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06 JUN

Produção de veículos no Brasil cai 15% em maio com impacto da greve de caminhoneiros

A produção de veículos no Brasil caiu 15,3% em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, afirmou nesta quarta-feira (6) a associação das montadoras (Anfavea).

É a primeira queda neste tipo de comparação desde outubro de 2016, interrompendo uma sequência de 18 meses de altas seguidas.

As montadoras passaram os últimos dias do mês totalmente paradas por causa da greve dos caminhoneiros, que impediu a chegada de peças e afetou a logística das fábricas. A produção foi retomada apenas na última segunda-feira (4).

"Perdemos entre 70 mil e 80 mil unidades de produção. Mas o setor voltou muito rapidamente", disse Antonio Megale, presidente da Anfavea.

A associação ainda espera algum impacto da greve em junho, mas acredita que o volume perdido pode ser recuperado nos próximos meses, com turnos extras ou produção também aos finais de semana.

No total, 212 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram feitos em maio, enquanto no mesmo mês de 2017 o volume foi de 250,7 mil.

No acumulado de janeiro a maio, a indústria automotiva segue com alta de 12%, passando do primeiro milhão de unidades em cinco meses.

Saíram das fábricas 1,17 milhão de unidades, contra 1,05 milhão no mesmo período de 2017.

Vendas

A greve também afetou as vendas, derrubando a média diária em cerca de 15%, entre 21 e 30 de maio, segundo as concessionárias. Mesmo assim, maio registrou leve alta nos emplacamentos novos, na comparação com o ano anterior.

"Acreditamos que perdemos 25 mil unidades, que poderiam ter sido em emplacadas“, afirmou Megale.

Exportações

Com os problemas de logística e as paralisações nos portos, as exportações, que estavam puxando a recuperação do setor, recuaram 17,3% em maio, em relação ao mesmo mês de 2017. Foram exportados 60.749 veículos contra 73.432 em maio do no passado.

No entanto, o ano ainda segue com o acumulado positivo em 1,6% para as exportações, com o total de 314.086 unidades enviadas para fora do país em cinco meses.

Fonte: G1

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