Novidades

05 JUL

Governo assina Rota 2030 e abre portas para híbridos e elétricos nacionais

Programa Rota 2030 é aprovada em caráter de Medida Provisória (Divulgação/Volkswagen)

O programa Rota 2030, criado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, finalmente foi assinado pelo presidente Michel Temer após mais de um ano em negociação.

Diferentemente do plano Inovar-Auto – que vigorou de 2012 até dezembro de 2017 –, a nova proposta também prevê mudanças na tributação de importados, de elétricos e híbridos.

O projeto foi firmado em caráter de Medida Provisória e por isso ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional nos próximos 120 dias para entrar em vigor permanentemente.

O decreto prevê uma série de incentivos para os próximos 12 anos que, segundo o planalto, darão mais garantia aos investimentos dos fabricantes no Brasil e à geração de empregos.

O decreto assinado altera a alíquota do IPI para carros híbridos e elétricos (que, atualmente, é de 25%) para estimular a comercialização dessas tecnologias no marcado nacional.

Com a publicação do Rota 2030 no Diário Oficial da União, as alíquotas para esses veículos serão de 7% a 20%, variando de acordo com o nível de eficiência energética.

Segundo o Mdic, essa alteração se alinha às demais iniciativas governamentais de apoio à expansão do uso de novas tecnologias de motorização para se criar no Brasil uma matriz de transporte verde.

Uma das novidades é que o governo estabeleceu requisitos obrigatórios de Pesquisa e Desenvolvimento, eficiência energética e segurança para os veículos vendidos no país. Caso as metas sejam superadas, haverá redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI).

Sendo assim, a cobrança de IPI para veículos a combustão permanece como é atualmente e serão revisadas em 2023, quando os modelos que atingirem as metas terão redução de 2% na alíquota.

Também será obrigatório aumentar até 11% da eficiência energética dos veículos até 2022 e incorporar “tecnologias assistivas à direção” nos próximos nove anos.

O Rota 2030 foi pensado para ter três ciclos de investimentos, com “revisão da política e reorientação das metas e instrumentos” a cada cinco anos, de acordo com o Mdic.

Linha de montagem do Jeep Renegade em Goiana (PE) (Divulgação/Jeep)

Será concedido um crédito de R$ 1,5 bilhão para a indústria automobilística no país, que deverá garantir um aporte mínimo de R$ 5 bilhões em Pesquisa e Desenvolvimento ao ano.

Caso descumpram os requisitos, os incentivos poderão ser cancelados com efeitos retroativos, suspensão no programa e multa de até 2% sobre o faturamento no mês anterior.

Também serão concedidos créditos tributários de até 10,2% para o abatimento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

O Rota 2030 também prevê o ressarcimento das empresas habilitadas na modalidade “projeto de investimento” que tiveram cobrança de 30% adicionais do IPI durante o Inovar-Auto.

Isso porque os valores deveriam ter sido restituídos pelo Governo Federal como créditos e deduções de tributos, porém, com o fim do programa anterior, “não houve tempo hábil”.

Desde que o Inovar-Auto foi encerrado importadores ficaram isentos de cota de importação e do IPI majorado em 30 pontos percentuais que eram impostos pela política anterior.

Isso não impediu que as negociações do Rota 2030 fossem paralisadas pelo Ministério da Fazenda em janeiro deste ano.

Havia o medo que os novos incentivos criassem problemas com a Organização Mundial do Comércio (OMC). A entidade julgou como protecionistas as políticas do Inovar-Auto.

Em abril, Temer anunciou que pretendia concluir a nova política de incentivos até maio.

Previsto para o Brasil, o Golf GTE foi o primeiro carro plug-in híbrido da Volkswagen (Divulgação/Volkswagen)

O atraso na aprovação do Rota 2030 impactou no planejamento das fabricantes instaladas no Brasil, principalmente no que diz respeito a modelos híbridos e elétricos. Entre elas estão Kia, Chevrolet, Volkswagen, Nissan, Toyota e Fiat.

Modelos como o Nissan Leaf de nova geração, o Kia Soul elétrico e os Volkswagen Golf GTE e e-Golf podem ter lançamento anunciado nas próximas semanas.

Chevrolet não esconde a intenção de lançar o elétrico Bolt e a Toyota já testa uma versão bicombustível do Prius no Brasil . Há quem diga que faltava apenas a concessão de incentivos por parte do governo para um híbrido começar a ser produzido no país.

Protótipo do Prius Flex é idêntico às versões a gasolina do híbrido (Divulgação/Toyota)

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

10 ABR

Honda PCX 150 ABS 2019: primeiras impressões

(function () { if (!window.thisScriptHasRunned) { window.thisScriptHasRunned = true; } else { return; } window.BACKSTAGE_VIDEO_BIG_VIDEO_AB_ENV_PROD = true; var waitForGlobal = function(key, callback) { if (window[key]) { callback(); } else { setTimeout(function() { waitForGlobal(key, callback); }, 500); } }; waitForGlobal('GloboAB', function() { !function(e){var n={};function... Leia mais
10 ABR

Defesa de Ghosn recorre ao Supremo japonês contra nova detenção

Os advogados de Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan e da Renault, apresentaram nesta quarta-feira (10) um recurso especial diante do Supremo Tribunal do Japão contra a decisão de mandar o ex-executivo de volta para a prisão. A defesa do brasileiro optou pela apelação especial, que permite "pular" instâncias intermediárias e comparecer diretamente à máxima autoridade judicial do país, depois que o Tribunal de distrito de Tóquio que instrui o caso aprovou na semana passada... Leia mais
10 ABR

Autodefesa: central do Fiat Argo 1.0 e 1.3 não roda Waze nem Google Maps

“O Waze só aparece na tela com o carro parado”, diz Fama (Chico Cerchiaro/Quatro Rodas)As centrais multimídia são um dos maiores argumentos de venda de automóveis novos atualmente, pois entre vários benefícios está o uso de aplicativos como Waze ou Google Maps espelhados na tela do equipamento. Mas proprietários de Fiat Argo 1.0 e 1.3 dizem que não têm esse benefício depois de comprar o opcional da marca que possui a tela de 9 polegadas.“O kit que equipa o meu Argo 1.3 Drive... Leia mais
10 ABR

Curso dos sonhos: aprender a domar um Porsche de forma segura (e rápida)

Clientes participam do curso com seus próprios carros, cujas placas são cobertas (Divulgação/Porsche)O icônico motor traseiro do Porsche 911 não é exatamente a melhor solução dinâmica para um carro esportivo. A massa concentrada além do eixo posterior incrementa a transferência de peso do carro em frenagens e tomadas de curva.Ou, em bom português: o 911 sai de traseira mais fácil do que dizer “agora danou-se”.Oficialmente a marca alemã diz que não há relação disso com a... Leia mais
10 ABR
Jeremy Clarkson: McLaren Senna é o melhor carro hoje, mas não o mais legal

Jeremy Clarkson: McLaren Senna é o melhor carro hoje, mas não o mais legal

O V8 4.0 gera 800 cv. Há freios de cerâmica nas quatro rodas e aerofólio ativo  (Divulgação/McLaren)O V8 4.0 gera 800 cv. Há freios de cerâmica nas quatro rodas e aerofólio ativo (Divulgação/McLaren)A McLaren tentou ao longo dos anos criar um supercarro que reescreveria as regras e faria com a Ferrari nas ruas o que esta fez tantas vezes nas pistas de corrida do mundo. Bater firme. O primeiro esforço foi o McLaren F1, que tinha posição de pilotagem central, o cofre de motor... Leia mais
09 ABR

Dinossauro de 32 anos: Peugeot 405 começa a ser feito no Azerbaijão

Uma fábrica novinha em folha para um carro que deixou de ser vendido no Brasil em 1997 (Reprodução/Internet)O Peugeot 405 não é vendido no Brasil e na Europa desde 1997, mas é o mais novo carro nacional do Azerbaijão.Por lá, será vendido como Peugeot Khazar 406. Há algumas diferenças em relação ao 405 vendidos no Brasil, como novos faróis, grade, o logotipo dos anos 2000, as lanternas bicolores parecidas com as do 605 e o painel sensivelmente modernizado, com plásticos que... Leia mais