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12 OUT

Micro-ônibus que dirige sozinho dá 'carona' aos visitantes do Salão de Paris

Ao contrário do Salão do Automóvel de São Paulo, onde os expositores ficam dentro de um único e grande pavilhão, a mostra de Paris divide as marcas em vários galpões, nem sempre próximos uns dos outros.

Aproveitando a oportunidade, a empresa francesa Navya (expositora no setor de tecnologia do salão) resolveu disponibilizar uma “carona” para os visitantes da feira. Para isso, colocou uma espécie de micro-ônibus autônomo e elétrico para rodar entre pavilhões secundários do Expo Porte de Versailles.

Chamado de Trapizio, ele foi desenvolvido para preencher a lacuna conhecida como “first and last mile”, ou primeira e última milha – as fases iniciais e finais de um deslocamento. Segundo a criadora do veículo, ele já opera em 14 locais ao redor do mundo, em cidades como a própria Paris, além de Las Vegas (onde foi atingido por um caminhão em seu primeiro dia de operação) e Sydney.

O G1 embarcou no simpático veículo vermelho, em um trajeto de menos de 1 km no Salão de Paris. O Trapizio pode levar até 15 passageiros (11 sentados e 4 de pé). Ele tem 4,75 metros de comprimento e 2,90 m de entre-eixos, medidas semelhantes às do novo BMW Série 3, também mostrado no Salão de Paris. A velocidade máxima é de 25 km/h.

Por questões de segurança, há um operador a bordo. Ele pede que todos os passageiros fiquem sentados, pois o veículo pode parar de forma abrupta. Além disso, em situações de emergência, o “condutor” tem um joystick semelhante ao de um videogame, para intervir, se necessário. Durante a demonstração, ele não permitiu que fossem feitas imagens do aparelho.

No trajeto de cerca de 10 minutos, houve duas situações em que o veículo freou bruscamente – sempre quando outro veículo vinha de encontro. Ainda assim, o auxiliar dentro do veículo permaneceu imóvel. Após o outro veículo sair do caminho, o Trapizio seguiu sua rota.

Ao chegar e sair de uma parada, o veículo ainda emite um alerta sonoro, para que todos ao seu redor fiquem atentos.

No fim das contas, mesmo com alguns percalços, o Trapizio mostra que as soluções de mobilidades podem envolver veículos em ambientes com grande movimentação. Para isso, falta um "ajuste fino" para que os trajetos sejam feitos de forma mais fluida.

Fonte: G1

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