Novidades

27 JUN

Teste: BMW X2, o ponto fora da curva

X2 tem linha de cintura alta e área envidraçada pequena (Christian Castanho/Quatro Rodas)

indústria está cheia de histórias de marcas que criaram modelos fora dos padrões e se deram bem. O exemplo mais recente é o da Land Rover, com o Evoque. Mas há a Mercedes com o CLS. E, mais próximo de nós, a Ford com o EcoSport.

Agora, a BMW (que já fez o X6) propõe o X2, que começou a ser vendido no Brasil em maio. 

O X2 é por definição um SUV cupê. Mas não perca seu tempo tentando enquadrar em uma determinada categoria um veículo que foi feito para fugir dos padrões. O X2 tem características que o diferenciam até mesmo desse grupo de SUVs cupês (por si só uma excentricidade).

Teto solar elétrico é exclusivo da versão MSport (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Uma delas é o caimento da tampa traseira mais acentuado do que o de um SUV cupê.

A outra é a posição de dirigir. No X2, o motorista viaja 2 centímetros mais baixo do que em um SUV como o X1.

Essa mudança altera completamente a forma como o motorista se relaciona com o carro (painel, pedais e instrumentos) e com o ambiente externo (perde-se aquela sensação de superioridade e domínio da estrada).  

Versão traz banco de couro e faixa de alumínio no painel (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Visualmente, o X2 é um pouco exagerado. Por fora, a carroceria acomoda cantos vivos e contornos arredondados, superfícies planas e vincos bem marcados. Por dentro, há mistura excessiva de cores, materiais, texturas (principalmente à noite, quando a cabine – painel e luz ambiente – fica iluminada).

Mas, no dia a dia, ele é um carro gostoso de dirigir e que acomoda cinco pessoas com conforto. Quem viaja no banco detrás encontra bom espaço para pernas e cabeça. No porta-malas cabem 370 litros.

Capacidade do porta-malas vai de 370 a 1.255 litros (com o banco traseiro rebatido) (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O X2 chega em duas versões, SDrive 20i (R$ 211.950) e SDrive 20i MSport (R$ 246.950). As duas trazem o mesmo conjunto mecânico, com motor 2.0 de 192 cv, câmbio automatizado de sete marchas e tração dianteira. A mais cara mostrada aqui se diferencia pela lista de equipamentos de série mais extensa.

Entre os itens de estilo e acabamento, há bancos esportivos revestidos de couro e apliques de alumínio, por dentro, e detalhes cinza (para-choques,  caixas de rodas e saias) e o spoiler traseiro, por fora. A versão MSport traz equipamentos exclusivos como teto solar, head-up display e sistema de navegação Plus.

Sistema de ar-condicionado tem saídas na pare traseira da cabine (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Nas duas configurações, não faltam dispositivos obrigatórios em um BMW como a central multimídia I-Drive, o dispositivo de conectividade ConnectedDrive (com monitoramento e serviços diversos: notícias, concierge e aplicativos) e Drive Experience, que permite selecionar os modos de condução Eco Pro, Comfort e Sport, com mudanças nas respostas de acelerador, direção,  transmissão e som do motor.

Central compatível com sistema Apple CarPlay tem sistemas ConnectedDrive (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Em nosso teste, buscamos o melhor programa para cada situação: nas provas de desempenho, optamos pelo modo Sport, mas nas medições de consumo usamos o modo Eco Pro. O X2 andou bem e apresentou um consumo baixo.

Nas acelerações de 0 a 100 km/h, ele fez o tempo de 7,7 segundos e nos ensaios de consumo ficou com as médias de 11,8 km/l na cidade e 15,9 km/l na estrada.

Motor 2.0 de 4 cilindros gera 192 cv (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O X2 pode ser uma boa opção para quem procura um carro diferente de todos que já teve. O único inconveniente (para os mais discretos, ao menos) é o fato de o motorista tornar-se alvo de olhares por onde passa, principalmente se o SUV for na cor amarela (Galvanic Gold), como a da unidade das fotos. 

Coluna traseira ostenta um emblema da marca (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Veredicto

Além de ser gostoso de dirigir, ser bem equipado e ter bom desempenho, ainda desfila seu estilo incomum pelas ruas

Teste de pista

Ficha técnica – BMW X2

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

18 JUN

Motorista que atropelou e matou em SP paga fiança de R$ 4,7 mil e responde a processo em liberdade

A motorista Claudia Lemes de Souza, 45 anos, que atropelou quatro pessoas e matou duas delas no dia 24 de maio, na Avenida Heitor Antônio Eiras Garcia, na Zona Oeste de São Paulo, pagou fiança de R$ 4.770 para responder ao processo em liberdade e teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) retida. O caso está em segredo de Justiça. Na última semana, outros dois casos de atropelamento com morte aconteceram na cidade, e os motoristam estavam embriagados, de acordo com a polícia. ... Leia mais
18 JUN

Delegado do DF liberou motorista embrigado que atropelou ciclista um mês após novas regras da Lei Seca

A Polícia Civil do Distrito Federal desconsiderou as novas regras da Lei Seca um mês após a norma começar a valer, com mais rigor para o motorista que provocar acidentes com vítimas. Um jovem de 21 anos que estava embrigado atropelou um ciclista no dia 19 de maio e foi indiciado por um artigo do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que sequer faz referência a lesões corporais. Levantamento do G1 mostra que punições mais severas não impediram motoristas de misturar álcool e... Leia mais
18 JUN

Família cobra cumprimento da Lei Seca a motorista solto no mesmo dia em que matou universitário atropelado em MT

O motorista que atropelou e matou o universitário Marcos Dourado, de 29 anos, no dia 7 de maio, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, está solto. A vítima estava em uma motocicleta e morreu no local do acidente. Daniel de Deus Pereira, de 33 anos, que dirigia uma caminhonete, foi preso no mesmo dia do acidente depois de ter fugido e teve a liberdade concedida pela Justiça, também no mesmo dia, porque não havia espaço no sistema prisional. Autuações pela Lei... Leia mais
18 JUN

Brasil é um dos poucos países com tolerância zero para álcool e direção

A “Lei Seca” brasileira, que tem tolerância zero para concentração de álcool no sangue de qualquer motorista, está entre as mais rígidas no mundo, ao lado de países, como Hungria, Romênia, Eslováquia, República Tcheca, Marrocos, Paraguai e Uruguai – sem contar os países que baniram o álcool por motivos religiosos. Essa regra é mais exigente que a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de limites menores que 0,5 g/L no sangue para motoristas em geral e... Leia mais
18 JUN

Lei Seca ficou mais rígida nos últimos anos; veja o que pode e o que não pode

Antes mesmo do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), de 1997, a legislação já proibia dirigir depois de beber álcool, embora a fiscalização fosse frágil e sem métodos de comprovação. Em 1997, essa história mudou, mas foi só em 2008 que entrou em vigor a chamada “Lei Seca”, que reduziu a tolerância para a quantidade de álcool no organismo. Desde então, mais de 1,7 milhão de autuações foram feitas no país, segundo um levantamento do G1. No entanto, essa lei... Leia mais
18 JUN

Autuações pela Lei Seca crescem ano a ano e já passam de 1,7 milhão desde 2008

Em 19 de junho de 2008 entrava em vigor a Lei 11.705, que ficou conhecida como “Lei Seca” por reduzir a tolerância com motoristas que dirigem embriagados, colocando o Brasil entre os países com legislação mais severa sobre o tema. No entanto, a atitude dos motoristas pouco mudou em 10 anos. Um levantamento do G1, por meio da Lei de Acesso à Informação, somou mais de 1,7 milhão de autuações com crescimento contínuo desde 2008. O avanço nos últimos 5 anos ficou acima... Leia mais