Já é tradição no setor automotivo começar o ano com temperaturas congelantes no Salão de Detroit, um dos maiores eventos da indústria. Mas essa história vai mudar a partir de 2020, quando a feira será realizada em junho, não mais em janeiro.
Os organizadores apostam no calor de verão para atrair mais público com atividades ao ar livre, test-drive, gastronomia, shows e palestras pela cidade, extrapolando os limites dos pavilhões do Cobo Center.
"Com novo rumo e foco, a feira será uma disrupção das feiras tradicionais e vai criar um novo evento sem precedentes na indústria", afirmou o diretor Rod Alberts.
Além do frio, a feira sofreu nos últimos anos com a competição da CES, feira de tecnologia que acontece poucos dias antes em Las Vegas.
A convergência entre os veículos e as empresas de tecnologia fez com que algumas montadoras levassem estreias para a CES, deixando menos novidades para Detroit.
Audi, BMW e Mercedes-Benz não participarão da edição de 2019 do Salão de Detroit.
Indústria em transformação
Outros salões também sofrem com a debandada de marcas, que preferem investir em outros tipos de publicidade e marketing.
O Salão de Paris, que acontece em outubro deste ano, não terá marcas como Volkswagen, Ford, Peugeot, Citroën, Opel, Nissan e Volvo.
Em novembro, o Salão de São Paulo tinha até maio 30 fabricantes confirmadas - 4 a menos que na última edição em 2016.
Para compensar, os visitantes poderão ter mais experiências na direção com três áreas de test drive, entre elas uma exclusiva de carros elétricos.