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17 JUL

Ford faz acordo de US$ 299 milhões por 'airbags mortais' nos EUA

A Ford fez um acordo de US$ 299 milhões (R$ 1,15 bilhão) para indenizar clientes afetados pelos problemas do chamados "airbags mortais" nos Estados Unidos, segundo a agência Reuters.

O acordo cobrirá diversas formas de "perdas econômicas" de consumidores, que entraram com ação coletiva alegando que os veículos foram vendidos como "seguros", pagaram mais por modelos com airbags ou tiveram algum prejuízo com carro parado por recall.

Outras seis fabricantes (Honda, Toyota, Nissan, Mazda, Subaru e BMW) já fizeram acordos semelhantes para acabar com os processos nos EUA, somando mais de US$ 1,2 bilhão (R$ 4,6 bilhões), de acordo com a Reuters.

O defeito

A falha nos dispositivos produzidos pela japonesa Takata por anos faz com que o airbag abra com muita força, em caso de acidente.

O problema está na vedação do insuflador, onde fica o gás que faz o airbag ser acionado. A peça pode trincar, e a exposição à umidade também pode alterar o gás.

Assim, quando há uma colisão e o airbag deve ser acionado, ele não abre corretamente, e explode.

O insuflador (que tem peças metálicas) se parte e seus pedaços são atirados contra os ocupantes dos veículos. Até por isso, os ferimentos de algumas vítimas foram confundidos com facadas ou tiro.

Mortes e recall no Brasil

Fora do Brasil os defeitos em airbags da Takata estão relacionados a 23 mortes e provocaram o maior recall da história, com cerca de 2 milhões de veículos só no Brasil (veja a lista).

Mais de 1 milhão de carros ainda precisam trocar as bolsas infláveis por aqui. Só em 2018, a Ford convocou mais de 37 mil unidades da picape Ranger para substituir o "airbag mortal" no Brasil.

Nos Estados Unidos, um homem de 52 anos morreu depois que sua Ranger colidiu com uma vaca. O acidente foi considerado leve, mas os estilhaços de metal atingiram o pescoço do motorista, que morreu por causa da hemorragia.

Outra morte ocorreu em veículo da Ford, mas a maioria aconteceu em modelos Honda: foram 21 no total. Não há relatos de mortes pelo problema no Brasil.

Fonte: G1

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