Novidades

10 JUL

Como terminou a tentativa de Elon Musk de ajudar no resgate das crianças da Tailândia?

A tentativa do empresário Elon Musk de ajudar no resgate dos meninos presos nas cavernas Tham Luang, em Chiang Rai, na Tailândia, foi alvo de elogios e críticas.

Musk anunciou pelas redes socais que havia visitado o centro de comando da operação de salvamento dos 12 meninos e seu técnico de futebol, e afirmou ter deixado no local um minisubmarino desenvolvido por suas empresas para retirar o grupo.

O chefe da missão de resgate agradeceu Musk por sua oferta, mas disse que o submarino não poderia ser usado. "O equipamento que trouxeram não é algo prático de ser usado em nossa missão", explicou Narongsak Osotthanakorn.

"Ainda que seja tecnologicamente sofisticado, ele não se encaixa em nossa operação para entrar na caverna."

A Marinha tailandesa anunciou em seguida que o grupo já havia sido retirado em segurança.

Desde então, Musk publicou no Twitter um email que recebeu de Richard Stanton, um dos dois especialistas britânicos chamados para comandar o resgate. A mensagem foi o que levou o empresário a criar a cápsula o mais rápido possível.

Tentativa tecnológica

Musk disse pela primeira vez que poderia ajudar no resgate em 4 de julho, respondendo a uma sugestão de um usuário do Twitter.

Dois dias depois, o empresário anunciou que estava enviando para a Tailândia engenheiros de duas de suas empresas, a SpaceX e a Boring Company – que é especializada em perfuração.

Ele publicou em seguida uma série de mensagens sobre as possívels soluções técnicas para o problema, como a proposta de um tubo de ar que poderia ser inflado como um pula-pula, o que permitiria que os meninos e seu técnico saíssem da caverna caminhando.

Musk acabou concluindo que seria melhor transformar os foguetes Falcon usados pela sua empresa de exploração espacial em um tipo de "submarino de tamanho infantil" e publicou vídeos de testes do equipamento.

Questionado se a cápsula poderia ficar presa em uma seção mais estreita do sistema de túneis, ele respondeu que seus engenheiros tinham criado uma réplica inflável do aparelho, que poderia ser usada para checar se o submarino verdadeiro ficaria ou não preso.

Musk disse ainda que uma versão menor também estava sendo construída.

"O time de engenheiros da SpaceX conversou com vários mergulhadores que já fizeram o percurso e analisou uma grande quantidade de imagens de vídeo da caverna. A equipe tem certeza de que o mini-submarino consegue fazer toda a jornada", disse Musk.

Apesar de o aparelho não ter sido usado, Musk disse que iria deixá-lo com as autoridades tailandesas "para o caso de ser útil no futuro".

O bilionário é famoso por investir em ações humanitárias com um bom potencial para atrair a atenção do público.

No ano passado, ele recebeu agradecimentos do governador de Porto Rico por montar um sistema de energia solar capaz de fornecer eletricidade para um hospital infantil após a passagem de um furacão.

Apesar de ter colhido elogios em sua intervenção mais recente, outros questionaram suas motivações e insinuaram que ele pode ter sido uma distração para as autoridades.

"Elon Musk é conhecido por buscar as manchetes, mas, para ser honesto, ele só se envolveu neste caso depois de receber uma enxurrada de mensagens de seus fãs no Twitter", disse o correspondente de tecnologia da BBC, Rory Cellan-Jones.

"O fato é que o know-how das empresas de Musk com exploração espacial e com escavação de túneis se mostrou irrelevante desta vez, e isto é um lembrete de que o super-herói da tecnologia nem sempre está à altura do que pensam os fãs", diz ele.

Fonte: G1

Mais Novidades

03 ABR

Objetivo não é pôr fim a radares, mas instalar onde velocidade causa acidentes, diz ministro

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou nesta quarta-feira (3) que o objetivo do governo não é acabar com os radares nas rodovias federais, mas, sim, instalar os equipamentos onde o excesso de velocidade causa acidentes. Tarcísio Freitas deu a declaração ao participar de uma audiência na Câmara dos Deputados. "São vários os motivos que causam acidentes, um deles é excesso de velocidade. Mas não é o único. Eu preciso colocar radar naqueles locais em... Leia mais
03 ABR

Venda de veículos novos sobe 11,4% no 1º trimestre de 2019, diz Fenabrave

A venda de veículos novos subiu 11,4% no primeiro trimestre, segundo dados da federação das concessionárias, a Fenabrave. Foram vendidos 607.612 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus de janeiro a março, contra 545.478 no mesmo intervalo de 2018. Só em março, foram comercializadas 209.183 unidades, alta de 0,9% na comparação com igual mês do ano passado, quando foram feitas 207.353 vendas. Motos Nos três primeiros meses de 2019 foram vendidas 258.725... Leia mais
03 ABR

Jeep Renegade vende mais que Kwid, Polo e Corolla em março

Jeep Renegade vem se destacando como SUV mais vendido de 2019 (Divulgação/Jeep)O primeiro trimestre de 2019 encerrou e o time dos otimistas está ganhando: a recuperação do mercado está se mostrando cada vez mais sólida.Entre autos de passeio e comerciais leves, foram emplacados 580.040 unidades, ante 527.195 no mesmo período de 2018 – um crescimento acima dos 10%.O Chevrolet Onix segue imbatível. Ignorando o fato de que vai mudar ainda este ano, o hatch da Chevrolet teve 18.279... Leia mais
03 ABR

50 anos depois, QUATRO RODAS volta a “produzir” lendário Puma GT 4R

Um Tiranossauro perseguindo um arremedo de Jeep é algo normal no Ladeira Abaixo (Fernando Pires/Quatro Rodas)Há cinco décadas QUATRO RODAS fez história ao mandar produzir um modelo exclusivo para seus leitores. Os três Puma GT 4R feitos sob encomenda foram sorteados em 1969 e se tornaram os únicos carros do mundo produzidos em série a pedido de uma revista. Mas agora o trio terá a companhia de um inédito GT 4R 2019.Nosso esportivo chega ao século 21 para participar do Red Bull... Leia mais
03 ABR

SP não amplia malha cicloviária desde 2016; Prefeitura diz que espera audiências públicas

A Prefeitura de São Paulo não aumenta a malha cicloviária da cidade desde 2016, incluindo ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) obtidos pelo SP1 por meio da Lei de Acesso à Informação. Em 2008, a malha cicloviária da capital somava 11 km de extensão; em 2016, saltou para 498 km. Desde 2017, no entanto, não ganhou mais nenhum trecho e os ciclistas denunciam falta de manutenção e conexão com outros modais de... Leia mais