Novidades

29 JUN

Clássicos: Ferrari 330, o pioneiro da linhagem de GTs V12

A berlineta GTC compôs a última geração da série 330 ao lado do conversível GTS (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Durante muito tempo Ferrari foi sinônimo de V12. E o motor desenvolvido pelo engenheiro italiano Gioacchino Colombo (1903-1988) foi um dos maiores responsáveis por essa fama, começando pelo 125S de 1,5 litro (de 1947) e passando pelos lendários 250 de 3 litros (de 1953).

A necessidade de obter mais torque e potência fez Enzo Ferrari redimensionar a arquitetura do V12 Colombo, dando origem à série 330 em 1963.

Rodas raiadas Borrani eram opcionais (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A primeira da linhagem 330 foi a America, nome dado às últimas 50 unidades produzidas do modelo 250 GTE 2+2, notório por ter sido a primeira Ferrari para quatro ocupantes.

A cilindrada total da nova geração do V12 Colombo cresceu de três para quatro litros. Os cabeçotes mantiveram o esquema de comandos simples e duas válvulas por cilindro. Alimentado por três carburadores Weber, o torque subiu de 25 para 33,3 mkgf.

O acréscimo de potência também foi substancial, saltando de 240 cv para 300 cv.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Raríssima, a America cumpriu tabela até a apresentação oficial da 330 GT 2+2 no Salão de Bruxelas de 1964. Para acomodar melhor os quatro ocupantes, seu interior foi reconfigurado e a distância entre os eixos cresceu 5 cm.

O estilo dos quatro faróis principais destoava da harmonia típica das Ferrari, mas seu desempenho continuava adequado a um grã- turismo.

Mesmo pesando 1.380 kg, ia de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos e chegava a 224 km/h. Encarava Aston Martin DB4 e Maserati 3500 GTiS Sebring, mas foi pega de surpresa pelo Lamborghini 350 GT.

O V12 de Sant’Agata Bolognese foi criado por ex-empregados da Ferrari como Gian Paolo Dallara e Giotto Bizzarrini, todos recrutados por Ferruccio Lamborghini. Redesenhada em 1965, a segunda série da GT 2+2 trazia dois faróis principais, câmbio de cinco marchas e rodas Campagnolo de alumínio.

A tocada fica a cargo do volante Nardi com aro de madeira (Christian Castanho/Quatro Rodas)

As rodas raiadas Borrani eram opcionais, junto dos vidros elétricos, direção hidráulica e ar-condicionado. Conforto era prioridade: desempenho era com a Ferrari 500 Superfast, graças ao V12 Colombo de 5 litros e 400 cv. Cerca de mil GT 2+2 foram produzidas até 1967.

A terceira e última geração das 330 foi representada pela berlineta GTC, que estreou no Salão de Genebra de 1966 com a mesma concepção da 275 GTB: entre-eixos de 2,4 metros, câmbio traseiro e suspensão por braços duplos nas quatro rodas.

A conversível GTS surgiu no Salão de Paris do mesmo ano. Capô baixo, grade oval e para-choques bipartidos eram inspirados na 500 Superfast, enquanto o terceiro volume seguia o perfil da conversível 275 GTS.

O estilo cativou personalidades como Leopoldo Pirelli, Sergio Pininfarina e o rei Leopoldo III da Bélgica, que presenteou a esposa Lilian com uma das quatro 330 GTC Speciale apresentadas em 1967.

Apesar de ter apenas dois lugares, a GTC ainda era um grã-turismo dos mais funcionais. O volante era com aro de madeira (Nardi) e a alavanca do câmbio, guiada pela clássica grelha indicando a posição das marchas.

Design a cargo de estúdio Pininfarina (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O painel exibia instrumentação completa e o porta-malas era mais do que suficiente para um casal. Menor e mais leve, acelerava de 0 a 100 km/h em menos de 7 segundos, com máxima de 242 km/h.

O jornalista Paul Frère exaltou o baixo nível de ruído e vibração, e o campeão de F-1 Phil Hill declarou que a GTC era a melhor Ferrari de rua já produzida, graças ao equilíbrio perfeito entre motor, direção, suspensão e freios. 

Fabricado em 1967, o modelo das fotos integra o acervo da FBF Collezione. A produção da Ferrari 330 foi encerrada em 1968, após 598 berlinetas GTC e 100 conversíveis GTS.

Foi um degrau indispensável ao desenvolvimento da aclamada 365 GTB/4 Daytona, e suas linhas foram mantidas até 1970 nos modelos 365 GTC e GTS.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

07 NOV
Suzuki Jimny Sierra chega em 2019 com câmbio automático

Suzuki Jimny Sierra chega em 2019 com câmbio automático

Nova geração do Jimny chegará importada ao Brasil (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)Nova geração do Jimny chegará importada ao Brasil (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)A grande novidade da Suzuki para o Salão do Automóvel é a nova geração do jipinho Jimny.Batizado de Jimny Sierra, ele se destaca pelo design quadrado, mais bruto que a geração anterior – que estreou no Brasil há exatamente 20 anos.Modelo deverá custar cerca de R$ 80.000 (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)A propósito, o... Leia mais
07 NOV

Salão de SP 2018: Nova geração do Suzuki Jimny chega no 2º semestre

A Suzuki anunciou no Salão de São Paulo que a nova geração do Jimny chegará ao Brasil no segundo semestre de 2019. E que a antiga, produzida em Catalão (GO), continuará sendo vendida. O novo Jimny vai custar cerca de 20% mais, diz a marca. Ele é equipado com motor 1.5 de 108 cavalos e tem opção de câmbio manual ou automático. Conta ainda com "mimos" como ar-condicionado digital e central multimídia com Apple Carplay e Android Auto. Compare a antiga com a nova... Leia mais
07 NOV

Salão de SP tem apresentações de mais 5 marcas nesta quarta

Depois de destacar carros elétricos no primeiro dia, o Salão do Automóvel de São Paulo 2018 segue nesta quarta-feira (7) com as apresentações das novidades de outras 5 marcas (confira a agenda abaixo). Acompanhe no G1 a COBERTURA EM TEMPO REAL O Salão abre para o público nesta quinta (8), às 14h (veja como visitar). 2º dia de apresentações no Salão 2018: 9h - Suzuki 9h30 - Subaru 10h - Chery 10h30 - Mitsubishi 11h - Lexus SALÃO DO... Leia mais
06 NOV

BMW mostra novo Série 3 e confirma esportivos no Salão de SP

O Grupo BMW mostrou novidades para as linhas BMW e Mini. Enquanto a primeira foca nos esportivos, a segunda destaca o primeiro híbrido plug-in fabricado pela marca – o Countryman S E. No estande da BMW, a maior novidade é a nova geração do Série 3, mostrado no Brasil um mês depois da estreia no Salão de Paris. O sedã será lançado no país no primeiro semestre do ano que vem, e a produção em Araquari (SC) começa pouco depois, no segundo semestre, nas versões 320i... Leia mais
06 NOV

BMW confirma produção do novo Série 3 no Brasil em 2019

Novo Série 3, revelado no Salão de Paris no mês passado, terá cinco opções de motores no país (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)A principal atração da BMW no Salão do Automóvel 2018 é a sétima geração do Série 3, apresentada no mês passado no Salão de Paris. O sedã deve chegar ao mercado brasileiro no fim do primeiro semestre de 2019, importado da Alemanha. A marca já confirmou, porém, a produção do modelo em Araquari (SC) no segundo semestre.Inicialmente o modelo será... Leia mais
06 NOV

Salão de SP 2018: Hyundai aposta em conceitos e antecipa o futuro HB20

A Hyundai veio cheia de novidades ao Salão do Automóvel. Além do conceito Saga EV, antecipado pela marca antes do evento, três modelos foram confirmados para o mercado brasileiro: as novas gerações de Azera, Elantra e SantaFe. Mobilidade e carros "verdes" foram o destaque da marca, que apresentou, pela primeira vez no país, o totalmente elétrico Ioniq e o Sonata híbrido. Ambos, porém, estão no Salão apenas para medir a reação do público. Confirmados para venda,... Leia mais