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04 JUL

O que muda entre os turbos axiais, pulsativos e roletados?

As diferenças entre os turbocompressores está nos detalhes (Garrett/Divulgação)

O que muda entre os turbos axiais, pulsativos e roletados? – Vinicius de Andrade Rossello, São Paulo (SP)

Basicamente, muda o caminho que os gases percorrem dentro da peça. No turbo radial, os gases de exaustão entram no rotor no sentido perpendicular ao da árvore que une as peças, enquanto no axial esse fluxo entra paralelamente.

Existe também o turbo mixedflow, que é o meio-termo entre os dois anteriores. “Nestes sistemas os gases entram na turbina num ângulo entre 90º (Radial) e 180º (Axial). É o caso, por exemplo, dos antigos motores T-Jet da Fiat”, destaca Celso Samea, engenheiro da comissão técnica de motores de ciclo otto da SAE Brasil.

Já o turbo pulsativo possui a carcaça quente dividida, ao contrário do que ocorre no turbo convencional, chamado de monofluxo.

Assim, em um motor de quatro cilindros, os gases de escape de dois cilindros percorrem um canal exclusivo, separado do duto do outro par.

“A vantagem desse sistema é que os gases atingem a turbina de forma sequencial, conforme a ordem de explosão dos cilindros, permitindo melhor aproveitamento da energia dos gases de escape, principalmente em baixos regimes do motor”, explica Lauro Takabatake, diretor de engenharia da BorgWarner.

Por fim, o turbo roletado tem os mancais da árvore apoiados sobre rolamentos, em vez de a peça “flutuar” sobre um filme de óleo – que é mais comum. Essa solução faz com que haja menos perda de energia e menor necessidade de fluido lubrificante no conjunto.

 (Divulgação/Internet)

1- A árvore pode ter mancais sobre óleo ou rolamentos, para reduzir o atrito

2- Nos sistemas pulsativos, a carcaça quente é dividida em dois dutos

3- Turbos radiais recebem o fluxo de ar em sentido perpendicular ao da árvore

Fonte: Quatro Rodas

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