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26 JUN

JAC T40 CVT: o motor 1.6 mais potente do Brasil é de um chinês

teto envelopado de preto custa R$1.490 a mais (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Shenzhen era apenas uma vila de pescadores com 30.000 habitantes em 1980, quando se tornou a primeira zona econômica especial da China.

Hoje a cidade é considerada o Vale do Silício do país e é lar de 12 milhões de pessoas. As coisas mudam muito rápido na China e isso reflete em seus produtos.

O JAC T40 chegou no ano passado com motor 1.5 e câmbio manual. Um motor com pouca força em baixas rotações e um câmbio com engates longos. Essas características não estão na versão automática CVT.

JAC T40 tem o porte de um Renault Sandero (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Não é só pelo câmbio, que simula seis marchas, mas também pelo novo motor 1.6 16V com duplo comando de válvulas variável e start-stop – que desliga a central multimídia toda vez que dá partida no motor novamente.

São 138 cv e 17,1 mkgf de torque que fazem dele o 1.6 aspirado mais potente do Brasil. Entrega mais força em baixas rotações e consumiu menos em ciclo urbano em nossos testes de pista: 14,3 km/l em ciclo urbano contra 13,5 km/l da versão manual. Na estrada, porém, o 1.5 fez 15,3 km/l e o 1.6 conseguiu 13,6 km/l.

O mérito (ou demérito) do menor consumo na cidade pode ser creditado ao câmbio, fornecido pela belga Punch Powertrain.

A resposta do motor ao acelerador é mais rápida que no motor 1.5, mas o CVT demora um pouco para reagir. Isso na posição Drive, que, de tão morosa, parece mais adequada para uma manhã de domingo do que para o dia a dia.

Alavanca do câmbio CVT também serve para trocas sequenciais (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Na posição Sport as reações são melhores, mais compatíveis com o que se espera de um CVT hoje. Contudo, mesmo com 13 cv e 1,6 mkgf a mais que o 1.5, quando com gasolina, o novo motor 1.6 conseguiu apenas manter o mesmo tempo de zero a 100 km/h da versão manual: 12,3 s.

Há algo de bom nesse câmbio CVT: a boa redução de relação que faz ao identificar descidas. Funciona como redução de marcha para aumentar o freio-motor, o que economiza combustível e freio. As respostas aos comandos sequenciais na alavanca (não há borboletas) são rápidas. 

Banco traseiro recuado ajuda a aumentar o espaço para as pernas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Mais agradável ao volante, o JAC T40 consegue destacar suas qualidades. O acabamento é bom, bem montado e tem faixa de couro sintético no painel. Também é espaçoso no banco traseiro, apesar dos 2,49 m de entre-eixos, pois o assento foi recuado em direção às caixas de roda.

Painel JAC T40 CVT (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A diferença de preço entre o T40 manual e o CVT é de R$ 10.000 – R$ 59.990 contra R$ 69.990.

Em contrapartida, a lista de equipamentos tem a mais ar-condicionado automático, bancos de couro sintético, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e quadro de instrumentos exclusivo, com melhor visibilidade, mas conta-giros e velocímetro tão pequenos quanto os de um Ka.

Além disso, há central com tela de 8 polegadas, controles de estabilidade e tração, hill-holder, piloto automático e câmera que grava o trânsito à frente. 

Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,3 s
Aceleração de 0 a 1.000 m: 34,1 s – 153,3 km/h
Retomada de 40 a 80 km/h: 5,5 s
Retomada de 60 a 100 km/h: 6,6 s 
Retomada de 80 a 120 km/h: 8,9 s 
Frenagens de 60/80/120 km/h a 0: 16,5/29,6/67,5 m
Consumo urbano: 14,3 km/l
Consumo rodoviário: 13,6 km/l

Preços: A partir de R$ 69.990
Motor: gasolina, dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, aspirado, 1.590 cm3; 138 cv a 6.000, 17,1 mkgf a 4.000 rpm
Câmbio: automático CVT, 6 marchas, tração dianteira
Suspensão: McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)
Freios: disco, vent. (diant.) disco sólido (tras.)
Direção: elétrica
Rodas e pneus: liga leve, 205/55 R16
Dimensões: comp., 413,5 cm; altura, 156,8 cm; largura, 175,0 cm; entre-eixos, 249 cm; peso, 1.220 kg;

Fonte: Quatro Rodas

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