Novidades

16 AGO

Jeep Renegade Limited, a nova estrela da FCA

Mudanças discretas: farol de led e piscas mais afastados (Divulgação/Jeep)

A Jeep é um ícone americano: chegou às ruas com o CJ-2A (versão civil do Willys MB) no pós-guerra. Após 73 anos, o Renegade é a estrela de alto volume da marca. Ele ainda não é um veterano, como o antigo Willys, mas já está no mercado há tempo suficiente para precisar de sua primeira reforma.

E, fora do Brasil, uma pequena atualização já está em curso. Mas não é fácil achar, sem colar, quais foram as mudanças de estilo.

Não se preocupe: ele manteve a essência do CJ, com formas quadradonas, faróis redondos e a tradicional grade com sete aberturas.

Só que a tradição acaba por aí. Afinal, o modelo tem plataforma de Fiat 500X e nunca foi produzido nos EUA – só é feito no Brasil, na China e na Itália.

Além disso, essas mudanças difíceis de notar devem chegar ao nosso mercado em 2019.

Essas mudanças devem chegar ao nosso mercado em 2019 (Divulgação/Jeep)

Pode ser uma estratégia para garantir que o SUV seja um clássico no futuro ou só precaução para não colocar o sucesso de mercado em risco. Desde a estreia, em 2014, já foram vendidos no mundo cerca de 800.000 unidades.

Os faróis ganharam iluminação com leds, a grade do motor está mais inclinada e há rodas de liga leve maiores, com opções até aro 19. Na cabine, as mudanças foram ainda mais sutis e já haviam chegado ao mercado europeu no início de 2018.

No mercado europeu, mudanças no painel chegaram antes da alteração no visual (Divulgação/Jeep)

Os controles do ar-condicionado são iguais aos do Compass, enquanto a central multimídia pode ter três tamanhos: 5, 7 e 8,4 polegadas, com Apple CarPlay e Android Auto nas maiores.

Não é difícil encontrar a melhor posição para dirigir com os amplos ajustes de profundidade e altura da coluna de direção, além da regulagem de altura do assento.

Os comandos estão bem posicionados, com exceção dos botões de ventilação, que continuam baixos. Além de desviarem o olhar do motorista, ficam em contato com os joelhos de quem viaja à frente.

Assento tem ajustes de profundidade e altura da coluna de direção, além da regulagem de altura (Divulgação/Jeep)

Enquanto boa parte dos rivais usa materiais rígidos no acabamento, o Renegade se destaca pelo painel emborrachado. Os instrumentos têm boa visualização e mantêm o desenho de lama para indicar o limite de rotações no conta-giros.

A marca também preservou a tela digital para informações do computador de bordo, navegador e central multimídia. Por fim, há uma nova base para carregamento sem fio de celular no console.

Mas as principais novidades são os motores a gasolina, que só chegarão ao Brasil em 2022 com a próxima geração do SUV – e estarão disponíveis em outros modelos da FCA até 2020.

São, basicamente, os mesmos Firefly dos Fiat Argo e Cronos, porém com turbo, injeção direta de combustível, quatro válvulas por cilindro com comando variável e filtro de partículas capazes de superar as rígidas normas de emissões Euro 6d.

Há uma nova base para carregamento sem fio para celular no console central (Divulgação/Jeep)

Na Europa, onde dirigimos o SUV, o três cilindros 1.0 12V de 120 cv tem câmbio manual de seis marchas, enquanto o quatro cilindros 1.3 16V tem duas opções de potência e câmbio automático de dupla embreagem com seis marchas no motor de 150 cv (ou convencional com conversor de torque e nove marchas na versão de 180 cv).

Esses conjuntos têm tração dianteira, no caso das duas opções menos potentes, e 4×4 na configuração mais forte.

Tela de LCD tem novos grafismos (Divulgação/Jeep)

O conjunto 2.0 turbodiesel com 170 cv e câmbio automático de nove marchas com função de desmultiplicação (que simula o efeito de uma caixa reduzida) segue sem mudanças.

Ambos os sistemas de tração integral têm um comando no console, batizado de Select-Terrain, que permite escolher entre os programas Auto, Snow (Neve), Sand (Areia) e Mud (Lama), com diferentes parâmetros para adaptar motor e câmbio às condições de aderência.

Entrada USB se encontra logo abaixo dos controles de ar-condicionado (Divulgação/Jeep)

Na primeira experiência ao volante do modelo renovado, impressionaram a suavidade e o baixo nível de ruído dos motores. Só que também ficou a sensação de que falta força ao tricilíndrico de 120 cv, apesar do turbo, quando é exigido pelo motorista.

Com cinco passageiros e bagagens, é provável que o SUV tenha sinais ainda mais evidentes dessa falta de potência.

Agora, o Renegade tem opções de rodas até aro 19 (Divulgação/Jeep)

Muito mais equilibrado, o quatro cilindros 1.3 responde com a vivacidade necessária para sobreviver no meio urbano, ambiente mais frequente para um SUV dessa categoria.

Em rodovias é mais fácil manter velocidades de cruzeiro e realizar ultrapassagens, apesar do elevado ruído aerodinâmico provocado pelas formas quadradas da carroceria.

Principal desilusão do conjunto é o câmbio automático de dupla embreagem, que mantém as marchas engrenadas tempo demais e demora para fazer as trocas.

Para conseguir uma redução kick-down é preciso saltar em cima do acelerador com ambos os pés e, por isso, vale mais utilizar a alavanca em modo Manual – ainda que continue não muito rápida.

No mais, o comportamento do SUV continua como antes, já que a Jeep não fez nenhuma mudança na suspensão. A direção é suficientemente precisa e comunicativa no asfalto e ajuda a evitar saídas de dianteira em superfícies de baixa aderência. A estabilidade é igualmente positiva, ainda que as proporções não permitam tanta agilidade nas curvas.

As mudanças no visual são quase imperceptíveis, mas a adoção do motor 1.3 turbo seria bem-vinda para substituir o defasado 1.8 flex do nosso Renegade.

Preço: 23.500 euros

Motor: gasolina, dianteiro, transversal, turbo 16V, 1.332 cm3; 70 x 86,5 mm, 10,5:1, 150 cv a 5.500 rpm, 27,5 mkgf a 1.850 rpm

Câmbio: automatizado, dupla embreagem, 6 marchas, dianteira

Suspensão: McPherson (diant.), multilink (tras.)

Freios: disco ventilado (diant.), disco sólido (tras.)

Direção: elétrica

Rodas e pneus: liga leve, 255/55 R18

Dimensões: comprimento, 426,3 cm; largura, 180,5 cm; altura, 166,7 cm; entre-eixos, 257,0 cm; peso, 1.320 kg; tanque, 58 l; porta-malas, 351 l

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

21 OUT
Correio Técnico: por que motor turbo precisa de mais óleo?

Correio Técnico: por que motor turbo precisa de mais óleo?

Junto com o turbo sempre virá mais óleo (Acervo/Quatro Rodas)Por que motores turbo precisam de mais óleo? Aline Maia, São Paulo (SP)Porque eles geram mais calor e possuem um circuito de lubrificação maior. A diferença do reservatório abastecido das versões aspirada e turbo do motor da Volkswagen EA211 1.0, por exemplo, chega a 700 ml extras para a variante sobrealimentada.O principal motivo para a variação é que o turbocompressor usa o óleo para sustentar, lubrificar e resfriar a... Leia mais
21 OUT
Os Eleitos 2019: os sedãs compactos mais queridos pelos donos

Os Eleitos 2019: os sedãs compactos mais queridos pelos donos

Virtus mostra sua força e mantém a liderança entre os sedãs compactos (Henrique Rodrigues/Quatro Rodas)Segunda aparição na pesquisa e segundo título entre os sedãs compactos. O Virtus só tem razão para comemorar. Mas por muito pouco ele não precisou dividir a taça com o Yaris, que ficou a mísero 0,2 ponto de distância do modelo da VW. O que surpreendeu de verdade foi o número de atributos em que ele foi o melhor em relação aos demais irmãos de grupo: 13 de um total de 23. E a... Leia mais
21 OUT
Comparativo: Chevrolet Onix Plus ou Hyundai HB20S? Veja qual entrega mais

Comparativo: Chevrolet Onix Plus ou Hyundai HB20S? Veja qual entrega mais

Qual dos dois sedãs têm mais novidades? (Arte/Quatro Rodas)Agora que explicamos as mudanças na nova geração do Chevrolet Onix e na profunda reestilização do Hyundai HB20, é hora de um pequeno confronto. Qual deles ficou melhor após as mudanças?Para isso, escalamos os sedãs Onix Plus e HB20S, já que ainda não houve oportunidade de andar no Onix hatch (o HB20 hatch, como você viu, já experimentamos). Lembrando que os fabricantes ainda não disponibilizaram os veículos para teste... Leia mais
18 OUT
Última perua generalista do Brasil, Fiat Weekend pode estar perto da morte

Última perua generalista do Brasil, Fiat Weekend pode estar perto da morte

A perua chegou a ter uma versão com câmbio de seis marchas (Acervo/Quatro Rodas)Nesta semana, mais uma perua deixou o mercado. Depois da chegada dos SUVs populares ao Brasil, a categoria passou a contar os dias para ver o fim de seus rivais.A última a ser abatida foi a Volkswagen SpaceFox, lançada em 2006 e que teve o fim da produção formalizado este mês. Agora, a Fiat Weekend caminha sozinha carregando a bandeira do segmento. Mas até quando?Lançada há 22 anos, a perua nasceu ainda... Leia mais
18 OUT
Toma essa, Coringa! QUATRO RODAS já vendeu carro roubado ao Batman

Toma essa, Coringa! QUATRO RODAS já vendeu carro roubado ao Batman

Matéria publicada em 1970 denunciou fraude com veículos roubados (Acervo/Quatro Rodas)Lamentamos, Coringa, mas essa nem você conseguiria: QUATRO RODAS já vendeu um carro roubado ao Homem-Morcego. Parece coisa de ficção de filme de herói ou história em quadrinhos, mas esse fato é realmente verídico e aconteceu em 1970 – e não em Gotham City, mas em São Paulo mesmo.A chamada “Operação Batman” começou a ser planejada no início de 1970. A revista queria apurar uma denúncia... Leia mais
18 OUT
Ford Ranger militar ganha blindagem, armas e câmbio de Camaro

Ford Ranger militar ganha blindagem, armas e câmbio de Camaro

Ford Ranger militar foi desenvolvida pensando em ações de defesa e de resgate (Ricardo PLC/Divulgação)Vencedora do último comparativo de picapes feito por QUATRO RODAS, a Ford Ranger passou por mudanças este ano. Recebeu uma nova frente, painel de instrumentos, rodas aro 18 e santantônio.Entretanto, nada se compara ao que a empresa britânica de engenharia automotiva Ricardo PLC e a divisão de veículos militares da Polaris fizeram para transformar a picape média num veículo... Leia mais