Novidades

04 JUN

Longa Duração: qual carro de nossa frota gasta mais em viagens?

A nossa frota de Longa Duração pegou a estrada para um teste de consumo x velocidade (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Chegou o fim de semana, hora de pegar a estrada. Para economizar, você faz o básico: pneus calibrados, vidros fechados (com ar-condicionado ligado) e tanque cheio (para evitar paradas desnecessárias).

Em vez de adotarmos os números de consumo obtidos em ambiente de pista, desta vez optamos por vias públicas e, na estrada, calculamos o apetite dos cinco carros de nossa atual frota de Longa Duração.

Argo 1.3, Compass 2.0 turbodiesel, Creta 2.0, Kwid 1.0 e o híbrido Prius em três velocidades de cruzeiro diferentes: 80, 100 e 120 km/h, sempre com ar-condicionado ligado.

A partir dos números obtidos, simulamos uma viagem de 500 km e calculamos os gastos com combustível.

A duração da rota simulada em cada velocidade do teste, claro, foi a mesma para todos os carros: 6h15min a 80 km/h, 5h a 100 km/h e 4h10min a 120 km/h.

Para tanto, tomamos por base o preço médio do litro da gasolina e do diesel S-10 (no caso do Jeep Compass) em São Paulo, segundo a ANP, a Agência Nacional do Petróleo, em meados de março: R$ 3,976 (gasolina) e R$ 3,488 (diesel).

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Argo confirmou os elogios dos usuários a respeito do baixo consumo.

Seus registros se aproximam dos do híbrido Prius, superando até os do Kwid, com seu motor 1.0 três cilindros, mesmo rodando só a 80 km/h: 23,5 km/l ante 20,6 km/l.

Esses números de consumo são muito próximos aos do Compass, mas o SUV da Jeep gera menos custo, afinal o litro do diesel é mais barato que o da gasolina.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No teste prévio para aferição do consumo com ar-condicionado ligado, o câmbio do Compass foi até a sétima marcha na prova de 80 km/h, oitava na de 100 km/h e nona na de 120 km/h.

Aliás, boa parte do mérito do consumo contido do SUV deve ser atribuída justamente à caixa de nove marchas.

Pena que seu funcionamento seja acompanhado de trancos, quando em baixa velocidade

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A calibração do acelerador, sensível demais, exige atenção redobrada do piloto quando a intenção é rodar economicamente.

Qualquer pisada um pouco mais forte é interpretada pelo câmbio como necessidade de aplicação de força extra e a redução de uma marcha é ordenada.

Economia de combustível não é o forte do Creta, dono dos piores números de consumo deste teste

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Tudo bem que o ambiente do subcompacto é a cidade, mas o Kwid chega a ser decepcionante na estrada.

Além de se mostrar mais gastão do que o Argo nos três testes realizados, o Renault praticamente empatou com o Creta no consumo a 120 km/h: respectivamente 12,3 km/l e 12,2 km/l.

Detalhe: o SUV da Hyundai é maior, mais pesado e é equipado com câmbio automático.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Híbridos mostram seu maior poder de economia na cidade, onde o anda e para a baixas velocidade é feito, sempre que possível, utilizando o motor elétrico.

Mas até que o Prius surpreendeu positivamente em nosso teste, sendo o dono do menor custo de rodagem (R$ 113,59) na viagem a 120 km/h.

Sem conta-giros, não foi possível aferir a rotação do motor a gasolina do Prius.

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais