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19 JUL

Teste: Fiat Toro Endurance, praticamente um boi

Porta-escada no teto e faróis de neblina são opcionais (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Todo boi foi touro um dia. Para ser mais exato, até o dia em que foi castrado para ficar mais manso e ser destinado à engorda ou ao trabalho do campo.

O touro, com as intimidades intactas, é a versão completa. O boi, por sua vez, é a nova Toro 1.8 Endurance.

É a versão básica. Assim como o boi, tem peças a menos para contar a história. Não há rádio, faróis de neblina ou alarme. Maçanetas e retrovisores não têm pintura, as rodas são de aço aro 16 com calotas plásticas e os espelhos externos são ajustados por comando interno mecânico. Mesmo assim, custa R$ 90.990.

Uma Toro Endurance com todos os opcionais e pintura metálica custa R$ 99.609 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Isso tem motivo. A antiga versão de entrada, Freedom, foi promovida na linha 2019. Ganhou rodas de liga leve de 16 polegadas, porta-escadas, barra de teto longitudinal, sensor de estacionamento traseiro, retrovisores na cor da carroceria com repetidores de seta, faróis de neblina, brake light que também ilumina a caçamba e a capota marítima.

Não foi de graça: passou de R$ 91.990 para R$ 102.990 – um aumento de R$ 11.000 que dificilmente passaria despercebido.

Volante de couro com comandos do som está vinculado à compra do rádio (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A versão Endurance faz concessões para manter a Toro fora da baia dos R$ 100.000, mas não todas possíveis.

Há ar-condicionado, direção elétrica, piloto automático (comandado por botões no volante), vidros elétricos dianteiros e traseiros, colunas centrais revestidas de preto, lanternas de leds, monitor de pressão dos pneus, controles de estabilidade e tração, e assistente de partida em rampa.

Quadro de instrumentos tem tela de TFT de 3,5? (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Foi-se o tempo em que os Fiat mais básicos não tinham sequer conta-giros e vidros verdes.

Central multimídia tem aspecto barato (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Além do mais, quase todos os equipamentos que a Freedom tem a mais estão disponíveis como opcional para a Toro Endurance.

O pacote Convenience, de R$ 2.490, soma brake light, porta-escadas (barra no teto que evita arranhões na pintura), retrovisores com ajuste e rebatimento elétrico, faróis de neblina, alarme e sensor de estacionamento.

Toro flex tem sempre câmbio com 6 marchas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Há duas opções de sistema de som: um  rádio com Bluetooth igual ao do Mobi, por R$ 1.000, ou uma central multimídia Mopar (de aspecto meio barato) com GPS, TV digital e DVD, além de Bluetooth.

Versão Endurance não tem bancos de couro (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Por sinal, sua tela de 6,2 polegadas é maior que a da central Uconnect, presente nas demais versões, com 5 polegadas. Mas custa R$ 3.300. Os dois pacotes incluem volante com comandos do som e revestimento de couro.

Espaço traseiro é bom (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O lado manso do boi, digo, da Toro Endurance, aparece na nossa pista de testes. Equipada com o motor 1.8 E.torQ Evo de 139/135 cv e 19,3/18,8 mkgf e um câmbio automático de seis marchas, a picape precisou de 16,2 s para chegar aos 100 km/h.

Protetor de caçamba é de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Argo 1.0 fez o mesmo em 15,4 s. O consumo até foi aceitável: 9,6 km/l em ciclo urbano e 11,3 km/l no rodoviário, com gasolina – muito mais cara que o feno ou a ração.

A Toro Endurance tem o preço que você vai ver nas propagandas e só é interessante básica. Se for para equipar, melhor partir para a versão Freedom.

Fonte: Quatro Rodas

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