Novidades

16 JUL

Indian, Kasinski e Buell: relembre marcas de motos que deixaram o Brasil

A marca americana Indian acaba de suspender a venda de suas motos no Brasil. Depois de criar a sua filial brasileira em 2015, a empresa controlada pelo grupo Polaris encontrou o mercado em queda de vendas nos últimos anos e não teve o desempenho esperado no país.

Outras fabricantes de motos também passaram por essas idas e vindas no Brasil, como é o caso da clássica Agrale, a extinta Buell e até as brasileiras Kasinski e Sundown. Relembre algumas marcas de motos deixaram o Brasil:

Indian

Quando inaugurou suas atividades no país em 2015, a Indian tinha expectativa de fazer do Brasil o seu segundo mercado mais importante no mundo, apenas atrás dos Estados Unidos, sua terra natal.

Em 2017, a empresa já havia interrompido a montagem local em Manaus, passando a trazer as motos apenas por importação. Com poucas unidades emplacadas em 2018, a empresa decidiu por suspender a operação brasileira.

A Indian é uma concorrente direta da Harley-Davidson e tem estilo parecido com seus produtos nas categorias custom e touring. O último modelo lançado no Brasil foi a Scout Bobber no último Salão Duas Rodas.

Nos Estados Unidos e outros países, a Indian continua na ativa e tem mais de 100 anos de vida, ela foi criada em 1901.

Sundown

A Sundown começou atuando no mercado de bicicletas e, em 2003, passou a investir em motocicletas. Sua ascensão foi muita rápida e, em apenas dois anos, assumiu a 3ª posição de vendas, ficando atrás apenas de Honda e Yamaha.

Com produtos de origem chinesa das marcas Qingq e Zongshen, a Sundown tinha uma linha de montagem em Manaus. Entre os modelos de maior sucesso, estavam Hunter 100, Future e Motard 125.

Kasinski

A Kasinski foi uma das marcas de motos brasileiras mais emblemáticas. Criada em 1999 por Abraham Kasinsky, mesmo fundador da empresa de autopeças Cofap, chegou a fazer sucesso principalmente com os modelos Comet.

No início, trabalhava apenas com a linha de modelos de origem sul-coreana da Hyosung. Em 2009, a marca foi vendida para o grupo CR Zongshen, de origem chinesa, mas liderado no Brasil por Claudio Rosa, que já havia trabalhado na Sundown.

Misturando em seu portfólio os modelos da Hyosung, de maior cilindrada, e motos de baixa cilindrada chinesas da Zongshen, a nova montadora tinha fábrica instalada em Manaus e grandes ambições.

Durante o processo, a CR Zongshen também tentou emplacar a venda de motos da marca Flash em redes varejistas, mas a empreitada não vingou.

Em 2012, a CR Zongshen chegou a anunciar que o plano era chegar a 600 mil motos por ano até 2020, mas o objetivo não se concluiu. Apenas dois anos depois, em 2014, a parceria com os chineses foi desfeita e a montadora encerrou suas atividades.

Buell

A norte-americana Buell é uma das marcas de motos com história mais interessante. O sonho de um ex-engenheiro da Harley de criar motos mais esportivas, algo que não cabia na linha da H-D, levou Erik Buell a desenvolver a própria moto.

Criada nos anos 80, a Buell acabou sendo comprada pela Harley-Davidson em 2003. Em 2005, a marca chegou ao Brasil por meio do Grupo Izzo, que na época representava a empresa no país.

As motos Buell se destacavam pelo conjunto compacto e soluções tecnológicas um tanto diferenciadas, como o tanque de combustível no chassi. Modelos de destaque foram Lightining e Ulysses.

Em 2009, a Harley-Davidson anunciou o fechamento da marca para focar na própria marca H-D. Anos depois, Eric Buell voltou a produzir motos, mas esses modelos não vieram ao Brasil.

Agrale

A Agrale tem uma longa história como empresa automotiva no Brasil, começando nos anos 60 com a produção de tratores e passando a caminhões na década de 1970.

Nos anos 80 veio a parceria com a italiana Cagiva e chegaram as SXT e Elefant, focadas no segmento off-road e com motores 2 tempos.

No final dos anos 80, a empresa se mudou do Rio Grande do Sul para Manaus e na década de 1990 vieram novos modelos, como a Elefantré, e também parcerias com a Husqvarna e a MV Agusta. A produção se encerrou em 1997.

Benelli

Tradicional marca italiana, atualmente a Benelli faz parte do grupo chinês Qianjang. Depois de uma passagem pelo país nas mãos do grupo Izzo, a marca anunciou no Salão Duas Rodas 2013 o retorno ao Brasil, juntamente com a Keeway, que faz parte da mesma empresa.

Com um dos maiores estandes daquele evento, a Benelli chegou a anunciar 7 modelos para o Brasil, como BN600 e TREK Amazonas, mas o negócio não engrenou e o projeto foi descontinuado.

Keeway

Como a Benelli, a chinesa Keeway acabou não efetivando o projeto Brasil, que previa montagem das motos em Manaus. Ao contrário da Benelli, a Keeway é focada em produtos de menor cilindrada, como scooters.

Amazonas

Que tal usar peças de carro para fazer uma moto? O primeiro protótipo recebeu o nome de Motovolks e carregava motor e câmbio do Fusca. Chamando a atenção, o projeto do final dos anos 70 foi adquirido por um empresário que criou a marca Amazonas e deu início a produção em série.

Era considerada uma das motos mais pesadas do mundo, passando dos 330 kg, e talvez a primeira a ter marcha ré.

O modelo evoluiu recebendo motor de Brasília e chegou a ser exportado para outros países e a equipar algumas polícias brasileiras. A empresa se manteve até 1988, quando encerrou a produção.

A Amazonas tentou retornar mais de uma década depois por meio de uma parceria com a chinesa Loncin, mas para atuar no segmento de baixa cilindrada, o que acabou não dando certo.

Fonte: G1

Mais Novidades

09 JAN

Porsche revela 911 Cabriolet; modelo chega ao Brasil no segundo semestre

A nova geração do Porsche 911 foi apresentada há pouco mais de um mês no Salão de Los Angeles e já ganhou mais um integrante: a versão Cabriolet. O modelo já está à venda na Alemanha e chega ao Brasil no segundo semestre deste ano. Em relação à configuração cupê, o conversível substitui o teto rígido pelo retrátil de tecido com vidro integrado sem deixar de lado as linhas clássicas do 911. De acordo com a marca, o novo sistema hidráulico permite que a capota... Leia mais
09 JAN

CG, R 1200 GS e MT-03: as motos mais vendidas por categoria em 2018

Depois de 7 anos sem crescer, a venda de motos voltou a subir em 2018, encerrando uma série negativa que vinha desde 2012. Carros mais vendidos por categoria em 2018Motos 2019: veja 25 lançamentos esperados Apesar da retomada no setor, não houveram grandes supresas entre as primeiras colocadas de cada segmento. Líder no geral e também entre as motos urbanas, a Honda CG 160 continua sem dar chances para as rivais e alcançou 253.244 unidades vendidas em 2018. Entre os... Leia mais
09 JAN

Há cinco anos um carro não vendia mais de 200 mil unidades no Brasil

Onix teve mais de 210.000 unidades vendidas em 2018 (Christian Castanho/Quatro Rodas)O ano de 2018 terminou sinalizando alguma recuperação do mercado automotivo brasileiro. Foram emplacados 2.470.654 automóveis e comerciais leves, uma alta de 13,74% frente a 2017.Outros fatos também mostram que o ano que passou foi acima da média. O Chevrolet Onix teve 21.763 unidades emplacadas em agosto de 2018, interrompendo assim um jejum de 44 meses: desde dezembro de 2014 um automóvel não tinha... Leia mais
09 JAN

Conheça os SUVs mais vendidos em cada estado brasileiro

Líder do mercado de SUVs, Compass é o preferido em 13 estados e no DF (Christian Castanho/Quatro Rodas)Sabe por que as fabricantes andam investindo tanto em utilitários esportivos? Os SUVs compactos, o segmento mais disputado da atualidade, responderam por 24,3% dos 1.338.365 automóveis emplacados no Brasil até agosto deste ano.Só perdem em participação para os hatches compactos. Que eles são o desejo de muita gente, já sabemos. Mas qual é o SUV preferido de cada estado brasileiro?A... Leia mais
09 JAN

Clássicos: Dodge Dart ficou menor a cada geração e conquistou americanos

O Dart 1975 era compacto nos EUA, mas gigante no Brasil (Christian Castanho/Quatro Rodas)Novidade para 1960, o Dodge Dart (dardo em inglês) era um modelo ligeiramente menor e mais barato que os grandalhões Matador e Polara. Baseado na linha Plymouth (divisão mais acessível da Chrysler Corporation), tinha 5,34 metros e estrutura monobloco, avanço notável sobre os rivais Ford e Chevrolet.A versão básica, Seneca, trazia as carrocerias sedã (de 2 e 4 portas) e a perua (4 portas). A... Leia mais
09 JAN

Tribunal de Tóquio rejeita pedido para libertar Ghosn

O Tribunal Distrital de Tóquio rejeitou nesta quarta-feira (9) um pedido da defesa de Carlos Ghosn pela soltura do ex-presidente do conselho da Nissan, que está preso desde 19 de novembro acusado de irregularidades financeiras, segundo a imprensa local. Na véspera, o brasileiro apareceu em público pela primeira vez desde a prisão e afirmou ser inocente, em audiência judicial. A atual ordem de prisão contra o executivo expira na sexta-feira. Na última segunda, o tribunal de... Leia mais