Novidades

23 JUL

Muji Car 1000: o carro japonês que não tinha marca

Carro sem marca teve apenas 1.000 unidades produzidas (Reprodução/Internet)

O desenvolvimento de um carro custa uma fortuna. Mas há outros custos de marketing e publicidade que respondem por uma parcela expressiva dos investimentos.

Esses gastos, aliás, podem até mesmo inviabilizar projetos. No Japão, uma rede de lojas decidiu se aventurar nesse seara sem fazer aportes de dinheiro justamente na parque marqueteira da empreitada.

O nome desta empresa é Muji, derivado de Mujirushi Ry?hin, que em tradução direta significa “produtos de qualidade sem marca”.

De fato, a Muji só vende produtos genéricos e funcionais, com design que não vai além de “aceitável” e bons preços.

E eles vendem de quase tudo: móveis, roupas, artigos de papelaria, cosméticos e até alimentos.

Catálogo do Muji Car mostra suas funcionalidades (Reprodução/Internet)

Em 2001, a Muji resolveu produzir (e vender) um carro. 

Como experimento, lançaram o Muji Car 1000, o primeiro carro genérico da história.

Sem dinheiro para criar um automóvel do zero, a Muji recorreu à Nissan.

Seu carro seria uma variação do March de segunda geração.

Bancos dianteiros eram de tecido. Atrás, a forração era de vinil (Tsukuba2000/Wikimedia/Internet)

Tomando por base a versão mais básica, retiraram logotipos da grade dianteira e da tampa do porta-malas.

Não havia para-choques pintados, os bancos traseiros eram revestidos em vinil, as rodas eram de aço estampado e a única cor disponível era branco sólido. Era um carro simples e funcional.

No interior, o luxo vinha do rádio com CD player, do ar-condicionado, dos vidros elétricos e do espelho no parassol do motorista. O volante mantinha o logotipo da Nissan – custaria caro fazer um novo volante sem o emblema, obviamente.

O March da Muji não tinha logotipos (Tsukuba2000/Wikimedia/Internet)

O mesmo acontecia com o motor 1.0 quatro cilindros de 55 cv, com “Nissan” em sua tampa de válvulas. Curiosamente, o câmbio não era manual. Usava sempre um automático de quatro marchas.

Não devia ser de todo ruim, afinal, era um carro de 750 kg para uso urbano.

Além disso, March da segunda geração eram conhecidos pela confiabilidade e pela manutenção barata.

Grade era diferente, sem marca (Tsukuba2000/Wikimedia/Internet)

A estratégia de venda também era diferente. As mil unidades do Muji Car produzidas foram vendidas pela internet – como várias versões de carros nacionais daquela época – como exercício para o marketing da empresa.

Tirando daqui e dali a Muji conseguia vender seu carro sem marca por 930.000 yenes (R$ 31.713 ao câmbio atual), 20.000 yenes (R$ 682) mais barato que um Nissan March equivalente.

A Muji existe até hoje, inclusive fora do Japão. Mas, quando o projeto do March deixou de ser fabricado pela Nissan, a Muji nunca mais voltou ao mercado de automóveis.

Até hoje o Muji Car é o único carro sem marca da história.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

18 OUT

Fiat Uno Way retorna à linha 2019 por a partir de R$ 46.990

A Fiat voltou a disponibilizar em seu site as versões Way do Uno em seu modelo 2019, depois do hatch perder opções em meados de 2018. Veja todas versões do Uno 2019: Uno Attractive 1.0 - R$ 43.690 (custava R$ 42.990)Uno Drive 1.0 - R$ 45.590 (custava R$ 44.820)Uno Way 1.0 - R$ 46.990Uno Way 1.3 - R$ 52.690 Além de retornar com as versões mais caras do Uno, a Fiat também trouxe de volta o 1.3 de 4 cilindros Firefly e ampliou o uso do 1.0 Firefly de 3 cilindros. Antes, a... Leia mais
18 OUT

Teste: Novo VW Jetta se esforça para se desvencilhar do Virtus

Sedã cresceu 4,3 cm no comprimento e 2,1 cm na largura, totalizando 4,7 m x 1,8 m (Christian Castanho/Quatro Rodas)O novo VW Jetta estreia agora no Brasil. Ao contrário do antecessor, dono de um visual bem-comportado, o modelo chega à sétima geração com estilo ousado.Na dianteira, a grade antes horizontal e discreta cresceu e ficou trapezoidal – remete ao sedã Arteon, comercializado na Europa. E, na lateral, os balanços dianteiro e traseiro deixaram de ser proporcionais e... Leia mais
18 OUT

BMW revela o inédito X7, maior SUV já produzido pela marca

A BMW revelou oficialmente o inédito X7. Anunciado em 2016, o modelo ganhou um conceito homônimo em 2017 e passou a ser flagrado em testes nos últimos meses. Para 2019, a previsão é de que o maior SUV já feito pela marca chegue ao Brasil. Além do visual, o X7 também passará a ditar as regras para os aparatos tecnológicos da linha X. Entre seus equipamentos, há quadro de instrumentos digital com tela de 12,3 polegadas, assistente pessoal/concierge, faróis de laser com alcance... Leia mais
18 OUT

Honda inicia pré-venda da GL 1800 Gold Wing 2019 partindo de R$ 136.550

A Honda anunciou o início das vendas do modelo 2019 de sua moto mais cara no Brasil. Apresentada no Salão Duas Rodas 2017, a nova GL 1800 Gold Wing pode ser encomendada a partir do próximo dia 22 de outubro por valores que começam em R$ 136.550. Veja os preços: GL 1800 Gold Wing: R$ 136.550GL 1800 Gold Wing Tour: R$ 156.550 De acordo com a montadora, as primeiras unidades serão entregues apenas em fevereiro de 2019. Esta nova geração da Gold Wing traz as mais profundas... Leia mais
17 OUT

Longa Duração: conectar o celular no VW Virtus é tarefa árdua

Entrada USB: atrás do câmbio, no fundo do porta-objetos (Péricles Malheiros/Quatro Rodas)Quase todas as anotações dos usuários do Virtus são positivas. As mais comuns: “Nem parece que o motor é 1.0”, “Na cidade, a suspensão é um pouco dura, mas na estrada o comportamento é excelente”, “O nível de espaço é ótimo na cabine e no porta-malas”.Mas há um ponto negativo que, com o passar do tempo, tem ganhado destaque: a dificuldade para conectar o cabo do celular à porta... Leia mais
17 OUT

Concessionária dos EUA mandava cartas de falsos recalls para atrair consumidores à oficina

Uma rede de concessionárias dos Estados Unidos enviou 21 mil cartas a proprietários de veículos da Toyota e da Nissan, anunciando falsos recalls. Ela foi acusada de enganar os consumidores para atrai-los para suas oficinas. A prática aconteceu entre 2015 e 2017 e foi denunciada pela FTC, a agência reguladora do comércio no país, equivalente ao Cade no Brasil. Os avisos foram impressos eram em papel vermelho com letras garrafais e falavam em urgência. Mas a maioria dos... Leia mais