Novidades

07 SET

Estes são os clássicos nacionais que só tendem a valorizar

Modelos marcantes tendem a ser considerados clássicos (Arte/Quatro Rodas)

Existe uma máxima entre os antigomobilistas: os primeiros, os últimos, o esportivo e o conversível serão sempre os exemplares mais valiosos de um modelo.

Mas alguns carros se sobrepõem a essa predileção natural. São os clássicos. E nem todo carro antigo é clássico.

Para o presidente do Veteran Car Club de Minas Gerais, Otávio Pinto de Carvalho, clássicos são carros caros, feitos em pequena quantidade com os melhores materiais da época que foi fabricado, ou que tenha que tenham representado algo especial.

Durante o Brazil Classics Show, encontro de clássicos, QUATRO RODAS tentou descobrir entre colecionadores e especialistas quais carros nacionais tendem a despertar ainda mais interesse no futuro.

Perto dos 30 anos, o Gol GTI já é considerado um dos grades carros nacionais modernos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Volkswagen Gol GTI está entre os mais citados. Lançado em 1989, poderá receber placa preta a partir do ano que vem, quando completa 30 anos.

Mas é importante desde seu lançamento: foi o primeiro caro nacional com injeção eletrônica e um dos mais rápidos de sua época. Embora haja carros à venda por pouco mais de R$ 20 mil, os em melhor estado já superam os R$ 120 mil.

A produção do Fusca foi encerrada em 1986, mas o presidente Itamar Franco resolveu relançar o Fusca: na época, listamos 10 motivos para não comprar o modelo (QUATRO RODAS/)

Por ter marcado a volta do Fusca ao mercado brasileiro em 1993, após um hiato de sete anos, o Fusca Itamar é outro Volks que só tende a valorizar. Sua produção durou até 1996.

A variação de preços hoje é grande: de R$ 19.000 a mais de R$ 65 mil em unidades com poucos milhares de quilômetros rodados.

O Avallone TF foi o único fora-de-série com mecânica de Chevette no Brasil (arquivo/Quatro Rodas)

O Avallone TF, réplica do MG TD 1953 criada em 1976 já figura em algumas coleções. Surgiu com mecânica de Chevette, que cedeu motor, câmbio, eixo dianteiro, diferencial e freios.

Em outras palavras, tinha motor instalado na dianteira, com tração nas rodas traseiras, como no roadster inglês. O concorrente MP Lafer, mais comum na época, tinha mecânica VW a ar, com motor e tração traseiros.

Antes de deixar de ser produzido, o que aconteceu em 1987, o Avallone ainda chegou a usar o quatro-cilindros do Opala e os motores 1.8 e 2.0 do Monza. As poucas unidades que aparecem à venda já custam mais de R$ 70 mil.

O Miura MTS foi o primeiro esportivo da fabricante gaúcha (Henrique Rodriguez/)

Outros fora-de-série que têm grandes chances de figurar em coleções são os sofisticados Miura e o contemporãneo Santa Matilde, com motor seis-cilindros 4.1 de Opala e acabamento primoroso. Ainda tinha o conforto de ar-condicionado e vidros elétricos, e a segurança dos freios a disco nas quatro rodas.

Santa Matilde SM 4.1: motor de Opala e acabamento refinado (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

O SM era para poucos. Custava 330.000 cruzeiros em maio de 1978, o dobro de um Opala Comodoro seis cilindros. Hoje é encontrado à venda com preços entre R$ 40.000 e R$ 90.000.

No caso do Miura, os exemplares em melhor estado de todos os modelos custam entre R$ 30.000 e R$ 60.000. 

Ícone da GM, o Opala SS era o sonho da molecada daquele tempo, que sonhava em acelerar o vigoroso motor 4.1 pelas ruas e avenidas (Acervo/Quatro Rodas)

Falando em Opala, o SS 6 é outro que será cada vez mais desejado, junto com o Maverick GT V8. Ambos eram os mais esportivos de suas respectivas famílias.

Escalado para combater o Opala, foi lançado em 1973 nas versões Super e Super Luxo, com um seis-cilindros, e a esportiva GT, com o V8 de 197 cv. No mesmo ano, saiu também em versão com quarto portas. (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

De acordo com o estado do carro, um Opala SS 4.1 pode passar facilmente dos R$ 80 mil. No caso do Maverick, unidades que tiveram sua originalidade mantida superam os R$ 100.000.

Faróis atrás da grade e falsas entradas de ar ajudavam a reforçar a imagem agressiva do Charger R/T (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Os Dodge nacionais dos anos 70 também são bem vistos e estão entre os carros com grande potencial de valorização, com destaque para o Charger R/T, com motor V8 5.2 de 215 cv. Seu preço gira ao redor dos R$ 125.000, pouco abaixo R$ 150.000 cobrados na versão moderna com cerca de 10 anos de uso.

O Gurgel XEF é raro e excêntrico (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

O Gurgel XEF é considerado por especialistas um dos melhores carros criados pelo engenheiro João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. 

Produzido entre 1983 e 1986, foi pensado para ser um carro pequeno, confortável e ágil para o trânsito das grandes cidades, o pequeno sedã também era bem acabado. O interior era todo acarpetado e os bancos podiam ser revestidos de couro, bem diferente do que se via nos outros carros da empresa.

O XEF é excêntrico. Tem apenas três lugares, dispostos em fileira única. O assoalho plano e a boa largura (1,70 m) rendiam elogios pelo espaço interno. Outra curiosidade é que os vidros dianteiro e traseiro são idênticos: é o para-brisa da Brasilia.

Quando alguma das quase 200 unidades produzidas aparece à venda, dificilmente custa menos de R$ 30.000. Na prática, custa tanto quanto os primeiros Smart Fortwo vendidos no Brasil.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

04 MAI

Ladrões invadem fábrica da Fiat Chrysler nos EUA para roubar picapes

Um grupo de ladrões realizou um roubo ousado nesta quinta-feira (3), ao invadir uma unidade da Fiat Chrysler no estado de Michigan para levar - em comboio - ao menos dez pickups Dodge Ram recém-fabricadas. O roubo, cometido no final da madrugada, ocorreu na fábrica da Fiat Chrysler em Warren, um subúrbio de Detroit. "Fizeram um buraco na cerca, entraram na fábrica e saíram guiando de 10 a 11 caminhonetes Dodge", revelou o chefe de polícia William Dwyer ao canal de televisão... Leia mais
04 MAI

Novo Porsche Cayenne E-Hybrid roda até 43 km em modo elétrico

SUV ganhou conjunto elétrico mais robusto (Divulgação/Porsche)Um SUV de 2.370 kg, 4,85 m de comprimento e 2,90 m de entre-eixos passa longe das características mais comuns de um carro eficiente.Mas o novo Porsche Cayenne E-Hybrid consegue contornar isso com seu sistema híbrido mais eficiente.Em nova geração, o Cayenne híbrido incorpora a mecânica elétrica estreada no Panamera, com 43% mais força e baterias com capacidade 30% maior.Modelo roda até 43 km em modo... Leia mais
04 MAI

Russo vai além do 'lave-me' e cria obras de arte em carros imundos

No Brasil, carros sujos nas ruas ganham no máximo um "lave-me" ou então algum desenho obsceno, mas na Rússia um artista chamado Nikita Golubev cria obras de arte na densa camada de poeira que encobre alguns veículos. Nascido em 1981 e formado em Medicina, ele desenvolveu uma técnica usando apenas pincel e o dedo para desenhar nos veículos. ??????? ?? ?????? ??????? / Fresh air for our children In Volokolamsk, city near Moscow, people are suffering from toxic gas coming from... Leia mais
04 MAI

Mercedes-Benz Classe X deve ter versão 'básica' no Brasil

A picape Classe X da Mercedes-Benz está prevista para chegar às lojas brasileiras só em 2019, mas a marca alemã já está anunciando o modelo em suas plataformas digitais com uma novidade: a versão "pé de boi" deve estará disponível por aqui. Em outubro do ano passado, a fabricante acreditava que o Brasil teria espaço apenas para os modelos com acabamento "premium". Não é o caso da versão Pure, que tem para-choque frontal em plástico preto, rodas de aço sem calota e bancos... Leia mais
03 MAI

Grandes brasileiros: o repaginado Dodge Gran Coupe

Já sem o nome Dart, a Gran Coupe era a versão mais luxuosa da Dodge (Christian Castanho/Quatro Rodas)A adequação dos trajes é uma das principais normas de etiqueta da alta sociedade.Seu descumprimento é considerado uma grave quebra de protocolo. A mesma tradição valia para o mundo dos automóveis.Em 1970, quando o Dodge Dart cupê foi apresentado oficialmente no Santapaula Iate Clube, tradicional refúgio da elite paulistana, muitos notaram que o primeiro hardtop (sem coluna central)... Leia mais
03 MAI

Ex-presidente da Volkswagen e outros 5 executivos são acusados nos EUA por 'dieselgate'

O ex-presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkorn, foi considerado culpado, nos Estados Unidos, por seu papel no escândalo "dieselgate" da gigante automobilística alemã, segundo a Justiça. A Justiça americana afirma que todos estavam cientes sobre o programa instalado em certos veículos para falsificar os resultados das emissões poluentes desde maio de 2014, mas que decidiram seguir em frente com a fraude, apontou o departamento em comunicado. "A acusação formal... Leia mais