Novidades

13 JUN

Impressões ao dirigir: TAC volta à cena com nova versão do jipe Stark

Black Cover traz teto preto e itens como snorkel e rodas esportivas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Fabricado de forma artesanal e sob encomenda, o jipe TAC Stark ainda chama a atenção por onde passa, apesar de lançado em 2009.

Olhando o copo meio cheio, isso é um sinal de que seu design premiado, que conquistou entre outros o Idea-Brasil (considerado um dos mais importantes do design industrial), ainda desperta paixões.

Mas, olhando o copo meio vazio, isso indica que o carro é pouco conhecido. Pensando em aumentar a proximidade com o mercado (e as vendas), a TAC Motors, sediada em Sobral (CE), resolveu partir para a ofensiva.

O plano, anunciado no mês de maio, começa pela apresentação da nova versão mostrada aqui, batizada de Black Cover.

Design premiado mudou pouco desde o lançamento, em 2009 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Stark Black Cover é caracterizado pelo teto preto, como diz o nome, e um belo pacote de equipamentos de série (com itens que normalmente são oferecidos como acessórios).

A lista inclui bancos de couro, central multimídia com câmera de ré, bagageiro de teto, snorkel, rodas de liga leve e alarme. O preço dessa versão é R$ 115.000.

Esteticamente, o Stark também apresenta diferenças em relação ao modelo original que testamos em 2010. Mas essas mudanças foram incorporadas ao longo do tempo e não agora na versão Black Cover.

Entre essas novidades estão a grade dianteira maior e os faróis de dupla parábola.

Grade dianteira, logo e faróis são novos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O logo da marca também mudou. Antes era um S estilizado, agora é um escudo com um cabo de espada que lembra o tridente da Maserati, apontado para baixo.

Por dentro, com exceção dos aros cromados das saídas de ar, tudo permanece igual, com a maioria dos componentes vindos do descontinuado Fiat Palio.

O Stark mantém também o motor 2.3 turbodiesel de 127 cv da extinta Fiat Powertrain (FPT).

Motor FPT 2.3 16V turbodiesel gera 127 cv de potência (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Mas a TAC está avaliando o que fazer com o motor, uma vez que, com a criação da FCA, as atividades da FPT passaram para a empresa CNH Industrial, e o contrato de fornecimento não foi renovado.

Os jipes em produção atualmente estão saindo com motores FPT mantidos no estoque, segundo a TAC.  

Os demais sistemas também são do Stark anterior. A transmissão tem opção 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida, com engates mecânicos, e o câmbio possui cinco marchas.

A direção é hidráulica e os freios usam discos ventilados nas quatro rodas. A suspensão é do tipo duplo A com dois amortecedores por roda, nos dois eixos.

É fácil de concluir que o Stark Black Cover reproduz os mesmos erros e acertos de seus antecessores. 

Começando pelos acertos, o jipe oferece boa posição de dirigir, com visibilidade adequada e assento para quatro pessoas.

Ao volante, o Stark é um jipe estável, fácil de manobrar e confortável, dentro do possível para um jipe. Sua suspensão parece mais macia que a do Troller T4, seu rival por excelência.

Stark acomoda quatro ocupantes (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Ao contrário do Stark, porém, o Troller passou por uma transformação radical em 2014, depois que a marca foi comprada pela Ford.

O T4 atual tem motor 3.2 diesel de 200 cv, câmbio de seis marchas e seletor eletrônico de modos de tração, ao custo de R$ 131.329.

Entre os erros do Stark, pode-se apontar a ergonomia, o excesso de vibração do motor transmitida para a cabine e a vedação das portas.

A versão testada por nós em 2010, conseguiu bons números (para um jipe) na pista.

O acesso à traseira é difícil, mas há cintos de três pontos para todos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Nas provas de aceleração, o Stark fez de 0 a 100 km/h em 15,8 segundos e retomou de 60 a 100 km/h, em quarta marcha, em 11,2 segundos. 

Nosso objetivo agora era repetir os ensaios, mas, assim como em 2010, o Stark apresentou a quebra do semi-eixo traseiro.

O componente rompeu no teste de aceleração. O diagnóstico feito pela fábrica na ocasião indicou um defeito de têmpera da peça.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Carro substituído, o teste foi realizado, mas a falha se repetiu, dessa vez, na sessão de fotos.

A TAC justificou a segunda quebra aos repetidos testes feitos com o novo semieixo antes do retorno do carro à QUATRO RODAS.

Agora, a quebra ocorreu outra vez no teste de aceleração, um ensaio que é feito com todos os carros cedidos à revista: eleva-se o giro do motor e troca-se a marcha no regime de torque máximo, no modo de tração 4×2.

Desde 2010, nenhum carro testado por nós apresentou quebra nesse ensaio. 

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Depois do ocorrido, a TAC nos retornou afirmando que a quebra teria sido ocasionada por forte impacto durante a tração.

E dizia também ter apurado que o carro teria arrancado com o modo de tração reduzida acionado, o que não corresponde à realidade do teste feito por nós.

A unidade avaliada ainda apresentou outros defeitos, como o vidro do passageiro emperrado e a porta traseira com problemas no sistema de abertura por meio do comando na chave. 

Além da nova versão, os planos da TAC incluem a implantação de cinco autorizadas nas cinco regiões do país que, de acordo com a empresa, serão responsáveis pelos serviços de pós-venda, como assistência técnica, e relacionamento com os clientes com cursos off-road, test drive dos produtos e boutique da marca.

Apesar do anúncio feito em 2015 de que a TAC teria sido comprada pela chinesa Zotye (com a construção de fábrica em Goiás aprovada), o negócio não se concretizou e a TAC segue independente. Assim como no carro, pouca coisa mudou na empresa.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

11 MAR

Chevrolet Camaro tem recall por falha na direção elétrica

A Chevrolet iniciou um chamado de recall para unidades do Camaro de modelo 2017 por uma possível falha no sistema da direção. Os reparos só terão início no dia 29 de abril. De acordo com a marca, os exemplares envolvidos podem apresentar perda na assistência da direção elétrica com o veículo em movimento por uma "não conformidade no circuito elétrico da caixa de direção". Com isso, a direção permanecerá atuante, porém mais pesada pela ausência da assistência.... Leia mais
11 MAR

Tribunal impede que Ghosn participe de reunião do conselho da Nissan

Um tribunal de Tóquio rejeitou pedido do ex-chefe da Nissan, Carlos Ghosn, para participar de uma reunião do conselho da empresa nesta semana. A negativa impede que Ghosn esteja à mesa para discussões apesar de a montadora estar prestes a fortalecer uma aliança que ele construiu ao longo de duas décadas. Ghosn deixa prisão após mais de 100 dias detidoVigilância de Ghosn terá telefonemas monitorados e câmeras de segurançaTudo sobre a prisão Procuradores entregaram um... Leia mais
11 MAR

Teve o carro atingido por uma enchente? Saiba o que fazer

No verão, uma das principais preocupações é com o grande volume de chuvas e suas consequentes enchentes que invadem ruas e garagens sem cerimônias. Se você não conseguiu fugir dessa situação, o G1 dá algumas dicas para amenizar os prejuízos. O carro morreu. E agora? Se o motor estava ligado e a altura da água atingiu a entrada de ar superior do veículo, ele desligará automaticamente por uma questão química: sem o ar externo não existe combustão. O principal... Leia mais
11 MAR
Conheça o NX 300h, SUV híbrido de luxo da Lexus

Conheça o NX 300h, SUV híbrido de luxo da Lexus

Sucesso total: o NX 300h representa a linha mais vendida da Lexus no país (Lexus/Divulgação)Para a Lexus, divisão de luxo da Toyota, o futuro é híbrido – e está cada vez mais próximo.Comprometida em se tornar a primeira montadora no Brasil a ter um catálogo 100% composto por modelos que combinam motores a combustão e elétricos, a Lexus deu um enorme passo em direção a esse objetivo no segundo semestre de 2018, ao trazer para o país seu primeiro SUV compacto híbrido, o NX... Leia mais
11 MAR

Longa Duração: Renault esquece amortecedor danificado em revisão do Kwid

Já era evidente a perda de performance em curvas (Christian Castanho/Quatro Rodas)A revisão dos 30.000 km do Renault Kwid foi decepcionante: pedimos que fosse dada uma atenção especial à suspensão, que parecia excessivamente solta em curvas. Na retirada do carro, o técnico da Itavema disse: “Fiz a verificação e está tudo normal”. Não estava. Na checagem dos serviços prestados, nosso consultor, Fabio Fukuda, descobriu que o amortecedor dianteiro esquerdo estava vazando. “Na... Leia mais
11 MAR

Correio Técnico: por que carga rápida de carro elétrico nunca atinge 100%?

A carga rápida está lentamente crescendo no Brasil (Reprodução/Internet)Por que a carga rápida de automóveis elétricos é veloz somente até atingir os 80%? – Bianca Casarini, Florianópolis (SC)É para proteger as baterias de íon-lítio. Para se ter uma ideia, é como tentar encher um copo com uma torneira de alta pressão sem derrubar nenhuma gota de água para fora.O funcionamento básico dos carregadores é o mesmo, independentemente se ele é convencional ou rápido, e isso... Leia mais