Novidades

20 SET

Volkswagen Jetta: primeiras impressões

Durante anos, rivais de Usain Bolt e Michael Phelps sabiam que a verdadeira disputa era pela segunda colocação. Até agora é o que acontece entre os sedãs médios.

Desde 2014, o Toyota Corolla não tem dado chances para concorrentes, mesmo os que são mais equipados ou têm melhor custo-benefício.

Ainda assim, as rivais não desistem. Alinhando na raia com o Corolla, chega ao Brasil no final do mês a sétima geração do Jetta.

A Volkswagen sabe que ele não tem chances de conquistar a "medalha de ouro" dos sedãs médios. Importado do México, o sedã vai "correr" por fora, para tentar um lugar no pódio, hoje completado por Honda Civic e Chevrolet Cruze.

Mirando nesses dois rivais, os alemães deixaram a gama do Jetta mais enxuta. Serão apenas duas versões, equipadas com o mesmo conjunto mecânico da geração anterior: motor 1.4 turbo de 150 cavalos e 25,5 kgfm e câmbio automático de 6 marchas.

Veja os preços e equipamentos de cada uma:

  • Comfortline 250 TSI – R$ 109.990

Itens de série: ar-condicionado com duas áreas de temperatura, rodas de 17 polegadas, 6 airbags, bancos de couro, retrovisor antiofuscante, faróis e lanternas em LED, sensores de luz, chuva e estacionamento dianteiro e traseiro, acesso e partida sem a necessidade de chave nas mãos, câmera de ré, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay e freio de estacionamento elétrico.

  • R-Line 250 TSI – R$ 119.990

Itens de série: pacote da Comfortline, mais quadro de instrumentos digital, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, detector de fadiga e regulagem automática do farol alto. No visual, tem detalhes em acabamento preto brilhante, como retrovisor e grade frontal.

Jogo dos 7 erros

Reparou na foto acima? É praticamente um "jogo dos 7 erros" encontrar as diferenças entre o Jetta e o Virtus, seu "irmão menor".

Você acha que o Jetta ficou parecido com o Virtus?

Questionado sobre a semelhança do Jetta com o Virtus, o chefe de design da Volkswagen na América do Sul, José Carlos Pavone, fez questão de apresentar uma série de slides, apontando as diferenças (e também as similaridades) entre os modelos.

O discurso convenceu parcialmente. Ainda que a dianteira e a traseira sejam bastante diferentes, os sedãs são idênticos, quando vistos de lado (compare na foto abaixo).

Vincos, formato das janelas e queda do teto “entregam” que o Jetta é uma versão tamanho G do Virtus. Ou que o Virtus é um Jetta tamanho P.

O ponto positivo é que o Jetta ganhou personalidade em relação ao modelo que sai de linha. “Havia a necessidade de que a geração seguinte fosse maior e mais refinada”, explicou Pavone.

O tal refinamento veio com uma silhueta mais demarcada, com vincos e formas que brincam com as sombras. Dianteira e traseira também estão menos “quadradas”, com elementos que até lembram o Passat, modelo maior e mais caro.

Comparando com a geração anterior, é possível logo perceber como o Jetta “antigo” era mais simples.

O visual da cabine vai pelo mesmo caminho. Lembra o Virtus, mas tem elementos próprios, como o cockpit ainda mais voltado para o motorista e o material macio ao toque na parte superior.

Pena que os painéis da porta traseira não acompanham o bom padrão de acabamento da frente, trazendo um excesso de plásticos duros. Outro deslize é não oferecer saída de ventilação para quem viaja atrás (Polo e Virtus possuem tal comodidade).

Espaço, por outro lado, é mais do que generoso. Os 2,69 metros de entre-eixos (3,7 cm a mais do que na geração anterior) garantem conforto para as pernas, ainda que o túnel central alto atrapalhe o passageiro que vai no meio.

O porta-malas acomoda 510 litros (menos do que no Virtus), mas parte do volume é roubado pelas enormes alças conhecidas como "pescoço de ganso".

Como anda?

O G1 avaliou por cerca de 70 km a versão R-Line, que deve responder por cerca de 70% das vendas, segundo a marca. Além de ser a mais completa, ela também cumpre a função de ser a opção “esportiva” da linha, ainda que possua o mesmo motor da Comfortline.

O motor 1.4 turbo de 150 cv é um velho conhecido do Jetta – ele equipa o sedã desde janeiro de 2016. Nessa nova geração, o carro ficou 33 kg mais pesado. Isso se traduz em uma leve piora no desempenho.

Segundo a Volks, a nova geração acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos, marca 0,3 segundo pior do que o modelo anterior.

Os números não são ruins, mas demonstram que o novo Jetta passa longe de ter a agilidade de um velocista de 100 metros rasos. Ele está mais para um triatleta, que é versátil, mas não se destaca demais.

O papel de “ligeirinho” costumava ficar com a versão topo de linha, equipada com o motor 2.0 turbo de 211 cv. Porém, a Volks afirmou que ele não será oferecido por aqui.

Clube dos turbo

Se não há chance de rivalizar com o Corolla, a briga do Jetta será mesmo com Civic e Cruze, sedãs que também oferecem motorização turbo (na versão topo de linha do Honda e em todas do Chevrolet).

O Jetta R-Line, topo de linha, se destaca por ter equipamentos exclusivos, como controle de cruzeiro adaptativo e frenagem automática de emergência. Seu preço, de R$ 119.990, fica mais próximo dos R$ 118.390 do Cruze do que os elevados R$ 126.600 do Civic.

Próximo dos concorrentes em preços e equipamentos, o Jetta promete deixar a briga pelo segundo lugar dos sedãs médios ainda mais acirrada. Sua situação poderia ser mais confortável, se a Volks tivesse escalado o motor 2.0 turbo.

Fonte: G1

Mais Novidades

16 MAI

Grandes Comparativos: Fittipaldi e Chapman testam 6 carros nacionais

Emerson Fittipaldi e Colin Chapman: os campeões testaram seis carros brasileiros: Puma, Opala S, VW TL, Charger RT, Corcel GT e o Landau (Jorge Butsuem/Quatro Rodas)A cena se tornaria clássica na Fórmula 1: sempre que Emerson Fittipaldi recebia a bandeirada final em primeiro lugar, Colin Chapman, o chefão da Lotus, à beira da pista, jogava o boné para o alto em um gesto de comemoração.Das 14 vitórias conquistadas na categoria, Emerson festejou nove com o dono da Lotus (as outras foram... Leia mais
16 MAI

Bilionário George Soros assume participação em bônus da Tesla

A empresa de investimentos fundada e presidida pelo bilionário George Soros assumiu uma participação nos bônus de dívida da Tesla nos primeiros três meses do ano, dando à fabricante de carros elétricos de Elon Musk um importante apoio. Bilionário George Soros transfere US$ 18 bilhões para filantropia O Soros Fund Management LLC adquiriu US$ 35 milhões em títulos conversíveis da Tesla, com vencimento em março de 2019, de acordo com documentos do órgão regulador do mercado... Leia mais
16 MAI

Fiat Argo tem nova versão de entrada, por R$ 44.990

A Fiat anunciou nesta quarta-feira (16) uma nova versão de entrada para o Argo 1.0, com preço sugerido de R$ 44.990. De série, há ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, trava e direção elétricas, sistema start e stop (que desliga o motor momentaneamente quando o carro para), computador de bordo, volante com regulagem de altura e rodas de aço de 14 polegadas. O valor é quase R$ 3 mil menor em relação à antiga versão de entrada, Drive 1.0 - lançada há 1 ano por R$... Leia mais
16 MAI

GM retoma produção da S10 e Trailblazer em São José após férias coletivas a 2,6 mil

Os 2,6 mil empregados da General Motors em São José dos Campos, que estavam de férias coletivas desde o último dia 2, retomaram as atividades nesta quarta-feira (16). Eles trabalham na produção da caminhonete S10 e do utilitário esportivo Trailblazer. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a pausa serviu para manutenção do maquinário da linha - os dois modelos são produzidos apenas na unidade da montadora em São José. A multinacional emprega no Vale do Paraíba... Leia mais
16 MAI

Audi A7: primeiras impressões

Este texto não é sobre futebol. Mas envolve Brasil, Alemanha e o número 7. Este último, no caso, acompanhado de uma letra. E, em tempos de Copa do Mundo, a expectativa aqui não é de um final traumático, como o 7x1 no mundial passado. O Audi A7 é o sedã alemão que vai tentar, a partir da virada do ano, fazer sucesso entre os brasileiros. Para "driblar" seus concorrentes, ele chega com as credenciais de um dos carros mais tecnológicos do mundo, além de ter passado por uma... Leia mais
16 MAI

Sucateiro constrói carro com carcaça de Brasília e Fusca para vender latinha em SP

Ao volante de um carro construído com as próprias mãos, o sucateiro Altino Ferreira Evangelista circula pelos arredores da Estrada M'Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo, para comprar e vender latinhas, cabeçotes de motor, rodas amassadas, tudo preferencialmente de alumínio. A principal propaganda do negócio informal que ele encontrou para conseguir faturar R$ 1,5 mil por mês é um áudio gravado por ele em celular, que está longe de ser de última geração. O arquivo foi para em... Leia mais