Novidades

11 JUL

Dirigimos o VW T-Cross, SUV turbo que será rival de HR-V e Creta

Nas versões com faróis halógenos a DRL ficará junto às luzes de neblina (Divulgação/Volkswagen)

É de bom tom que, quando se chega em um churrasco atrasado, se traga uma boa cerveja gelada para compensar. A Volkswagen, última marca generalista a entrar no segmento de SUVs compactos, pretende fazer isso com o inédito T-Cross.

O utilitário derivado do Polo só chega ao Brasil no ano que vem, mas QUATRO RODAS teve a oportunidade de dirigir algumas unidades pré-série do modelo que, se não tomar a liderança, pode ao menos ameaçar o domínio do Honda HR-V (e seus rivais Hyundai Creta e Jeep Renegade) no segmento de SUVs compactos.

Versão nacional terá o entre-eixos alongado em 8,6 cm a partir da coluna B (Divulgação/Volkswagen)

A VW ainda não revelou detalhes cruciais sobre o T-Cross, incluindo seu visual, diferença entre versões e, naturalmente, preço. Mas o que foi antecipado pode agradar você, seu bolso e seus passageiros.

A começar pelo espaço interno: o T-Cross que será feito em São José dos Pinhais (PR) tem um entre-eixo 8,6 cm maior que a versão europeia.

Com isso, ele chega aos 2,65 m de entre-eixos, superando HR-V (2,61 m) e Creta (2,59 m), apesar de ser mais curto, com 4,19 m. Veja a diferença do T-Cross europeu e brasileiro em relação a seus rivais:

As versões mais caras terão câmera de ré e assistente de estacionamento automático (Divulgação/Volkswagen)

Outra diferença, esta exclusiva para o Brasil, está na oferta de versões, composta somente por motores TSI, de 128 cv (1.0) e 150 cv (1.4), com opção de câmbio manual para os pacotes iniciais e automático de seis marchas nos restantes.

A fábrica paranaense até produzirá uma versão 1.6 16V aspirada do T-Cross, mas que será vendida só em outros países da região, como Argentina e Chile.

A parte inferior dos para-choques serão diferentes na versão nacional (Divulgação/Volkswagen)

Um ponto que a Volkswagen fez questão de destacar é que o T-Cross brasileiro terá ESC e seis airbags de série (neste caso, indisponível até para a dupla Polo/Virtus, dotados de quatro bolsas infláveis).

Por aqui também teremos opção de teto-solar panorâmico, inexistente na Europa, e opção de pintura em dois tons.

Executivos da marca anteciparam que o modelo nacional terá oito opções de cores, uma redução pequena diante da paleta de 12 tons disponível na Europa.

É verdade que provavelmente três ou quatro cores serão diferentes variações de cinza e preto, mas pelo menos o T-Cross terá um nível de customização raro neste segmento.

O interior, por exemplo, poderá receber elementos em diferentes tons, como acontecia nas versões Black, White e Red do Up!.

Outra ousadia é a adoção de um elemento de ligação que simula uma lanterna contínua sobre a tampa do porta-malas.

QUATRO RODAS pôde ver o carro sem camuflagem (mas sem autorização para fotos) e, ao menos neste primeiro momento, essa solução pode ser polarizadora.

A sensação é que não estamos diante de um Volkswagen, e o excesso de plástico em preto brilhante na peça não resulta em uma solução tão elegante como no Peugeot 3008 (que usa o mesmo material).

O interior, por outro lado, segue uma linha mais conservadora, apesar das peças coloridas na parte superior.

O sistema multimídia do T-Cross será igual ao usado no Polo e Virtus (foto) (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A cabine também será revelada no futuro, mas espere um interior muito similar ao encontrado no Polo e Virtus, com direito a sistema multimídia com tela de 8 polegadas, quadro de instrumentos digital nas versões topo de linha e suporte para celular no painel – este exclusivo da América Latina.

Uma boa evolução está na atualização das entradas USB, que podem chegar a quatro, sendo um par para cada fileira de bancos.

O painel digital do Virtus (foto) também estará presente nas versões mais caras do T-Cross (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O posicionamento dos conectores no console à frente do câmbio também melhorou, ficando mais à frente – mas ainda sem iluminação, como há no EcoSport.

A ousadia interior fica por conta dos equipamentos que serão oferecidos. As opções incluem faróis totalmente em LEDs com facho alto automático (ausentes no “irmão” Polo) e um sistema de estacionamento automático capaz até de estacionar em vagas de 90º entrando de frente com o o carro – algo especialmente útil em supermercados.

A apresentação do T-Cross no Brasil será quase simultânea ao modelo europeu (Divulgação/Volkswagen)

O controlador de velocidade adaptativo com frenagem autônoma e assistente de manutenção de faixa, no entanto, podem não vir ao Brasil ou serem oferecidos apenas na versão topo de linha.

Por falar em fazer compras, o porta-malas do T-Cross nacional será menor que o europeu. No velho continente o compartimento varia entre 385 e 455 litros de volume, dependendo do posicionamento do banco traseiro, que tem encosto e assento ajustável.

No Brasil estará disponível rodas de 16 e 17 polegadas (Divulgação/Volkswagen)

Já o SUV nacional varia entre 345 e 390 litros (números estimados pela própria VW, pois o valor final será confirmado após a homologação).

A diferença se dá por um velho vilão dos porta-malas brasileiros: o estepe. “Não usaremos no T-Cross brasileiro um estepe temporário ou o compressor com selante disponíveis na Europa.

Por conta disso, o pneu de tamanho maior irá roubar parte do espaço no porta-malas”, explica José Loureiro, gerente executivo de desenvolvimento de veículos na Volkswagen do Brasil.

Se o compartimento de bagagem, com volume modesto (mas dotado de assoalho regulável, como no Virtus) e estreito, pode não empolgar as famílias, o mesmo não pode ser dito do espaço interno, sobretudo o traseiro.

O túnel central da versão nacional será mais baixo. Nos modelos de entrada o difusor do ar-condicionado é substituído por um porta-trecos (Divulgação/Volkswagen)

Mesmo mais curta, a versão europeia já entrega conforto de sobra para dois adultos. As duas fileiras de assento foram elevadas (597 mm na frente e 652 mm atrás), mas a posição mais alta dos bancos posteriores acabam criando a visão “de cinema”, mais comum em SUVs de sete lugares.

Quem for atrás também terá bom espaço para a cabeça, difusor do ar-condicionado e as já citadas duas entradas USB.

A espuma do banco das unidades avaliadas não era tão macia e o comprimento do assento pode incomodar quem tiver pernas mais compridas. Esses detalhes, porém, podem ser modificados na versão nacional.

Outra coisa que mudará será o motor 1.0 TSI (que tem 115 cv na Europa, mas 128 cv com etanol no Brasil) e o câmbio automático: sai a caixa robotizada de sete marchas e dupla embreagem e entra o tradicional conjunto da Aisin presente em quase toda a gama da VW brasileira.

Em um primeiro momento a marca irá oferecer o T-Cross 1.0 TSI com câmbio manual de cinco marchas, mas são grandes as chances desse carro ser restrito à garagens de fanáticos pela marca ou “existir” apenas no configurador da marca, como acontece com o raríssimo Honda HR-V manual.

Não que isso seja um problema. São grandes as chances do T-Cross manter o bom casamento do motor TSI com o câmbio automático convencional, como já acontece com Golf, Polo e Cia.

A força extra propiciada pelo etano virá a calhar no modelo brasileiro, que será cerca de 50 kg mais pesado.

Mas, mesmo assim, não espere um desempenho de abrir os olhos: não há modo de condução, que inclui os perfis econômico, esportivo, confortável e personalizado, que transforme o T-Cross 200 TSI em um carro capaz de acompanhar Peugeot 2008 THP e Hyundai Creta 2.0.

Para eles haverá a versão 1.4 250 TSI, que não foi testada pelos jornalistas presentes na prévia do T-Cross na Alemanha.

A suspensão usa a receita clássica: McPherson na frente, e eixo de torção atrás. A boa notícia fica por conta dos freios, que serão sempre a disco nas quatro rodas.

O T-Cross pode não surpreender no mercado como foi com o retilíneo Renegade ou o espaçoso Creta. Mas ele pegou as melhores virtudes de seus rivais sem repetir a maioria dos seus erros.

O latifúndio no banco posterior é o suficiente para que a regulagem dos assentos e encostos seja útil mesmo em viagens longas. E o pacote de tecnologias compensa o visual sem grandes firulas – especialmente na dianteira.

Claro que tudo isso depende de um preço. Se o T-Cross orbitar entre R$ 79 e R$ 110 mil, ele pode dar trabalho para os líderes do segmento. Se a VW abusar da etiqueta, no entanto, o SUV pode padecer do mal do irmão maior Golf: um excelente carro, mas que quase ninguém compra.

 

*Viagem a convite da Volkswagen

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

16 AGO
Bugatti homenageia o EB110 com supercarro de 1.600 cv e R$ 35,5 milhões

Bugatti homenageia o EB110 com supercarro de 1.600 cv e R$ 35,5 milhões

Bugatti Cientodieci terá apenas 10 unidades produzidas (Divulgação/Bugatti)O mundo dos superesportivos é feito de homenagens. A Bugatti pertencia ao italiano Romano Artioli quando lançou o EB110, em 1991.A explicação do nome do modelo é simples: “EB” vem das iniciais do patrono da marca, Ettore Bugatti, e 110 é uma referência à idade que estaria fazendo naquele momento, 110 anos.Lanternas de leds ocupam a traseira de ponta a ponta (Divulgação/Bugatti)Sua proposta era a de ser... Leia mais
16 AGO
Nova RAM 2500, picapona para CNH tipo C, está em pré-venda a R$ 289.990

Nova RAM 2500, picapona para CNH tipo C, está em pré-venda a R$ 289.990

RAM 2500 (Rafael Paixão/Divulgação)A nova RAM 2500 só chega em novembro às 46 concessionárias CJDR do grupo FCA, mas já é possível fazer a reserva da picapona, que demanda CNH tipo C para ser conduzida.O visual foi todo redesenhado: a lateral, traseira, grade, para-choque, rodas, para-lamas e retrovisores e tem novos faróis com luzes diurnas de led. Até peso a nova geração perdeu: foram 28 kg.Picapona só chega às lojas em novembro (Divulgação/Ram)Na parte de equipamentos, a... Leia mais
16 AGO
Jeep Compass 2020 ganha itens de série, mas fica até R$ 8.000 mais caro

Jeep Compass 2020 ganha itens de série, mas fica até R$ 8.000 mais caro

Jeep Compass Sport 2020 na nova cor branco polar polarizado (FCA/Divulgação)O Jeep Compass 2020 já está à venda com mais itens de série em todas as versões. Só que também está mais caro.A versão de entrada Sport agora traz chave inteligente para abertura automática das portas e partida do motor por botão. Além disso, vem com faróis de acendimento automático e sensor de chuva.Também oferece uma nova cor, branco Polar (perolizada). Segundo a FCA, é a tonalidade mais procurada... Leia mais
16 AGO
Por que estas duas Kombis foram leiloadas a preço de Hilux e Camaro?

Por que estas duas Kombis foram leiloadas a preço de Hilux e Camaro?

Elas juntas, somam a bagatela de R$ 521.000 (Bonhams/Divulgação)O mercado de carros antigos é uma caixinha de surpresas em qualquer lugar do mundo. Os modelos e valores oscilam muito de acordo com a situação econômica e a predileção do mercado por determinado tipo de carro.Ontem o leilão Bonhams at Quail e Lodge Resort (EUA) deu uma amostra de como o mercado de carros antigos não é para amadores.Diversos carros disputados lance a lance. Alguns batendo recordes de venda, outros com... Leia mais
16 AGO
Da manivela ao sistema start stop: veja como ocorreu a transformação tecnológica dos carros

Da manivela ao sistema start stop: veja como ocorreu a transformação tecnológica dos carros

Nos últimos 100 anos, nós fomos a Lua, colocamos satélites na órbita de outros planetas, o telefone se tornou móvel e o computador deixou de ter o tamanho de uma parede. Essa mesma evolução ocorreu com os automóveis: em um século, eles incorporaram tecnologias e funcionalidades que tornaram as viagens mais fáceis e confortáveis. Como mostra o infográfico abaixo, se, no início do século XX, o motor funcionava à manivela e nem havia faróis, hoje os carros contam com... Leia mais
16 AGO
Bugatti cria outro hipercarro, mas esse custa 'só' R$ 35,5 milhões

Bugatti cria outro hipercarro, mas esse custa 'só' R$ 35,5 milhões

Depois de lançar o carro mais caro do mundo, por 11 milhões de euros (R$ 48,8 milhões), a Bugatti lança agora um outro veículo, um pouco mais “acessível”: o Centodieci foi apresentado nesta sexta-feira (16), e custará 8 milhões de euros (R$ 35,5 milhões, na cotação do dia). A produção, de apenas 10 exemplares, já está toda vendida. As entregas terão início apenas em 2021. O Centodieci presta homenagem o superesportivo EB110, dos anos 1990. O próprio EB110 já... Leia mais