Novidades

18 JUL

Os carros com projeto mais antigo do mercado brasileiro

Mas sejamos honestos: alguns deles nem fazem questão de disfarçar a idade (Montagem/Divulgação/Christian Castanho/Marco de Bari/Quatro Rodas)

Na última década o brasileiro presenciou a chegada de modelos nacionais com tecnologia de ponta e desempenho máximo em testes de impacto – um dos principais sinais de um projeto moderno.

Apesar disso, ainda dá para encontrar nas concessionárias veículos desenvolvidos na década de 90.

Há inúmeros motivos para algumas marcas ainda produzirem esses “clássicos” até hoje. Um dos principais é o fato do custo de desenvolvimento já estar pargo, o que normalmente leva de dois a quatro anos para acontecer.

Como o investimento para criar esse determinado modelo está amortizado, a fabricante pode cobrar menos por eles, aumentar a margem de lucro ou as duas coisas.

É importante ressaltar que, apesar disso significar um veículo defasado para o consumidor, não há nenhuma restrição legal nessa política. Afinal, mesmo antigos, esses produtos passaram pelas atualizações necessárias (sobretudo no trem de força) para se manter dentro da legislação local.

Tire a naftalina dos bolsos, tente conectar ao ICQ e coloque a TV no Disk MTV enquanto te levamos para essa viagem a bordo dos veículos mais antigos ainda em produção no Brasil:

A última atualização do Gol foi simples: estenderam o design da versão Track para todas as outras variantes (Divulgação/Volkswagen)

É o “menos velho” desta relação, com dez anos apenas. A atual geração é a terceira (quinta, pelas contas da VW) geração e recentemente passou por mais uma reestilização.

O modelo oferece o moderno 1.0 de três cilindros também usado no Up! e chegou a ser equipado com o 1.6 16V em uma versão que durou pouco mais de dois anos.

No entanto, a evolução que a plataforma PQ24 deu ao hatch há uma década não surte mais efeito em um mercado dominado por soluções modulares.

Exatamente por isso o próximo Gol, previsto para 2020, adotará uma versão menor da base MQB usada por Golf e Polo, chamada MQB A00. Até lá, porém, o máximo de evolução que o decano hatch terá será o câmbio automático convencional de seis marchas, previsto para chegar ao mercado em breve.

O Logan ficou mais moderno desde seu lançamento, mas ainda carece de equipamentos de segurança, como ESP e airbags extras (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O sedã franco-romeno é o único desta reportagem que pode piscar o farol com orgulho e confirmar que não só continuará em linha, como será novamente reestilizado em breve.

É verdade que, em 2013, o modelo passou por uma reestilização tão profunda que a Renault se nega a afirmar que se trata da mesma geração.

Mas a versátil plataforma B0 está lá, incluindo algumas de suas limitações – como as portas com batentes expostos no teto que são adoradas pelos ladrões e o péssimo desempenho em testes de impacto.

O Logan é um sucesso de vendas e, por isso, ele é um forte candidato a permanecer nessa lista por muitos anos.

O visual com uma pegada esportiva ainda ajuda o Lancer a manter uma pequena, mas fiel parcela de consumidores fiéis (Divulgação/Mitsubishi)

Esta geração do sedã japonês foi lançada em 2007, mas chegou ao Brasil em 2011. Quando começou a ser montado em Catalão (GO), em 2015, o projeto já tinha oito anos.

Em seu auge, a atual geração do Lancer deu origem ao último Evolution, que encerrou em grande estilo a linhagem de esportivos da Mitsubishi.

O futuro, fora e dentro do Brasil, porém, é incerto. O Lancer sobrevive em alguns mercados com reestilizações de gosto discutível e a marca já afirmou que não tem planos de desenvolver uma nova geração tão cedo.

Por aqui o modelo segue em produção em duas versões, com motor 2.0 e câmbio automático CVT, ao lado da L200, ASX e Suzuki Jimny – outro integrante dessa lista, aliás.

A última reestilização deu à perua um visual mais retilíneo (Divulgação/Volkswagen)

Ela é antiga, mas ainda tem um título ainda imbatível. O modelo derivado do Fox é a perua mais moderna fabricada no Brasil.

Isso é o que muito publicitário diria, no que o consumidor atento iria rebater com o fato de que, fora ela, só tem mais outra perua no mercado (e que, sem surpresa, também está nessa lista).

Por conta disso, as vendas da SpaceFox vêm caindo junto com sua oferta de versões: atualmente há duas, Trendline com câmbio manual ou automatizado.

A má notícia é que as chances da Volkswagen fazer uma nova perua por aqui são tão raras quanto o consumidor fiel deste segmento.

Ao invés de fazer uma nova geração, a marca vai se concentrar nos onipresentes SUVs.

Daquelas propagandas cheias de adjetivos, só sobrou um: o Tucson é o SUV mais… antigo em produção do Brasil (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Apesar de estar desaparecendo das concessionárias, a CAOA, que produz o SUV no Brasil, nega que ele tenha saído de linha.

Sendo assim, a unidade da empresa em Anápolis (GO) é a única do mundo a produzir três gerações distintas do utilitário sul-coreano. As outras duas, ix35 e “New” Tucson, são mais recentes: de 2010 e 2016, respectivamente.

Tantos anos no mercado facilitam a tarefa de encontrar peças de reposição. E o amplo espaço interno é um dos trunfos que facilitam a revenda.

Pesa contra, no entanto, quase todo o resto. Não há airbags adicionais, controle de estabilidade e tração ou mesmo um simples vidro elétrico com função um-toque para todas as portas.

“Mas para que essa grade e esses faróis tão grandes”, teria perguntando chapeuzinho vermelho (Divulgação/Chevrolet)

Os haters de internet vão correr pra dizer que essa geração Montana é muito mais nova do que colocamos aqui.

É uma meia-verdade. Sua carroceria derivada do Agile é bem mais recente, de 2010.

Tanto a plataforma quanto o motor da picape feita em São Caetano do Sul (SP) são herdados do primeiro Corsa nacional, lançado no longínquo 1994.

Não que isso ajude a Montana: ela é a segunda picape mais antiga ainda em produção do Brasil, e ela nunca passou por uma grande atualização visual.

Na verdade, o modelo à venda é anterior até mesmo do que o último Agile, que havia sido reestilizado alguns meses antes de sair de linha, em 2014.

Isso provocou uma situação bizarra: um carro que deixou de ser fabricado há quase quatro anos tem visual mais novo do que um ainda em produção.

O Fox já teve seus dias de glória, mas agora ele é mais uma vítima do efeito Polo (Divulgação/Volkswagen)

Já faz 15 anos que a gigante alemã teve a brilhante ideia de lançar um hatch compacto, mas com teto alto. O truque permitia ampliar o espaço interno (ainda que às custas de passageiros com joelhos mais flexionados).

O mercado recebeu o Fox tão bem que seu preço foi aumentando antes mesmo de chegar às lojas. Em estudos com potenciais consumidores, a VW descobriu que eles estavam dispostos a pagar mais do que ela esperava pelo carro e, com isso, aumentou a etiqueta logo em seu início.

Ao longo desse período o Fox teve versão aventureira, motor de 120 cv e até câmbio de seis marchas.

Atualmente, porém, ele padece do mesmo desaparecimento gradual enfrentado pela SpaceFox, com o agravente que o hatch ainda concorre com o (bem) mais moderno Polo.

O visual incomum foi amenizado na última (e única) reestilização que o Doblò teve no Brasil (Divulgação/Fiat)

Sabe quando um artista que tava no ostracismo morre e muita gente se surpreende ao nem saber que ele estava vivo até então? Pois bem, esse é o caso da Doblò.

A multivan segue em linha apostando em seus diferenciais, como as duas portas corrediças e opção de sete lugares.

Só que fica difícil explicar como alguém paga quase R$ 100 mil em um modelo que não tem sequer câmera de ré ou ar-condicionado digital. E não vamos nem falar do controle de estabilidade ou airbags extras…

Entusiastas do modelo podem cobiçar a versão europeia, que está em sua segunda geração e já tem um sucessor confirmado pela FCA.

Mas a Doblò brasileira terá que enfrentar o mesmo destino de quase todos os modelos daqui: ir perdendo versões e mercado (não necessariamente nessa ordem) até sair de linha – um dia.

O Jimny pode até ser velhinho, mas ele também é o mais valente desta reportagem (Marco de Bari/)

Justiça seja feita: o Jimny não é antigo só no Brasil. O pequeno jipe demorou vinte anos pra mudar de geração lá fora.

É tão antigo que a mesma geração foi vendida no Brasil de 1998 a 2001, quando a Suzuki saiu do Brasil. A marca retornou em 2008 e trouxe o modelo.

Como dissemos lá em cima, o Jimny é feito ao lado de alguns modelos da Mitsubishi em Catalão (GO). É nacional desde 2012.

É um carro bom para indecisos na hora de comprar, já que só está disponível no Brasil o 1.3 aspirado de 85 cv com câmbio manual de cinco marchas.

Não que isso seja um problema para seus entusiasmados consumidores. Afinal, com tração 4×4 e reduzida, o Jimny pode fazer muito SUV de luxo passar vexame no off-road de verdade.

A HPE confirmou que irá vender a nova geração do Jimny por aqui. Mas não precisa desanimar: ela também reforçou que o modelo atual, que acaba de receber central multimídia, seguirá em linha.

A versão cabine dupla tem caçamba e cabine pequenas, mas isso não atrapalhou suas boas vendas (Divulgação/Fiat)

O Brasil ainda amargurava a derrota para a França quando a Fiat lançou sua mais nova (naquela época) picape no mercado nacional.

A Strada era o último produto derivado do Palio – e com inovações surpreendentes para a época.

Logo de cara a Fiat ousou ao disponibilizar ABS e airbag duplo, ainda que opcionais. A grande sacada, porém, foi ampliar de forma ágil a gama de versões.

Teve Strada esportiva, com câmbio automatizado, cabine estendida, dupla e até de três portas.

Essa versatilidade se refletiu em um domínio até hoje esmagador: as vendas de VW Saveiro e Chevrolet Montana, somadas, não superam a líder do segmento.

A esmagadora maioria dessas unidades, porém, vai para frotistas e vendas diretas.

É provável que a Strada como conhecemos saia de linha no ano que vem, quando chegará a sua sucessora.

Haja plástico pra esconder as rugas: a plataforma da Weekend é a mesma desde seu lançamento, em 1997 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Se a perua Palio fosse uma pessoa, é provável que ela pedisse para que desligassem as máquinas.

O modelo que foi desejo de consumo de muita família teve dias de glória e nomes compridos.

Mas até isso lhe tiraram: de Fiat Palio Weekend Adventure 1.8 E.TorQ Locker Dualogic Plus só lhe restaram a referência ao final de semana e a versão aventureira.

Nem o “Palio” sobrou – a referência ao hatch sumiu do RG em 2014, quatro anos antes do próprio compacto sair de linha.

E pensar que o modelo chegou a ser equipado com, acreditem, banco do motorista com ajuste elétrico e airbags laterais!

Atualmente a Weekend aparece no configurador da marca somente em duas versões, Attractive 1.4 (que não tem nem ar-condicionado de série) e Adventure 1.8.

A opção mais potente, porém, é a única disponível para consumidores finais, sendo a 1.4 destinada às vendas diretas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

15 MAI

Motorista do Tesla que bateu em caminhão diz que carro estava no 'piloto automático'

A motorista do Tesla Model S que bateu na traseira de um caminhão de bombeiros na última sexta-feira (11) nos Estados Unidos afirmou que o sistema de "piloto automático" Autopilot estava acionado antes da colisão. O Autopilot é capaz de conduzir o Tesla de forma semiautônoma em algumas condições, inclusive detectar a parada de um veículo à frente e frear o carro sozinho para evitar a colisão. A condutora ainda admitiu para a polícia de South Jordan que estava olhando para... Leia mais
15 MAI

Empresa chinesa fará testes com carro autônomo para competir com Google e Tesla

A cidade de Shenzhen, no sul da China, autorizou a gigante de tecnologia Tencent Holdings a testar seu carro autônomo em algumas rodovias públicas, enquanto o país busca reforçar sua posição na corrida global pela tecnologia de veículos autônomos. A Tencent obteve uma licença para seu carro autônomo do Departamento de Transporte de Shenzhen, informou a agência estatal de notícias Xinhua. A iniciativa segue o movimento de Pequim para emitir diretrizes nacionais para testes... Leia mais
15 MAI

Tesla Model X puxa avião de 130 toneladas para tentar recorde

Depois de literalmente mandar um carro para o espaço, a Tesla busca um novo recorde ao puxar um avião Boeing 787-9 Dreamliner, de 130 toneladas, por cerca de 300 metros em um aeroporto da Austrália. Se confirmado pelo Guinness, que verifica se não houve modificação no veículo, o Model X entrará para o livro dos recordes como o veículo elétrico com a maior capacidade de reboque. Entre os modelos movidos a combustão, a melhor marca é do Porsche Cayenne, que pôs em movimento... Leia mais
15 MAI

Venda de veículos seminovos cai pela metade no ano; a de usados de 9 a 12 anos sobe 79%

A venda de veículos seminovos, aqueles com até 3 anos de uso, caiu pela metade de janeiro a abril, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Fenauto, federação dos revendedores multimarcas. Essa foi a "faixa etária" mais negociada entre os usados em 2016 e 2017, mas, neste ano, ela é a apenas a terceira, perdendo para os que têm de 4 a 8 anos ("usados jovens", na classificação da Fenauto) e os de 13 anos ou mais ("velhinhos"). Comprou ou trocou... Leia mais
14 MAI

Grandes Comparativos: Urutu EE-11 x Cascavel EE-9

Tanque Cascavel EE-9: blindado a toda prova (Arquivo/Quatro Rodas)Você está mais do que acostumado a ouvir falar de blindados nas ruas brasileiras. Com a escalada da violência nas grandes cidades, muita gente reforça a proteção de seus automóveis com placas de aço que viram escudos à prova de bala.Três décadas atrás, isso soaria como extravagância ou maluquice. Naquele tempo, veículo blindado? Só os tanques de guerra usados nos combates ou em manobras militares.É claro que... Leia mais
14 MAI

Denis Marum

Denis Marum é dono de oficina, formado em engenharia mecânica e tem 29 anos de experiência com automóveis. No G1, escreve o Blog do Denis Marum, onde dá dicas e tira dúvidas dos leitores sobre o mundo das quatro rodas. ... Leia mais