Novidades

27 SET

Clássicos: 365 GT 2+2, a subcelebridade da Ferrari

Com quase 5 metros, a 365 GT era grande até para os padrões americanos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Enzo Ferrari sabia que o sucesso nas pistas nem sempre paga contas. Maiores e mais pesados, os modelos artesanais da série America foram criados nos anos 50 para agradar o mercado americano, mas o fluxo de dólares para Maranello só se intensificou na década seguinte, com a produção em larga escala dos modelos 250 GTE 2+2, 330 GT 2+2 e 365 GT 2+2.

Por mais herético que possa soar, o fato é que a Ferrari 250 GTE 2+2 foi uma evolução pouco refinada da 250 GT Coupé. A primeira Ferrari realmente comprometida com o conforto de quatro ocupantes foi a 330 GT 2+2, com 5 cm a mais de entre-eixos e um interior todo reconfigurado.

Rádio, vidros elétricos e ar-condicionado na última Ferrari equipada com volante Nardi de madeira (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Estrela do Salão de Paris de 1967, a 365 GT 2+2 representou a maturidade desse conceito. Ela sucedeu de uma só vez tanto a 330 GT 2+2 quanto a 500 Superfast, esta última famosa pelo enorme V12 5.0, bem ao gosto dos americanos.

Foi a primeira Ferrari com direção hidráulica e ar-condicionado de série, além de bitolas alargadas para acomodar melhor o motorista e mais três passageiros.

Quatro saídas de escape davam vazão aos 320 cv gerados pelos 12 cilindros e três carburadores Weber 40 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O cinzeiro no apoio de braço central eliminava qualquer dúvida: o banco traseiro era destinado a adultos, resolvendo a limitação da berlineta 330 GTC e seus dois lugares.

O estilo de Aldo Brovarone seguia o mesmo padrão definido para a 500 Superfast e trazia elementos da 365 California, conversível, apresentada no Salão de Genebra de 1966.

A fábrica Pininfarina em Grugliasco era responsável pela montagem da carroceria sobre o chassi tubular de aço.

Só depois a 365 GT 2+2 retornava para instalação dos componentes mecânicos em Maranello. Motor e transmissão recebiam um cuidado especial na montagem, isolados da estrutura por coxins especiais.

Farol coberto de acrílico na versão original (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A tradição estava presente até no batismo: seu nome fazia alusão ao volume de 365 cm³ em cada cilindro do V12 desenvolvido por Gioacchino Colombo.

Utilizava a mesma arquitetura empregada na 330 GT 2+2, mas com cilindros maiores, que elevaram a cilindrada para 4,4 litros, mas sem ganho expressivo de potência.

Esse aumento tinha um objetivo claro: dirigibilidade em baixas rotações, ao gosto dos americanos.

Mais rápida que a 250 GTE 2+2, só ficava atrás da 330 GT 2+2 em função do peso: os 42,5 mkgf a 5.000 rpm impulsionavam uma Ferrari com mais de 1,5 tonelada.

A velocidade máxima era atingida em quinta marcha, pouco abaixo dos 320 cv a 6.600 rpm.

A velocidade máxima era atingida em quinta marcha, pouco abaixo dos 320 cv a 6.600 rpm (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O peso também sobrecarregava os discos de freio Girling ventilados, mas seu comportamento dinâmico era notável em função da suspensão por braços duplos assimétricos nos dois eixos.

Desenvolvida pela Koni, a suspensão traseira tinha nivelamento automático por sistema hidropneumático para compensar o peso dos quatro ocupantes e sua bagagem.

A imprensa especializada o colocava em paridade com a 330 GTC, exaltando o baixo nível de vibrações e o equilíbrio entre motor, direção e suspensão.

As rodas de alumínio eram fornecidas pela Campagnolo, mas havia opção de rodas raiadas Borrani ou de magnésio Cromodora, sempre montadas em pneus radiais Pirelli Cinturato 205VR15 CN72.

As rodas de alumínio eram fornecidas pela Campagnolo (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Os principais rivais eram Maserati México e Monteverdi High Speed 375L, com personalidades bem distintas. Ambos traziam motores V8 de baixa rotação e câmbio automático (item de série no Monteverdi).

Outro contemporâneo era o Lamborghini Islero, um V12 produzido no quintal de Maranello mas sem o mesmo prestígio.

Entre todas Ferrari, era a única vendida nos EUA, onde precisou se submeter ao crivo da Administração Nacional de Segurança de Tráfego nas Estradas (NHTSA) e Agência de Proteção Ambiental (EPA).

Os limites de emissão de poluentes foram atingidos com a adição de um sistema de injeção secundária de ar fornecido pela General Motors.

Fabricado em 1967, este modelo integra o acervo da FBF Collezione. Encerrada em 1971, a produção da 356 GT 2+2 atingiu 800 unidades, metade de toda a produção de Maranello no período.

Um número abaixo do conquistado pela 250 GTE 2+2 (957) e pela 330 GT 2+2 (1000), mas importante para amenizar a crise que assolou a Ferrari no final dos anos 1960.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

26 JAN

BMW anuncia recall de M3 e M4 para substituir eixo cardã

A BMW anunciou um novo recall no Brasil para os modelos M4 Coupé, M4 GTS e M3 Sedan, todos fabricados em 2016. Eles podem apresentar problemas no acoplamento do eixo cardã ao diferencial traseiro. Há poucos dias, a marca iniciou uma campanha para modelos de até 25 anos. De acordo com a fabricante, as 33 unidades envolvidas podem ter o desprendimento do eixo cardã ao diferencial traseiro pela pouca resistência do material utilizado no dispositivo de acoplamento das peças. ... Leia mais
25 JAN

Jac iEV 40 está em pré-venda no Brasil por R$ 139.990

A Jac Motors começou nesta sexta-feira (25) a pré-venda do seu primeiro modelo elétrico no Brasil, o iEV 40. Ele terá suas primeiras unidades entregues em junho e chega R$ 10 mil mais caro em relação ao divulgado anteriormente - agora, custa R$ 139.990. Baseado no T40, o iEV 40 (antes tratado por E40) é equipado com um motor elétrico de 115 cavalos de potência e 27,5 kgfm de torque entregues de forma instantânea. Segundo a fabricante, a autonomia de uma carga chega a 300 km... Leia mais
25 JAN

BMW inicia pré-venda do novo X5 a partir de R$ 449.950

A BMW iniciou a pré-venda do novo X5, presente no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018. Disponível em quatro versões diferentes, mas sempre com motores a diesel, o SUV tem preços que vão de R$ 449.950 a R$ 539.950. Quem comprar o modelo durante o período de pré-venda levará, sem custos adicionais, um pacote que cobre serviços realizados nas concessionárias durante 3 anos ou 40 mil quilômetros, o que ocorrer primeiro. A configuração de entrada, xDrive30d, sai por... Leia mais
25 JAN

Oficina de carro elétrico e híbrido tem tensão o tempo todo; veja como é

A área onde fica a bateria precisa ser isolada dentro da oficina (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)A foto acima pode até parecer um laboratório ou a cena de um filme de ficção, mas ela é o futuro das oficinas mecânicas que pretendem reparar carros híbridos e elétricos no Brasil.A fita isolante e os avisos espalhados pela sala fazem parte da oficina-escola do Senai criada em parceria com a BMW a fim de ajudar no desenvolvimento de mão de obra treinada para atuar especificamente nessa... Leia mais
25 JAN

Teste: novo Camaro é a arma da Chevrolet para derrubar o Ford Mustang

Na dianteira, capô, grade, faróis e para-choque foram redesenhados (Christian Castanho/Quatro Rodas)Menos de um ano atrás, em maio de 2018, Camaro e Mustang, os muscle cars mais famosos do mundo, se encontraram por aqui. Com visual recém-atualizado, câmbio de dez marchas, central multimídia completa e recursos que miram diretamente o coração de fãs de direção divertida (fun drive) – como controle de largada e bloqueio das rodas dianteiras para que as traseiras (de tração) girem... Leia mais
25 JAN

Longa Duração: Toyota Prius vai de ecológico a esportivo ao tocar um botão

Drive mode: o carro ao seu estilo (Péricles Malheiros/Quatro Rodas)Os modos de condução atuais podem atuar no motor, suspensão, resposta de pedais, escape, volante e até no layout do painel. No caso do Toyota Prius, eles não alteram tantos parâmetros, mas são facilmente percebidos pelo piloto.Eco Mode: mais econômico com direção pacata (Péricles Malheiros/Quatro Rodas)Deixe o modo Eco ativo e sinta o acelerador trabalhando preguiçoso. Para arrancar um pouco mais forte, só... Leia mais