Novidades

09 JUL

Por que é difícil engatar a primeira marcha em movimento?

O câmbio é apenas uma parte do sistema de transmissão do carro (Pedro Bicudo/Quatro Rodas)

Já tentou engatar a primeira marcha de um câmbio manual com o carro em movimento? Provavelmente você teve dificuldades para mover a alavanca e ouviu um ruído metálico.

Fique tranquilo. Vamos explicar o que acontece dentro da transmissão do seu carro nessas horas e o que fazer para evitar que isso se repita.

O câmbio é responsável por receber a força do motor e transferir às rodas, multiplicando (ou desmultiplicando) a velocidade das rotações. Ele faz isso controlando o movimento de três eixos (piloto, contra eixo e principal) por meio de engrenagens de diferentes tamanhos.

Primeiro é preciso entender o caminho da força do motor até as rodas.

Quando os pistões e bielas sobem e descem, giram o virabrequim, um eixo ao qual está conectado o volante do motor. É a ele que a embreagem se une quando seu pedal não está pressionado.

Isso permite que as rotações do motor cheguem ao eixo piloto. É por este eixo, ligado à embreagem, por onde o câmbio recebe as rotações do motor.

 (Jahobr/Wikipedia)

O eixo piloto, por sua vez, transfere seu movimento ao contra eixo, que vai direcionar a rotação do motor para cada uma das marchas. É aí que a mágica começa.

As engrenagens das marchas, posicionadas no eixo principal (o eixo de saída de força para as rodas), se encontram com suas engrenagens correspondentes do eixo principal.

Mas cada marcha trabalha com engrenagens de diâmetros específicos.

O tamanho destas engrenagens define o torque (força) que ela exerce: uma relação 3:1, por exemplo, significa que, a cada três voltas do virabrequim, do volante, ou do eixo piloto, essa engrenagem dá uma volta completa.

Nas primeiras marchas, o virabrequim (e, consequentemente, o motor) dá mais voltas que a engrenagem do câmbio e, assim, multiplica a força enviada às rodas.

Normalmente, há uma grande diferença de tamanho entre as engrenagens da primeira e da segunda marcha. Nas seguintes a diferença é menor, pois o carro já está em boa velocidade.

Esquema de um câmbio manual em corte (Arte/Quatro Rodas)

Quer um exemplo? No Volkswagen Gol 1.0, as relações do câmbio são 4,1:1 (primeira), 2,3:1 (segunda), 1,43:1 (terceira), 0,9:1 (quarta) e 0,7:1 (quinta).

Se na primeira marcha 4,1 rotações do motor representam uma rotação do eixo principal, na quinta marcha o eixo já terá dado uma volta quando o volante tiver dado 0,7 volta – ou seja, estará mais rápido que o motor.

Para facilitar as trocas, existe uma peça chamada anel sincronizador. Ele tem dentes cônicos que ajudam a sincronizar as rotações entre engrenagem da marcha e a que está ligada ao contra eixo.

Entretanto, como a engrenagem da primeira marcha é bem maior, gira em velocidade menor e o anel não é capaz de equalizar essa enorme diferença de velocidade.

Para tentar amenizar esse problema, o ideal é reduzir bastante a velocidade do carro antes de acionar a primeira marcha. Ou você vai ouvir o barulho de arranhado outra vez – e torcer pela integridade do anel sincronizador.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

19 DEZ
Segredo: novo Renault Sandero terá traseira exclusiva no Brasil

Segredo: novo Renault Sandero terá traseira exclusiva no Brasil

Dianteira do Sandero nacional será similar ao modelo sul-africano, mas por aqui os faróis poderão perder a guia em LEDs (Divulgação/Renault) Em outubro algumas imagens confirmaram que a Renault adotaria integralmente a reestilização europeia/africana da dupla Sandero e Logan – incluindo mudanças discretas nos para-choques e faróis. Novas imagens reveladas pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), porém, revelaram... Leia mais
19 DEZ
Futuro nacional, Toyota Yaris leva 5 estrelas em teste de colisão

Futuro nacional, Toyota Yaris leva 5 estrelas em teste de colisão

Yaris testado na Ásia conquistou 5 estrelas para adultos e crianças (Reprodução/Youtube) Posicionado entre o Etios e o Corolla, o Toyota Yaris será fabricado em Sorocaba (SP) a partir de 2018,  nas versões hatch e sedã. Na Ásia, onde a QUATRO RODAS já foi conhecer o futuro nacional, o três-volumes passou pelo teste de colisão. Por lá, o Yaris recebeu 5 estrelas para proteção de adultos e crianças. No teste frontal, a região... Leia mais
19 DEZ
Reestilização deixa Jeep Cherokee com design mais conservador

Reestilização deixa Jeep Cherokee com design mais conservador

Atualização visual dispensou faróis duplos do antigo Cherokee (Jeep/Divulgação) Parece que o ousado visual do Jeep Cherokee não agradou tanta gente assim. A marca revelou a primeira reestilização da quarta geração do SUV, que o deixou mais conservador. Os faróis separados das luzes diurnas foram substituídos por um conjunto mais convencional – que remete ao Chrysler 300. O desenho da dianteira também aproxima o Cherokee dos... Leia mais
19 DEZ
JAC Motors anuncia fábrica em Goiás para fazer T40 e outro SUV

JAC Motors anuncia fábrica em Goiás para fazer T40 e outro SUV

Planta produzirá T40 e outro modelo ainda não definido (Christian Castanho/Quatro Rodas) A JAC Motors pretende construir uma fábrica no estado de Goiás. O local do complexo industrial ainda não foi escolhido, mas a empresa adiantou que investirá R$ 200 milhões para erguer uma planta para fabricar 35 mil veículos por ano. A marca estima gerar 850 empregos diretos e indiretos. O acordo foi formalizado pelo presidente da JAC Motors,... Leia mais
18 DEZ
Manutenção: quando trocar o amortecedor?

Manutenção: quando trocar o amortecedor?

Bem cuidado, o amortecedor passa dos 100.000 Km (Divulgação/Internet) Como é difícil definir a vida útil do amortecedor, o risco de ser enganado na sua troca é grande. Para ajudá-lo a não cair em armadilhas, confira abaixo as principais dúvidas que cercam esse item de segurança tão importante no carro. Quando é hora de trocar? Não dá para confiar em prazo por quilometragens, pois depende muito do piso por onde roda e do estilo... Leia mais
18 DEZ
Após 24 anos, Brasil tem carros sem barras de proteção lateral

Após 24 anos, Brasil tem carros sem barras de proteção lateral

Sem acabamento, é possível ver a estrutura da porta e a barra de proteção lateral do Porsche Panamera Sport Turismo (Ulisses Cavalcante/Quatro Rodas) Barras de proteção lateral eram frequentemente citadas nas QUATRO RODAS dos anos 1990. Esse equipamento de segurança estreou entre os carros nacionais com o Chevrolet Vectra de 1993. À época, segurança veicular ainda não era um assunto tão discutido como hoje. E airbags e freios ABS... Leia mais