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23 JUL

Estado de saúde de Marchionne apressou troca no comando da Fiat Chryser; entenda

O mundo automotivo foi pego de surpresa com a saída repentina de Sergio Marchionne do comando da FCA (conglomerado que inclui fabricantes como Fiat, Jeep, Ram, Dodge e Chrysler) e da Ferrari.

Não era novidade que o italiano de 66 anos deixaria o cargo no ano que vem, e a transição já estava sendo preparada.

Mas a saída foi acelerada após Marchionne ter o estado de saúde bastante comprometido em decorrência de complicações médicas de uma cirurgia no ombro, realizada em junho.

As informações oficiais sobre o quadro de Marchionne são escassas. A fabricante, em comunicado, diz que o estado de saúde “piorou significativamente” no sábado, e que o executivo “não poderá retornar ao trabalho.”

De acordo com jornais italianos, o estado de saúde de Marchionne é “irreversível”, e ele estaria em coma induzido desde sábado, em um hospital de Zurique, na Suíça.

O novo presidente da FCA é o britânico Mike Manley, que comandava a marca Jeep. Ele será o primeiro não italiano a dirigir a Fiat.

Outro executivo, Alfredo Altavilla, considerado braço direito de Marchionne, renunciou ao posto de diretor do grupo para Europa, Oriente Médio e África.

Marchionne passou os últimos 14 anos no comando da companhia. Quando assumiu o posto, em 2004, o grupo se chamava apenas Fiat, sem as marcas americanas.

O executivo conseguiu organizar as finanças da Fiat e fazer a empresa lucrativa outra vez logo no ano seguinte, após perdas bilionárias em 2003.

Veja alguns feitos de Marchionne à frente da FCA:

Fonte: G1

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