage para empréstimo), que custa R$ 64.990 — ou R$ 4.400 mais caro —, o Advantage não traz central multimídia MyLink.

Volante multifuncional e central multimídia são da versão LT (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Também faltam volante multifuncional, sensor de estacionamento, câmera de ré, computador de bordo, iluminação do porta-luvas, alças no teto e as rodas de liga leve aro 15 – trocadas por rodas de aço com calotas cinza.

O Prisma é um carro bom de andar, com suspensão bem acertada. Não transmite tanto os buracos e irregularidades do asfalto e segura bem a carroceria em curvas. O que joga contra o Prisma é seu projeto.

Embora seja mais espaçoso que o Voyage no banco traseiro, na frente o motorista e o carona têm bancos curtos e com pouco apoio lateral. Além disso, são altos e o ajuste de altura do motorista não tira a sensação de estar muito próximo do teto.

Dessa forma, comandos de ar-condicionado, vidros elétricos e até a central multimídia ficam um pouco fora do alcance das mãos.

Porta-malas tem 500 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O motor 1.4 8V flex já passou por algumas atualizações desde 1994, quando estreou no Corsa. Hoje vive uma relação quase estável com o câmbio GF6, de seis marchas com trocas sequenciais por botões na alavanca, que é rápido, mas não muito suave nas trocas.

Essa combinação resultou no segundo melhor consumo urbano, 12,3 km/l — fica atrás apenas dos 12,7 km/l do Voyage. Contudo, empatou com o Etios Sedan, que tem a desvantagem de ter quatro marchas, no pior consumo rodoviário – 15 km/l.

O Prisma também foi o mais lento: precisou de 13,3 s para chegar aos 100 km/h.

Logotipo na tampa identifica o novo câmbio (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Enfim, o Volkswagen Voyage se livrou do câmbio automatizado I-Motion. Lançado em 2009, tinha a proposta de ser uma alternativa barata aos automáticos convencionais.

Um sistema eletro-hidráulico era instalado no câmbio manual para fazer as trocas automaticamente. Mas não era barato. Nem bom.

Para ter uma ideia, antes de morrer o I-Motion custava R$ 3.300. O novo câmbio automático com conversor de torque e seis marchas aumenta a conta em R$ 3.170, para R$ 59.990.

Esse câmbio chegou ao Voyage em julho, logo após ganhar a frente robusta da Saveiro. Está combinado a um motor diferente: enquanto a versão manual continua com o velho motor 1.6 8V EA111, de 104 cv e 15,6 mkgf, o automático usa o 1.6 16V da família EA211, que rende até 120 cv e 16,8 mkgf de torque.

Central multimídia e volante multifuncional vêm em pacote de R$ 2.000 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Ele não tem duplo comando de válvulas variável como os 1.5 de Etios e Ka, mas registrou os melhores números de consumo: 12,7 km/l no ciclo urbano e impressionantes 17,8 km/l no rodoviário.

Há uma explicação: em Drive, o câmbio preza por antecipar as trocas e tornar a condução mais eficiente e confortável.

Em modo Sport, porém, o Voyage ganha fôlego, com o motor chegando perto da faixa vermelha do conta-giros antes de realizar a troca. Mesmo assim, foi de 0 a 100 km/h no tempo do Etios: 12,6 s.

O Voyage tem poucos equipamentos de série. Destaque para ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, banco do motorista com ajuste de altura, preparação para sistema de som com fiação e rodas de aço aro 15 com calotas.

Porta-malas tem 480 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A direção hidráulica, exclusividade do VW neste comparativo, rendeu uma dor de cabeça: a correia da bomba hidráulica (independente daquela de acessórios) se rompeu na estrada na volta da pista de testes e a direção ficou sem assistência.

Faróis de neblina, vidros elétricos traseiros, retrovisores elétricos e ajuste de altura e profundidade do volante estão em pacote opcional de R$ 3.000. Central, volante multifunção e computador de bordo estão em outro, de R$ 2.000.

Para-choque com saída de ar é novo (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No que diz respeito a motor e câmbio, o Ford Ka Sedan está muito bem servido.

Com a reestilização sofrida este ano, ganhou o conjunto mecânico do EcoSport: 1.5 três cilindros com duplo comando de válvulas variável de 136 cv e 16,1 mkgf, fazendo par com o câmbio automático de seis marchas 6F15.

É um conjunto que tem fôlego de sobra para levar a família.

As saídas ágeis e respostas rápidas ao pedal de acelerador empolgam. Mesmo com as marchas avançando rápido, parece sobrar torque a todo momento.

Painel do Ka teve poucas mudanças na reestilização (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Não à toa, fez bonito na pista: 0 a 100 km/h em 11,2 s e as melhores retomadas dos quatro sedãs testados. Mas o motor mais moderno teve consumo pior que o do Voyage: 11,8 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada.

A variação do peso da direção elétrica é grande: levinha em manobras e pesada o suficiente acima de 60 km/h para passar bastante segurança. Mas a calibração da suspensão, focada em absorver buracos e irregularidades da pista, lembra que esse sedã não é um esportivo.

O interior passa a sensação de amplitude. O teto é alto e o posto de comando do motorista é afastado do para-brisas, sem contar que os bancos dianteiros, por suas dimensões, parecem ter vindo de um carro de segmento superior.

Acesso ao porta-malas pequeno, mas a tampa tem abertura pantográfica (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O espaço traseiro só não supera o do Etios, seja no vão para as pernas, seja para os ombros. Mas o porta-malas, com 445 litros de capacidade, é o menor dos quatro e tem o menor vão de acesso ao compartimento.

Como o Prisma, o Ka Sedan SE tem rádio com Bluetooth e volante com ajuste de altura. A lista de equipamentos de série ainda inclui ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, computador de bordo, banco do motorista com ajuste de altura e os faróis de neblina e piloto automático, que só ele tem.

O preço é o mesmo do Voyage: R$ 59.990. Apesar do bom conjunto, o Ford Ka Sedan não leva essa por um motivo simples: controles de estabilidade e tração só estão disponíveis na versão Titanium, de R$ 70.990. Spoiler: o Etios Sedã tem.

Lanternas fumês são de série no Etios Sedan (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A Toyota enxugou as versões do Etios após o lançamento do Yaris. Com o fim das XLS e Platinum, restaram o Etios X e o X-Plus.

Mesmo o básico Etios X, de R$ 59.290, tem controles de estabilidade e tração, e assistente de partida em rampa, que não existem em nenhuma das configurações de Prisma e Voyage, nem no Ka SE. E ainda é o mais barato dos quatro modelos aqui reunidos.

A diferença de R$ 700 para os demais pagaria a instalação do rádio e dos alto-falantes – a antena no teto ele já tem.

De série, há direção elétrica, computador de bordo, ar-condicionado com saída para o porta-luvas, retrovisores com ajuste elétrico, banco do motorista com ajuste de altura e vidros elétricos dianteiros e traseiros são equipamentos de série.

O X-Plus das fotos substitui as rodas de aço aro 14 pelas de liga leve aro 15 e ainda soma rádio com Bluetooth, volante multifuncional com ajuste de altura, repetidores de seta nos retrovisores e piloto automático, mas custa R$ 63.990.

Etios tem quadro de instrumentos digital como equipamento de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Apesar da simplicidade, o Etios Sedã é um bom carro familiar. Para quem vai na frente, bancos largos e com bom apoio para as coxas.

Atrás, espaço de sobra para a cabeça e as pernas, muito em virtude de os encostos dianteiros serem estreitos. O porta-malas, com 562 litros de capacidade, é, de longe, o maior.

A combinação do motor 1.5 16V com duplo comando de válvulas variável, de 107 cv e 14,7 mkgf, com o mesmo câmbio automático de quatro marchas da geração passada do Corolla é agradável.

Embora o menor número de marchas limite seu desempenho (vide os piores números de retomada entre os quatro), o câmbio tem funcionamento suave e responde rápido ao acelerador.

Com 562 litros de capacidade, é o maior porta-malas do comparativo (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O que faz falta é a opção de trocas sequenciais, seja na alavanca ou em borboletas.

A suspensão é confortável na medida certa para manter a estabilidade em qualquer situação, mas a direção desmultiplicada não inspira nenhuma esportividade. Esta nunca foi a intenção do Etios Sedã.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

18 OUT

Teste: Novo VW Jetta se esforça para se desvencilhar do Virtus

Sedã cresceu 4,3 cm no comprimento e 2,1 cm na largura, totalizando 4,7 m x 1,8 m (Christian Castanho/Quatro Rodas)O novo VW Jetta estreia agora no Brasil. Ao contrário do antecessor, dono de um visual bem-comportado, o modelo chega à sétima geração com estilo ousado.Na dianteira, a grade antes horizontal e discreta cresceu e ficou trapezoidal – remete ao sedã Arteon, comercializado na Europa. E, na lateral, os balanços dianteiro e traseiro deixaram de ser proporcionais e... Leia mais
18 OUT

BMW revela o inédito X7, maior SUV já produzido pela marca

A BMW revelou oficialmente o inédito X7. Anunciado em 2016, o modelo ganhou um conceito homônimo em 2017 e passou a ser flagrado em testes nos últimos meses. Para 2019, a previsão é de que o maior SUV já feito pela marca chegue ao Brasil. Além do visual, o X7 também passará a ditar as regras para os aparatos tecnológicos da linha X. Entre seus equipamentos, há quadro de instrumentos digital com tela de 12,3 polegadas, assistente pessoal/concierge, faróis de laser com alcance... Leia mais
18 OUT

Honda inicia pré-venda da GL 1800 Gold Wing 2019 partindo de R$ 136.550

A Honda anunciou o início das vendas do modelo 2019 de sua moto mais cara no Brasil. Apresentada no Salão Duas Rodas 2017, a nova GL 1800 Gold Wing pode ser encomendada a partir do próximo dia 22 de outubro por valores que começam em R$ 136.550. Veja os preços: GL 1800 Gold Wing: R$ 136.550GL 1800 Gold Wing Tour: R$ 156.550 De acordo com a montadora, as primeiras unidades serão entregues apenas em fevereiro de 2019. Esta nova geração da Gold Wing traz as mais profundas... Leia mais
17 OUT

Longa Duração: conectar o celular no VW Virtus é tarefa árdua

Entrada USB: atrás do câmbio, no fundo do porta-objetos (Péricles Malheiros/Quatro Rodas)Quase todas as anotações dos usuários do Virtus são positivas. As mais comuns: “Nem parece que o motor é 1.0”, “Na cidade, a suspensão é um pouco dura, mas na estrada o comportamento é excelente”, “O nível de espaço é ótimo na cabine e no porta-malas”.Mas há um ponto negativo que, com o passar do tempo, tem ganhado destaque: a dificuldade para conectar o cabo do celular à porta... Leia mais
17 OUT

Concessionária dos EUA mandava cartas de falsos recalls para atrair consumidores à oficina

Uma rede de concessionárias dos Estados Unidos enviou 21 mil cartas a proprietários de veículos da Toyota e da Nissan, anunciando falsos recalls. Ela foi acusada de enganar os consumidores para atrai-los para suas oficinas. A prática aconteceu entre 2015 e 2017 e foi denunciada pela FTC, a agência reguladora do comércio no país, equivalente ao Cade no Brasil. Os avisos foram impressos eram em papel vermelho com letras garrafais e falavam em urgência. Mas a maioria dos... Leia mais
17 OUT

Condição das rodovias brasileiras melhora, mas número de trechos com risco aumenta, diz CNT

Estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que mais da metade dos 107.161 quilômetros de rodovias brasileiras apresenta algum tipo de problema. Segundo a pesquisa CNT Rodovias, 57% da malha rodoviária brasileira foi classificada como regular, ruim ou péssima. Dos mais de 107 mil quilômetros pesquisados, 21,8% foram considerados ruins ou péssimos. Apesar de considerar que o resultado da análise é insatisfatório, a CNT aponta que a condição geral... Leia mais