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30 JUL

Teste: Lexus LS 500h, o japonês mais luxuoso do Brasil

Grade dianteira é o ponto alto do design (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Um dos fatores que influenciam na avaliação de um carro é a expectativa gerada pela imagem das marcas. Uma peça de acabamento de qualidade mediana pode ser alvo de críticas em carro de marca premium ou de elogios em modelo popular.

No caso dos Lexus, a régua sobe, por isso vou começar este texto reclamando: não gostei do LS 500h que chega agora ao Brasil.

O estilo ousado abusa dos frisos cromados (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Não vou reclamar do design, pois isso é gosto pessoal. Apesar do meu não ter apreciado as linhas que empurram o peso visual da carroceria para a coluna traseira, como se o carro fosse um roadster, nem o excesso de detalhes cromados, colocados até nas lentes das lanternas.

As rodas grandes (aro 20) e a grade dianteira (estilo Spindle Grill) são exceções.

Por dentro, minhas críticas não se dirigem ao estilo – que tem soluções interessantes, como os puxadores das portas destacados como se fossem descansos de braço laterais –, mas reclamo da separação de comandos afins que dificulta o uso dos sistemas.

Volante traz apliques de madeira (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Exemplo: o acesso ao computador de bordo é feito por teclas no volante (no raio esquerdo), mas o botão que zera a contagem (reset) fica no painel (na base do gabinete de instrumentos, à esquerda).

No alto do painel há botões giratórios (conceito herdado do esportivo LFA), que não precisavam existir. Poderiam estar no console. O da esquerda desliga o controle de tração.

A central é controlada por mouse no console (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Touchpad fica abaixo da alavanca de câmbio (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O da direita seleciona o modo de condução, que no Lexus são em número de seis: Comfort, Eco, Normal, Sport, Sport+ e Custom e alteram as respostas de motor, transmissão, direção e transmissão. 

Painel do Lexus é digital (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Se o dono do LS compra o sedã para andar no banco detrás, dificilmente vai reclamar. Ali, ele tem espaço e poltronas de primeira classe e telas de entretenimento de 11,6 polegadas. Mas, se gosta de assumir o volante uma vez ou outra, um dia ele poderá sentir falta de maior interação com o carro.

Pode não parecer, mas ele comporta cinco pessoas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Nos modos Eco, Comfort e Normal, o sedã apresenta respostas lentas. Em uma manobra de slalom, por exemplo, enquanto o motorista gira o volante para a esquerda o carro ainda está indo para a direita.

Na traseira, os ajustes de bancos, ar-condicionado e relação feitos por meio do visor touch, no descanso de braço (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A suspensão isola o motorista da via e permite que a carroceria oscile nos três planos. Nesse aspecto, o BMW Série 7 é mais bem resolvido porque, no modo Comfort, se comporta como um Rolls-Royce e, no Normal, como um BMW.

Para quem gosta de uma tocada mais interativa, recomendo o modo Sport. Nessa opção, apesar de ainda permanecer confortável, o LS responde com mais prontidão e proporciona mais prazer ao dirigir. No que diz respeito ao desempenho, não há do que reclamar.

No porta-malas cabem 430 litros de bagagem (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Com 5,2 metros de comprimento e 2.300 kg de peso, o sedã híbrido que é equipado com motor V6 3.5 mais dois elétricos (que juntos entregam 359 cv de potência) e câmbio automático CVT de dez marchas, fez bonito na pista de testes.

O V6 tem a companhia de dois motores elétricos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Nas provas de aceleração, ele foi de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos. E ainda foi econômico, com as médias de 9,5 km/l, na cidade, e 12,8 km/l, na estrada.  

Rodas tem aro 20 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Vendido por R$ 760.000, o LS 500h traz central multimídia, ar-condicionado quadrizone, piloto automático adaptativo, assistente de mudança de faixa, bancos de couro, head-up display, sistema de som Mark Levinson, câmera 360o, faróis full-led, abertura do porta-malas por sensor, teto solar e dez airbags (dois frontais, dois de joelhos, dois de cortina e quatro laterais). Em resumo, o pacote básico que se espera a bordo de um sedã da categoria superior.

O LS 500h é um sedã premium de respeito, mas tem mais condições de satisfazer quem viaja no banco detrás do que ao volante.

Fonte: Quatro Rodas

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