Novidades

29 OUT

Teste: Mercedes-Benz C 180, caro mas sem vigor

O sistema de estacionamento tem seis sensores por para-choque (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O primeiro contato com o Mercedes C 180 é promissor. Mesmo no modo de condução Comfort, o sedã anda com um vigor que não condiz com o esforçado (e limitado) 1.6 turbo de 156 cv e 25,5 mkgf.

A sensação é de que a adição do câmbio automático de nove marchas (duas a mais que o anterior) deu ao mais barato dos Classe C o desempenho que faltava para acompanhar o Audi A4 (190 cv) e BMW 320i (184 cv), dupla que é mais potente e custa menos que os R$ 178.900 sugeridos pelas versões Avantgarde e Exclusive.

A central multimídia não tem integração para celulares (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Ambas têm o mesmo pacote de equipamentos, se diferenciando apenas pela estrela: sobre o capô na Exclusive e na grade na Avantgarde. Mas, em nossos testes, todo esse fôlego aparente não se mostrou na prática.

Multimídia não é touchscreen (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Controle da central multimídia é feito no console (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Em todas as provas, o C 180 com nove marchas teve números idênticos à versão anterior. No 0 a 100 km/h e na retomada de 60 a 100 km/h, a versão mais nova foi até mais lenta, apesar da diferença decimal – 0,36 s e 0,23 s, respectivamente.

O Mercedes vai de 0 a 100km/h em 0,36 s (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Mais notável foi a melhoria no consumo, em que as marchas extras fizeram a diferença. O C 180 2018 obteve 15,6 km/l no ciclo rodoviário e 11,2 km/l no urbano, enquanto a versão antiga registrou 14,4 km/l e 10,5 km/l.

Outro contraste é o pacote de equipamentos de série. Além do básico ESP e múltiplos airbags, há ar-condicionado digital de duas zonas, sistema multimídia controlado por touchpad e até assistente de estacionamento automático.

Os faróis, totalmente de led, não são adaptativos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Só que os bancos dianteiros são parcialmente elétricos: um botão altera a distância do assento, mas a regulagem do encosto é feita manualmente por ajuste milimétrico. A chave é “meio” presencial. Você precisa tirá-la do bolso para abrir o carro, mas não para ligar o motor, que pode ser acionado por botão.

Exotismos de lado, o Classe C segue como um legítimo Mercedes. Não há carência de equipamentos que ofusque o bom acabamento, que reúne uma boa quantidade de materiais emborrachados, apesar do excesso de plástico em preto brilhante.

Botão de partida pode ser removido para expor o miolo de ignição a quem preferir usar a chave (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A suspensão macia não transpira desempenho em um primeiro momento, mas pode surpreender quem busca uma dinâmica mais afiada.

O melhor, no entanto, é pegar a estrada com a família, aproveitando o isolamento acústico mais eficiente (por conta das últimas marchas longas) e o espaço interno para levar quatro adultos com conforto de sobra.

Espaço é amplo (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Túnel incomoda quem for no meio (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Mercedes-Benz C 180 continua não sendo o sedã mais equipado ou rápido do segmento, apesar de ser mais caro. Mas o modelo entrega uma sensação real de solidez, além do status ainda consagrado da marca alemã.

A câmera de ré fica embutida atrás da régua cromada (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A solução atual é tão bem resolvida que sua reestilização é quase tão discreta quanto a diferença de desempenho do novo câmbio automático.

O novo câmbio não deixou o C 180 mais rápido, mas melhorou o consumo de combustível. A falta de itens básicos contrasta com o bom acabamento.

*Dado de fáfrica

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

21 NOV
Teste: era câmbio automático o que faltava ao Volkswagen Virtus 1.6 MSI

Teste: era câmbio automático o que faltava ao Volkswagen Virtus 1.6 MSI

Visual do Virtus 1.6 é bastante próximo do das versões mais caras  (Christian Castanho/Quatro Rodas)Visual do Virtus 1.6 é bastante próximo do das versões mais caras (Christian Castanho/Quatro Rodas)Lançado em janeiro de 2018, o Virtus chegou tendo como destaque a oferta de espaço, tanto na cabine como no porta-malas, com  volume de 521 litros. O problema era o catálogo de versões. A Highline, top de linha, custava R$ 10.800 a mais do que o Polo na mesma versão – hoje, o degrau... Leia mais
21 NOV

Volvo terá stand sem carros no Salão de Los Angeles

Escultura com a frase This is Not a Car será o ponto central do estande da Volvo (Volvo/Divulgação)Enquanto as montadoras começam a revelar seus lançamentos para o Salão de Los Angeles, que abre as portas ao público no próximo dia 30 de novembro, a Volvo anunciou uma estratégia ousada para o evento.A marca sueca não terá nenhum carro em seu stand. O ponto central será uma grande escultura com os dizeres “This is Not a Car” – Isto Não é um Carro.Espaço da marca terá apenas... Leia mais
21 NOV

Fiat Toro será vendida como RAM na Colômbia

Picape é uma Toro com logotipos diferentes (Divulgação/Ram)Na falta de uma nova geração da Dakota, a RAM se vira com o que tem. Durante o Salão de Bogotá, a FCA anunciou que venderá a Fiat Toro na Colômbia. Mas será com outro nome: RAM 1000.Não é a primeira vez que a RAM faz isso. A Fiat Strada é vendida como no México como RAM 700, enquanto a Fiorino se chama RAM ProMaster Rapid por lá. Em alguns mercados da Ásia ainda existe a RAM 1200, que nada mais é do que uma Mitsubishi... Leia mais
21 NOV

Alemão perde carteira de motorista minutos depois de passar em teste de direção

Um alemão conseguiu perder sua carteira de motorista menos de uma hora depois de ter adquirido o direito de conduzir. O jovem de 18 anos dirigiu a 95 km/h numa zona com um limite de 50 km/h, o que foi suficiente para suspender sua habilitação, comunicou a polícia alemã na terça-feira (20). Um radar de velocidade detectou o veículo na cidade de Iserlohn, próxima de Dortmund, na Renânia do Norte-Vestfália. Quando a polícia parou o veículo, encontrou um motorista de 18 anos e... Leia mais
21 NOV

Longa Duração: revisão tenta eliminar barulheira do Renault Kwid

Tem fonte de ruído nova no Kwid: uma braçadeira encostando na ventoinha (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)Está difícil ter neste espaço um texto de elogios ao Kwid. A cada edição, um novo ruído assola o compacto. No mês anterior, nosso consultor técnico, Fabio Fukuda, descobriu uma nova fonte de barulho: era a chapa defletora de calor, deslocada do ponto original, passou a resvalar no abafador traseiro do escapamento. Como a marca dos 20.000 km já estava próxima, deixamos para pedir... Leia mais
21 NOV

Carlos Ghosn: a delação premiada que desconstrói o 'herói' de mangá japonês e 'titã' dos automóveis

Os japoneses buscam novos adjetivos para definir Carlos Ghosn, o executivo preso nesta semana em Tóquio por sonegação fiscal e uso de ativos da empresa para fins pessoais. Até antes do escândalo vir à tona, o franco-brasileiro de 64 anos era venerado como o herói que salvou a montadora Nissan da bancarrota duas décadas atrás. Apesar do remédio amargo que aplicou, com a demissão de 21 mil trabalhadores, redução do número de fornecedores e fechamento de fábricas, Ghosn... Leia mais