Novidades

24 JUL

Novo Ford Ka 2019 tem câmbio automático e esbarra nos R$ 70.000

Reestilização leva visual do Ka Freestyle à toda a linha (Ford/Divulgação)

Ka que vende é Ka 1.0. Mas a Ford quer mudar essa história.

Ou, no mínimo, equilibrar a balança. Em 2017, a montadora americana vendeu no Brasil 122.543 unidades do Ka.

No ano anterior (2016), antecipando o bom desempenho, QUATRO RODAS incluiu o modelo em nossa frota de Longa Duração. O compacto rodou 60.000 km e encarou o desmonte.

Agora com motor 1.5 de três cilindros, Ka gera até 136 cv (Ford/Divulgação)

Destes, 92.860 eram equipados com motor 1.0. Agora, com a linha 2019, a marca vai investir para convencer o público de que o Ka pode, sim, encarar a concorrência com motor acima de 1.0.

A estratégia já rendeu boas novidades. Para melhorar a dirigibilidade e também a segurança, a Ford aplicou reforços estruturais e aço de alta resistência – mas ainda não foi desta vez que ganhou barras de proteção lateral. Mexeu também na mecânica.

Ka passa a contar com motor 1.5 de três cilindros e câmbio automático (Ford/Divulgação)

Sai de cena o antigo motor 1.5 Sigma de quatro cilindros. Entra um muito mais moderno, também 1.5, mas com três cilindros.

A potência saltou de 110/105 cv para atuais 136/128 cv. Mas a principal novidade e também a maior arma que a Ford tem para elevação do prestígio do Ka no mercado é o câmbio automático.

Transmissão manual teve melhorias e a caixa está 3 kg mais leve (pesa 30 kg) (Ford/)

Pela primeira vez, essa transmissão (6F15) é oferecida no modelo. Trata-se de uma caixa convencional de seis marchas, com conversor de torque. Eis a boa notícia: a marca desembarcou da ideia de aplicar o problemático sistema Powershift, que era baseado num conjunto com embreagem automatizada.

Pela primeira vez o Ford Ka passa a contar com transmissão automática (Christian Castanho/Quatro Rodas)

E isso não é à toa. A medida vai ao encontro do plano da Ford de elevar o prestígio do Ka junto ao consumidor. Em outras palavras, as fichas que a marca apostava nas versões de entrada do Fiesta agora vão bancar os Ka automáticos.

Em nosso test-drive, o modelo mostrou bastante desenvoltura: acelera bem e, dentro do que se espera de um automático, não vacila nas retomadas.

 (Ford/Divulgação)

Se o motorista preferir trocar as marchas (no modo sequencial) por conta própria, terá que se contentar com a tecla +/- na lateral da alavanca da transmissão.

Diante das borboletas atrás do volante ou mesmo das alavancas que se deslocam lateralmente para permitir mudanças manuais das marchas, esse sistema da Ford é pouco prático, exigindo um bom tempo de adaptação.

Trocas de marcha podem ser feitas manualmente por meio de teclas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O visual também recebeu um carinho, nada profundo. Apenas retoques nos para-choques e grade foram levemente redesenhados na tentativa de manter o frescor.

Mas não pense que a marca vai desistir do Ka 1.0. Pelo contrário. Apesar de assumidamente concentrar seus esforços no 1.5, a versão de entrada – verdadeiro ganha-pão da Ford no Brasil atualmente – segue bem-cuidada.

Os Ka 1.0 2019 também receberam reforços estruturais, mas seguem com o mesmo motor 1.0 três-cilindros.

Mais sofisticado, o Ka pretende encarar segmentos maiores (Ford/Divulgação)

Não foi dessa vez que passou a contar com câmbio automático (nem há demanda para isso no Brasil), mas sua transmissão manual também é nova.

A nova caixa MX65, assim como a antiga, tem cinco marchas, mas de acordo com a Ford, é cerca de 3 quilos mais leve e conta com dupla sincronização nas primeira, segunda e terceira marchas.

No test-drive promovido pela Ford avaliamos todas as combinações de carroceria (hatch e sedã), motor (1.0 e 1.5) e câmbio possíveis (manual e automático).

Os sedãs foram mais convincentes, com surpreendente equilíbrio no contorno de curvas de raio longo.

O novo catálogo do Ka tem um número exagerado de versões: 18, entre hatch e sedã, 1.0 e 1.5 e manual e automático. O preço também é elástico, indo dos R$ 45.490 do hatch S 1.0 manual aos R$ 70.990 do sedã Titanium 1.5 automático.

A análise da tabela completa revela que a carroceria sedã custa R$ 3.500 a mais que a hatch – exceto na versão Titanium, na qual o degrau é de apenas R$ 2.000. A comparação entre os motores indica que o 1.5 é R$ 6.000 mais caro que o 1.0.

Já no câmbio, a variação de preço é de R$ 4.500. Quanto ao conteúdo, dá para dizer que o Ka segue completinho.

Ar-condicionado, direção elétrica, travas e vidros (dianteiros) elétricos, banco do motorista com ajuste de altura, encosto traseiro bipartido e computador de bordo são de série desde a versão S.

O problema é que itens de segurança como múltiplos airbags, controles de estabilidade e tração e repetidores laterais de pisca são exclusivos das versões top de linha, tanto no hatch, quanto no sedã.

Atual, bem equipado desde as versões de entrada e agora com mecânica mais eficiente, o Ka une performance e baixo consumo.

O câmbio automático, bem calibrado e de funcionamento preciso, sepulta a má reputação do problemático PowerShift. Resta saber se o público vai embarcar na onda da Ford de elevar o prestígio do Ka.

S Hatch manual
R$ 45.490 (1.0)
Isofix, ar-condicionado, direção elétrica, travas elétricas, vidros dianteiros elétricos, banco do motorista com ajuste de altura, banco traseiro bipartido, computador de bordo, rodas de aço com calota.

SE manual (Hatch/Sedan)
R$ 45.990 / R$ 49.490 (1.0)
R$ 51.990 / R$ 55.490  (1.5)
Todos os itens da versão anterior mais rádio My Connection, suporte para celular, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria.
Opcional (só para 1.5): câmbio automático, R$ 4.500

SE Plus manual (Hatch/Sedan)
R$ 48.490 / R$ 51.990 (1.0)
R$ 54.490 / R$ 57.990 (1.5)
Todos os itens da versão anterior mais Sync 3 com tela de 6,5 polegadas, duas portas USB, sensor de estacionamento, vidro elétrico traseiro, faróis de neblina, rodas de aço aro 15.
Opcional (só para 1.5): câmbio automático, R$ 4.500

FreeStyle 1.5 manual Hatch 1.5
R$ 63.490
Todos os itens da versão anterior mais suspensão elevada, rack de teto, airbags laterais e de cortina, câmera de ré, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, alarme, rodas de liga leve aro 15, repetidores de pisca laterais nos retrovisores, bancos com couro e tecido.
Opcional: câmbio automático, R$ 4.500

Titanium 1.5 automático (Hatch/Sedan)
R$ 68.990 / R$ 70.990
Todos os itens da versão SE Plus mais partida sem chave, airbags laterais e de cortina, câmera de ré, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, alarme, rodas de liga leve aro 15, repetidores de pisca laterais nos retrovisores, bancos de couro.

SEL 1.5 manual (Sedan)
R$ 65.990
Todos os itens da versão SE Plus mais airbags laterais e de cortina, câmera de ré, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, alarme, rodas de liga leve aro 15, repetidores de pisca laterais nos retrovisores, bancos com revestimento parcial de couro.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

28 DEZ
Quais as vantagens da dobradiça pantográfica no porta-malas?

Quais as vantagens da dobradiça pantográfica no porta-malas?

Mitsubishi Lancer é um dos poucos carros equipados com dobradiças pantográficas (Marco de Bari/Quatro Rodas) Qual a vantagem da dobradiça pantográfica no porta-malas? – Vanderson Spinelli, Cotia (SP) Sua principal virtude é não ocupar o compartimento de bagagens quando o porta-malas está fechado, ao contrário da tradicional estrutura “pescoço de ganso”. Essa não é sua única vantagem. Uma série de partes articuladas... Leia mais
27 DEZ
Comparativo: Ford Fiesta x VW Polo, choque de gerações

Comparativo: Ford Fiesta x VW Polo, choque de gerações

O Polo é um carro todo novo. Já o Fiesta, nem tanto (Christian Castanho/Quatro Rodas) Pode procurar com calma. É difícil identificar onde estão as mudanças do novo Ford Fiesta. Se você ainda não achou, fica a dica: olhe a frente. Faróis, grade e para-choque são diferentes do modelo fabricado no Brasil desde 2013. Curiosamente, o fim da sintonia com o europeu ocorre apenas alguns meses após a estreia do novo Polo, lançado quase... Leia mais
27 DEZ
À venda, só que não: esses são os carros mais difíceis de vender

À venda, só que não: esses são os carros mais difíceis de vender

O anúncio desse Chevrolet Astrovan é o mais antigo (e na ativa) do Webmotors: 3010 dias (Reprodução/Internet) Oito anos atrás, essa Astrovan americana 1993 teve sua foto divulgada na internet. À época, a van tinha 16 anos – nem havia terminado o Ensino Médio. O dono, Luiz Carlos Diegues, aos 62 anos (em 2017), decidiu passar adiante o Chevrolet e ainda não achou um novo dono, mas permanece firme à espera por esse momento mágico.... Leia mais
26 DEZ
Evite a empurroterapia e não seja enrolado na revisão

Evite a empurroterapia e não seja enrolado na revisão

É possível se livrar de despesas a mais na hora da revisão (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) O receio de ser enrolado por profissionais nem tão profissionais paira sob todos os donos de carros – inclusive mecânicos. Receber orçamentos com serviços “extras” e uma conta salgada na visita à concessionária chega a dar calafrios. Mas dá para evitar alguns sustos. Procuramos os consultores Amos Lee Harris Junior, da Universidade... Leia mais
26 DEZ
Impressões: Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil em 2018

Impressões: Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil em 2018

Goste ou não do visual, é preciso reconhecer: haja personalidade! (Divulgação/Mitsubishi) Ninguém duvida do poder dos SUVs. De acordo com a Mitsubishi, em 2016, na Europa, eles responderam por 77% das vendas. E metade desse gigantesco bolo era de versões 4×4. É com foco nessa realidade que a Mitsubishi está reformulando sua gama no mercado europeu. Na prática, essa história começa com o SUV deste post, o Eclipse Cross, e seguirá... Leia mais
26 DEZ
Os pneus de SUVs são mais resistentes do que os dos sedãs?

Os pneus de SUVs são mais resistentes do que os dos sedãs?

Não há necessidade de reforços adicionais para os pneus utilizados em SUVs (Marco de Bari/Quatro Rodas) Os pneus de SUVs são mais resistentes do que os dos sedãs? Há outras diferenças? – Coutinho, Goiânia (GO) Na média, a estrutura dos pneus usados pelos SUVs não exigem reforços adicionais em comparação com os utilizados em sedãs de porte equivalente. Entretanto, a borracha usada neles tem uma leve tendência a escorregar... Leia mais