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30 OUT

Candidata a rival da Tesla, Faraday Future vê saída de cofundador em meio a crise financeira

O cofundador da Faraday Future, montadora americana especializada em carros superesportivos elétricos que pretende rivalizar com a Tesla, deixou a empresa nesta terça-feira (30).

A saída de Nick Sampson acontece em meio a uma crise financeira e uma disputa judicial com o principal investidor da montadora, um grupo de saúde chinês chamado Evergrande, que planejava injetar US$ 2 bilhões na companhia.

Forte no marketing, com apresentações inclusive na CES, a maior feira de tecnologia do mundo, a Faraday ainda não iniciou a produção em série de seus carros. Por enquanto, só mostrou conceitos.

Crise financeira

A montadora americana foi criada em 2014 por Sampson em parceria com o bilionário chinês Jia Yueting, que deixou outros negócios para focar na fabricante de superesportivos elétricos.

Em junho passado, a Evergrande, que pertence ao terceiro homem mais rico da China, Hui Ka Yan, anunciou a intenção de investir na Faraday.

Um tempo depois, Jia Yueting decidiu entrar na Justiça contra a investidora, alegando que a Evergrande parou de colocar dinheiro na Faraday após um primeiro aporte, mesmo após a montadora cumprir com as condições acordadas. E que a empresa também estava impedindo a fabricante de carros que obter financiamento junto de outras fontes.

A Evergrande nega as acusações, segundo a agência Bloomberg. A disputa está sendo arbitrada na corte de Hong Kong.

Outra baixa

Além de Sampson, o vice-presidente de produto e tecnologia, Peter Savagian, também pediu demissão da Faraday.

"As medidas recentes tomadas pela Evergrande estão fazendo a FF passar por problemas financeiros muito graves", disse a montadora, em comunicado.

E, como Jia Yueting, o bilionário que fundou a montadora junto com Nick Sampson, teve seus bens congelados por conta dessa disputa judicial, a empresa diz que está sendo obrigada a tomar "ações muito difíceis, porém, necessárias".

A montadora está oferecendo a alguns funcionários uma licença não-remunerada para os próximos 2 meses. Além disso, anunciou cortes de até 20% nos salários.

Fonte: G1

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