Novidades

30 JUL

O carro elétrico será mais barato do que convencionais a combustão

O Toyota Mirai se beneficiaria muito com as novas tecnologias (Divulgação/Toyota)

Se dependesse apenas dos custos de rodagem e manutenção, seria fácil convencer os consumidores a trocar seus carros a gasolina por modelos elétricos.

Afinal, rodar com eletricidade é mais barato e a manutenção dos carros elétricos é bem mais simples e menos frequente.

Um dos obstáculos à disseminação dos elétricos, porém, está no custo de compra dos carros, uma vez que, além de trazerem tecnologias ainda relativamente novas, os elétricos usam componentes que dependem de materiais raros e, portanto, caros.

Neste momento, fabricantes e universidades de todo o mundo investem milhões de dólares e horas de estudos pesquisando novos materiais que custem menos e sejam tão eficientes quanto os usados até agora.

Aqui reunimos três iniciativas que estão em andamento. A primeira é da japonesa Toyota, que está desenvolvendo ímãs que usam metais alternativos que possam substituir os raros em sua produção.

Outra é da Universidade de Córdoba, na Espanha, que construiu uma bateria de grafeno, mais barata e eficiente que as atuais, de lítio.

E a terceira é da norte-americana Universidade da Califórnia Riverside, que troca a cara platina empregada nas células de combustível pelo módico cobalto. Veja mais detalhes ao lado.

 (Otavio Silveira/Quatro Rodas)

O foco da pesquisa da Universidade da Califórnia são as células de combustível, que ainda são muito caras na comparação com outras tecnologias de propulsão elétrica.

Só para ter uma ideia da diferença de valores, nos Estados Unidos, enquanto um modelo elétrico puro como o Tesla Modelo 3 custa US$ 35.000, um elétrico fuel-cell, como o Toyota Mirai, sai por US$ 57.500.

Os norte-americanos desenvolveram uma tecnologia que barateia substancialmente o custo das células ao substituir a platina usada no catalisador por cobalto, material que custa cerca de 100 vezes menos.

A platina tem sido aplicada nos catalisadores das células, mas, além de rara e cara, ela tem outro problema que é a perda de suas propriedades com o passar do tempo.

Ao contrário do cobalto, que é abundante e degrada mais lentamente.

A troca da platina pelo cobalto não foi uma operação de simples substituição, porém.

O catalisador dos americanos é feito de nanofibras de carbono, nas quais o cobalto fica depositado, e sua produção requer um processo sofisticado para que se consiga uma membrana com a mesma eficiência da platina.

Assim como no caso das baterias de grafeno, a Universidade da Califórnia também não está sozinha na busca de alternativas à platina.

Nos Estados Unidos e em países como a Coreia do Sul, por exemplo, existem outros centros de pesquisas caminhando nessa direção, usando outros materiais, como grafeno e óxido de cobalto.

Mas os californianos parecem mais perto de viabilizar seu dispositivo comercialmente.

 (Otavio Silveira/Quatro Rodas)

Apontado como alternativa ao lítio usado nas baterias, o grafeno (uma das formas cristalinas do carbono) talvez seja o material mais pesquisado na área da mobilidade, em todo o mundo.

Um dos trabalhos bem adiantados nesse sentido é o desenvolvido pela Universidade de Córdoba em associação com empresas espanholas, entre elas a Graphenano (que forneceu o grafeno em forma de polímero) e a Grabat Energy (responsável por produzir as baterias).

De acordo com os pesquisadores, o grafeno substitui com vantagens o lítio, que já estaria no limite de seu rendimento nas baterias. Segundo eles, as baterias de grafeno terão maior densidade energética, menor tempo de recarga, vida útil mais longa e preço menor, na comparação com as baterias de lítio.

Em números, o projeto dos espanhóis prevê densidade em torno de 600 Wh/kg contra de 140 a 160 Wh/kg das baterias de lítio – o que permitiria um carro rodar até 1.000 km com uma única carga, enquanto um Tesla S, por exemplo, tem autonomia de 400 km.

Além disso, o tempo de recarga será cinco vezes mais rápido; vida útil duas vezes maior e preço final 77% menor. De acordo com os espanhóis, já existe duas fábricas de automóveis alemãs interessadas em instalar essas baterias em seus carros.

 (Otavio Silveira/Quatro Rodas)

O objetivo da Toyota é substituir o neodímio, um dos materiais mais utilizados na fabricação de ímãs para motores elétricos.

O neodímio desempenha papel importante na manutenção do magnetismo e na resistência ao calor.

Mas, como outros metais de terras raras, ele ocorre em minérios que apresentam pequenas quantidades desse tipo de material em sua composição, o que demanda o tratamento de um grande volume de minério para a retirada de pequenas quantidades desses elementos.

E, além disso, o neodímio é um metal difícil de separar dos demais de mesmo grupo.

O ímã desenvolvido pela Toyota não dispensa totalmente o neodímio, mas utiliza somente uma fração (cerca de 50%) da quantidade aplicada nos ímãs até agora.

No lugar do neodímio, os japoneses empregaram lantânio e cério, que também são metais raros mas de baixo custo.

Além do neodímio, a Toyota também pesquisa alternativas para outros metais raros como o térbio e disprósio, usualmente acrescentados para aumentar a capacidade de conservar o magnetismo dos ímãs.

Mas essas pesquisas ainda estão em fase inicial e só devem dar resultado nos próximos anos.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

09 NOV

Mitsubishi L200 Triton Sport aparece com novo visual

Dianteira recebeu visual inspirado nos últimos lançamentos da marca (Divulgação/Mitsubishi)A nova Mitsubishi L200 Triton Sport foi revelada na Tailândia com uma reestilização inspirada no recém-lançado (aqui no Brasil) Pajero Sport, mostrado no Salão do Automóvel.Modelo ainda não tem previsão para chegar ao mercado brasileiro (Divulgação/Mitsubishi)Por enquanto, a HPE – responsável pela produção e importação dos veículos da marca por aqui – diz que ainda não há... Leia mais
09 NOV

BMW M8 Coupé será produzido em 2019 com 600 cv

M8 Coupé terá o mesmo motor V8 de 600 cv do M5 (BMW/Divulgação)O BMW Série 8, em exibição atualmente no salão do Automóvel de São Paulo, está prestes a chegar às lojas. Mas a marca acaba de revelar mais detalhes sobre sua versão mais “apimentada”, o M8 Coupé.A novidade deverá entrar em produção em breve e substituirá o atual M6. Sob o capô, o carro terá o mesmo motor do M5 atual, um 4.4 V8 biturbo de 600 cv.Versão preparada do Série 8 chegará às lojas em... Leia mais
09 NOV

“Patinho Feio”: clássico do automobilismo nacional ganha documentário

Patinho Feio, como ficou conhecido, foi construído em apenas 21 dias (Divulgação/Divulgação)No próximo dia 22 de novembro estreia no país o documentário brasileiro “O Fantástico Patinho Feio”, que conta a história de quatro amigos de Brasília (DF) que construíram um carro de corrida em 21 dias.O feito aconteceu em 1967 e teve uma causa nobre: disputar os 500 km de Brasília, a segunda maior prova do automobilismo brasileiro na época.Carro terminou os 500 km de Brasília na... Leia mais
09 NOV

Lifan mostra SUV substituto do X60 e minivans de sete lugares

O X70 tem praticamente as mesmas dimensões do X60 (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)A Lifan usa o Salão do Automóvel para antecipar seus próximos passos no Brasil. Em vez de levar o X60, seu carro mais vendido, a marca chinesa mostra o X70, além da minivan com trejeitos de SUV MyWay e a minivan M7.Coluna C tem parte preta que une os vidros laterais ao traseiro (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)O Lifan X70 chega no início de 2019 para substiruir o X60, lançado por aqui em 2013. Os dois... Leia mais
09 NOV

Melhor Compra 2018: os melhores carros para sua família

Chevrolet Spin está presente nas duas categorias (Divulgação/Chevrolet)1 – Chevrolet Spin Activ 1.8 aut. – R$ 79.990– (Acervo/Quatro Rodas)Última sobrevivente das minivans nacionais, a Spin acaba de ganhar um merecido banho de estilo. Os faróis têm filetes de leds e as lanternas invadem a tampa do porta-malas (agora sem estepe pendurado na versão Activ). A segunda fileira de bancos ganhou trilhos, para aumentar o espaço para as pernas ou a bagagem, e o quadro de instrumentos... Leia mais
08 NOV

Clássicos: o Chevrolet Monza brasileiro importado da Venezuela

Rodas, vidros e outros itens “fechos en Venezuela” (Christian Castanho/Quatro Rodas)Na Venezuela desde 1944, a GM destacou-se pela oferta de modelos distintos como o alemão Opel Rekord, o inglês Vauxhall Viva e os americanos Buick Skylark e Pontiac Tempest.Não poderiam faltar os modelos da divisão Chevrolet, como o enorme Impala, o esportivo Camaro e o brasileiríssimo Monza.Derivado do Opel Ascona alemão, o Monza entrou para a lista dos dez automóveis mais vendidos no Brasil já na... Leia mais